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Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 01-02 /2010

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THÔNG TIN TÀI LIỆU

Thông tin cơ bản

Tiêu đề Tạp chí nha khoa Dental Press Journal of Orthodontics Tháng 01-02 /2010
Tác giả Jorge Faber, Telma Martins de Araujo, Ary dos Santos-Pinto, Bruno D'Aurea Furquim, Camila Alessandra Pazzini, Camilo Aquino Melgaço, Carla D'Agostini Derech, Carla Karina S. Carvalho, Carlos A. Estevanel Tavares, Carlos Martins Coelho, Daniela Gamba Garib, Cộlia Regina Maio Pinzan Vercelino, Cristiane Canavarro, Eduardo C. Almada Santos, Eduardo Franzotti Sant'Anna, David Normando, Gisele Moraes Abrahão, Guilherme Janson, Gustavo Hauber Gameiro, Haroldo R. Albuquerque Jr., Henri Menezes Kobayashi, Hiroshi Maruo, Hugo Cesar P. M. Caracas, Jonas Capelli Junior, Josộ Augusto Mendes Miguel, Adriana C. da Silveira, Josộ F. Castanha Henriques, Josộ Nelson Mucha, Björn U. Zachrisson, Josộ Renato Prietsch, Josộ Vinicius B. Maciel, Clarice Nishio, Julia Cristina de Andrade Vitral, Jỳlio de Araỳjo Gurgel, Jesỳs Fernỏndez Sỏnchez, Julio Pedra e Cal Neto, Karina Maria S. de Freitas, Josộ Antônio Búsio, Leandro Silva Marques, Marquise Univ. de Illinois / Chicago EUA, Leniana Santos Neves, Jỳlia Harfin, Leopoldino Capelozza Filho, Guilherme Pessúa Cerveira, Gustavo Hauber Gameiro, Haroldo R. Albuquerque Jr., Luciana Abróo Malta, Marcelo Bichat P. de Arruda, Orlando M. Tanaka, Oswaldo V. Vilella, Patrícia Medeiros Berto, Patricia Valeria Milanezi Alves
Người hướng dẫn Jorge Faber, Telma Martins de Araujo, Ary dos Santos-Pinto, Bruno D'Aurea Furquim, Camila Alessandra Pazzini, Camilo Aquino Melgaço, Carla D'Agostini Derech, Carla Karina S. Carvalho, Carlos A. Estevanel Tavares, Carlos Martins Coelho, Daniela Gamba Garib, Cộlia Regina Maio Pinzan Vercelino, Cristiane Canavarro, Eduardo C. Almada Santos, Eduardo Franzotti Sant'Anna, David Normando, Gisele Moraes Abrahão, Guilherme Janson, Gustavo Hauber Gameiro, Haroldo R. Albuquerque Jr., Henri Menezes Kobayashi, Hiroshi Maruo, Hugo Cesar P. M. Caracas, Jonas Capelli Junior, Josộ Augusto Mendes Miguel, Adriana C. da Silveira, Josộ F. Castanha Henriques, Josộ Nelson Mucha, Björn U. Zachrisson, Josộ Renato Prietsch, Josộ Vinicius B. Maciel, Clarice Nishio, Julia Cristina de Andrade Vitral, Jỳlio de Araỳjo Gurgel, Jesỳs Fernỏndez Sỏnchez, Julio Pedra e Cal Neto, Karina Maria S. de Freitas, Josộ Antônio Búsio, Leandro Silva Marques, Leniana Santos Neves, Jỳlia Harfin, Leopoldino Capelozza Filho, Guilherme Pessúa Cerveira, Haroldo R. Albuquerque Jr., Luciana Abróo Malta, Marcelo Bichat P. de Arruda, Orlando M. Tanaka, Oswaldo V. Vilella, Patrícia Medeiros Berto, Patricia Valeria Milanezi Alves
Trường học Dental Press International
Chuyên ngành Orthodontics
Thể loại Tạp chí y học
Năm xuất bản 2010
Thành phố Brasília
Định dạng
Số trang 62
Dung lượng 3,95 MB

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Nội dung

Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 01-02 /2010

Trang 1

Case presentation software

Aquarium consiste no mais novo programa interativo de educação e apresentação de casos para pacientes da Dolphin Imaging Aquarium faz uso da qualidade profissional em ilustração e animação gráfica 3D para apresentação de tópicos comuns a complexos Use Aquarium para explicar achados de diagnóstico, procedimentos, disfunções de ATM, instruções de higiene oral e outros Os filmes e imagens do Aquarium podem ser exportados e compartilhados em rede dentro de sua clínica, através dos diversos monitores

e resoluções, com alta definição e estética Para saber mais, acesse: www.dolphinimaging.com/aquarium ou contate: comercial@renovatio3.com.br / fone: +11 3286.0300

Descubra Aquarium.

Interface Intuitiva • Incríveis filmes 3D • Conteúdo Amplo • Imagens Personalizadas • Compartilhável em Rede

Trang 2

ISSN 2176-9451Dental Press J Orthod 2010 Jan-Feb;16(1):1-160

Trang 3

(Odontologia baseada em evidências)

EDITORA ADJUNTA

(revisão língua inglesa)

PUBLISHER

CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO

Danilo Furquim Siqueira UNICID - SP

Maria F Martins-Ortiz ACOPEM - SP

Jesús Fernández Sánchez

Univ de Madrid / Madri - Espanha

José Antônio Bósio

Marquette Univ / Milwaukee - EUA

Júlia Harfin

Univ de Maimonides / Buenos Aires - Argentina

Larry White

AAO / Dallas - EUA

Marcos Augusto Lenza

Univ de Nebraska - EUA

Maristela Sayuri Inoue Arai

Tokyo Medical and Dental University

Roberto Justus

Univ Tecn do México / Cid do Méx - México

CONSULTORES NACIONAIS

Ortodontia

Adriana de Alcântara Cury-Saramago UFF - RJ

Adriano de Castro UCB - DF

Aldrieli Regina Ambrósio SOEPAR - PR

Alexandre Trindade Motta UFF - RJ

Ana Carla R Nahás Scocate UNICID - SP

Ana Maria Bolognese UFRJ - RJ

Andre Wilson Machado UFBA - BA

Antônio C O Ruellas UFRJ - RJ

Armando Yukio Saga ABO - PR

Arno Locks UFSC - SC

Ary dos Santos-Pinto FOAR/UNESP - SP Bruno D'Aurea Furquim CLÍN PARTIC - PR Camila Alessandra Pazzini UFMG - MG Camilo Aquino Melgaço UFMG - MG Carla D'Agostini Derech UFSC - SC Carla Karina S Carvalho ABO - DF Carlos A Estevanel Tavares ABO - RS Carlos Martins Coelho UFMA - MA Célia Regina Maio Pinzan Vercelino FOB-USP - SP Cristiane Canavarro UERJ - RJ Eduardo C Almada Santos FOA/UNESP - SP Eduardo Franzotti Sant'Anna UFRJ - RJ Eduardo Silveira Ferreira UFRGS - RS Enio Tonani Mazzieiro PUC-MG - MG Fernando César Torres UMESP - SP Giovana Rembowski Casaccia CLÍN PARTIC - RS Gisele Moraes Abrahão UERJ - RJ Glaucio Serra Guimarães UFF - RJ Guilherme Janson FOB-USP - SP Guilherme Pessôa Cerveira ULBRA-Torres - RS Gustavo Hauber Gameiro UFRGS - RS Haroldo R Albuquerque Jr UNIFOR - CE Henri Menezes Kobayashi UNICID - SP Hiroshi Maruo PUC-PR - PR Hugo Cesar P M Caracas UNB - DF Jonas Capelli Junior UERJ - RJ José Augusto Mendes Miguel UERJ - RJ José F Castanha Henriques FOB-USP - SP José Nelson Mucha UFF - RJ José Renato Prietsch UFRGS - RS José Vinicius B Maciel PUC-PR - PR Julia Cristina de Andrade Vitral CLÍN PARTIC - SP Júlio de Araújo Gurgel FOB-USP - SP Julio Pedra e Cal Neto UFF - RJ Karina Maria S de Freitas UNINGÁ - PR Leandro Silva Marques UNINCOR - MG Leniana Santos Neves UFVJM - MG Leopoldino Capelozza Filho HRAC/USP - SP Liliana Ávila Maltagliati USC - SP Lívia Barbosa Loriato PUC-MG - MG Luciana Abrão Malta CLÍN PARTIC - SP Luciana Baptista Pereira Abi-Ramia UERJ - RJ Luciana Rougemont Squeff UFRJ - RJ Luciane M de Menezes PUC-RS - RS Luís Antônio de Arruda Aidar UNISANTA - SP Luiz Filiphe Canuto FOB-USP - SP Luiz G Gandini Jr FOAR-UNESP - SP Luiz Sérgio Carreiro UEL - PR Marcelo Bichat P de Arruda UFMS - MS Marcelo Reis Fraga UFJF - MG Márcio R de Almeida UNIMEP - SP Marco Antônio de O Almeida UERJ - RJ Marcos Alan V Bittencourt UFBA - BA Maria C Thomé Pacheco UFES - ES Maria Carolina Bandeira Macena FOP-UPE - PB Maria Perpétua Mota Freitas ULBRA - RS Marília Teixeira Costa UFG - GO Marinho Del Santo Jr CLÍN PARTIC - SP Mônica T de Souza Araújo UFRJ - RJ Orlando M Tanaka PUC-PR - PR

Trang 4

O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN

2176-9451) é uma publicação bimestral da Dental Press

International Av Euclides da Cunha, 1.718 - Zona 5 - CEP

87.015-180 - Maringá / PR - Fone/Fax: (0xx44) 3031-9818

- www.dentalpress.com.br - artigos@dentalpress.com.br.

ISSN 2176-9451

Dental Press Journal of Orthodontics

O Dental Press Journal of Orthodontics

(ISSN 2176-9451) é continuação da

Revista Dental Press de Ortodontia e

Ortopedia Facial (ISSN 1415-5419).

Diretora: Teresa R D'Aurea Furquim - Diretor

eDitorial: Bruno D’Aurea Furquim - Diretor

De marketing: Fernando Marson - analista

Da informação: Carlos Alexandre Venancio

- P r o D U t o r e D i t o r i a l : J ú n i o r B i a n c o -

Diagramação: Fernando Truculo Evangelista

- Gildásio Oliveira Reis Júnior - Tatiane Comochena

- revisão/CoPYDesk: Ronis Furquim Siqueira

- tratamento De imagens: Andrés Sebastián -

BiBlioteCa: Marisa Helena Brito - normaliZação:

Marlene G Curty - BanCo De DaDos: Adriana

Azevedo Vasconcelos - sUBmissão De artigos:

Roberta Baltazar de Oliveira - CUrsos e eventos:

Ana Claudia da Silva - Rachel Furquim Scattolin -

internet: Edmar Baladeli - finanCeiro: Márcia

Cristina Plonkóski Nogueira Maranha - Roseli

Martins - ComerCial: Roseneide Martins Garcia -

eXPeDição: Diego Moraes - seCretaria: Rosane

Aparecida Albino.

Oswaldo V Vilella UFF - RJ

Patrícia Medeiros Berto CLÍN PARTIC - DF

Patricia Valeria Milanezi Alves CLÍN PARTIC - RS

Pedro Paulo Gondim UFPE - PE

Renata C F R de Castro UMESP - SP

Ricardo Machado Cruz UNIP - DF

Ricardo Moresca UFPR - PR

Robert W Farinazzo Vitral UFJF - MG

Roberto Rocha UFSC - SC

Rodrigo César Santiago UFJF - MG

Rodrigo Hermont Cançado UNINGÁ - PR

Rolf M Faltin CLÍN PARTIC - SP

Sávio R Lemos Prado UFPA - PA

Sérgio Estelita FOB-USP - SP

Tarcila Triviño UMESP - SP

Weber José da Silva Ursi FOSJC/UNESP - SP

Wellington Pacheco PUC-MG - MG

Biologia e Patologia Bucal

Alberto Consolaro FOB-USP - SP

Edvaldo Antonio R Rosa PUC - PR

Victor Elias Arana-Chavez USP - SP

Bioquímica e Cariologia

Marília Afonso Rabelo Buzalaf FOB-USP - SP

Cirurgia Ortognática

Eduardo Sant’Ana FOB/USP - SP

Laudimar Alves de Oliveira UNIP - DF

Liogi Iwaki Filho UEM - PR

Rogério Zambonato CLÍN PARTIC - DF

Waldemar Daudt Polido ABO - RS

desde 1998

Trang 5

Dental Press International

Case presentation software

Aquarium consiste no mais novo programa interativo de educação e apresentação de casos para pacientes da Dolphin Imaging

filmes e imagens do Aquarium podem ser exportados e compartilhados em rede dentro de sua clínica, através dos diversos monitores comercial@renovatio3.com.br / fone: +11 3286.0300

Descubra Aquarium.

Interface Intuitiva • Incríveis filmes 3D • Conteúdo Amplo • Imagens Personalizadas • Compartilhável em Rede

6 Editorial

12 Calendário de Eventos / Events Calendar

13 O que há de novo na Odontologia / What’s new in Dentistry

17 Insight Ortodôntico / Orthodontic Insight

22 Entrevista com Didier Fillion / Interview

Artigos Online / Online Articles

29 Estudo comparativo de complicações durante o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e com splint inferior de acrílico removível

Comparative study of complications during Herbst treatment with cantilever bite jumper and removable mandibular acrylic splint

Alexandre Moro, Guilherme Janson, Ricardo Moresca, Marcos Roberto de Freitas, José Fernando Castanha Henriques

32 Comparação entre a radiografia de cavum e a cefalométrica de perfil na avaliação da nasofaringe e das adenoides por otorrinolaringologistas

Comparison between cavum and lateral cephalometric radiographs for the evaluation

of the nasopharynx and adenoids by otorhinolaryngologists

Rhita Cristina Cunha Almeida, Flavia Artese, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Rachel Dias Cunha, Marco Antonio de Oliveira Almeida

34 Consenso brasileiro de ronco e apneia do sono – aspectos de interesse aos ortodontistas

Brazilian consensus of snoring and sleep apnea – aspects of interest for orthodontists

Cauby Maia Chaves Junior, Cibele Dal-Fabbro, Veralice Meireles Sales de Bruin, Sergio Tufik, Lia Rita Azeredo Bittencourt

Artigos Inéditos / Original Articles

37 Avaliação do efeito de tratamentos superficiais sobre a força de adesão

de braquetes em provisórios de resina acrílica

Assessment of the effect of different surface treatments on the bond strength of brackets bonded to acrylic resin

Deise Lima Cunha Masioli, Marco Antonio de Oliveira Almeida, Marco Antonio Masioli, José Roberto Moraes de Almeida

48 Efeito da amarração em Ortodontia, com ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável,

57 Avaliação dos fatores determinantes da estética do perfil facial

Tabela 3 - Frequência dos locais com e sem sangramento gengival

durante T1 e T2, nos grupos teste e controle.

Índice core Es- Teste N=1060 Controle N=1296

Trang 6

68 Percepção das alterações no plano gengival na estética do sorriso

Perception of changes in the gingival plane affecting smile aesthetics

Daniela Feu, Fabíola Bof de Andrade, Ana Paula Camata Nascimento, José Augusto Mendes Miguel, Antonio Augusto Gomes, Jonas Capelli Júnior

75 A influência de imagens tridimensionais no plano de tratamento ortodôntico

Orthodontic treatment plan changed by 3-D images

Iury Oliveira Castro, Carlos Estrela, José Valladares-Neto

81 Avaliação do efeito da expansão rápida da maxila na via aérea superior, por meio da nasofibroscopia: descrição da técnica e relato de caso

Evaluation of the effect of rapid maxillary expansion on the upper airway using nasofibroscopy: Case report and description of the technique

Edmilsson Pedro Jorge, Ary dos Santos-Pinto, Luiz Gonzaga Gandini Júnior, Odilon Guariza Filho, Anibal Benedito Batista Arrais Torres de Castro

90 Análise da posição rotacional do primeiro molar permanente superior na má oclusão

99 Avaliação da proporção facial vertical: relação entre as alturas tegumentar e esquelética

Evaluation of facial proportions in the vertical plane to investigate the relationship between skeletal and soft tissue dimensions

Márcia Cristina Cunha Costa, Marcelo de Castellucci e Barbosa, Marcos Alan Vieira Bittencourt

107 Avaliação do atrito em braquetes autoligáveis submetidos à mecânica

de deslizamento: um estudo in vitro

Evaluation of friction in self-ligating brackets subjected to sliding mechanics: an in vitro study

Mariana Ribeiro Pacheco, Dauro D Oliveira, Perrin Smith Neto, Wellington Correa Jansen

116 Avaliação qualitativa em modelo experimental fotoelástico do sistema de força gerado pela mola “T” centralizada com pré-ativações preconizadas por Burstone

Qualitative evaluation in photoelastic experimental models of the force system generated by T-springs placed in the center of the interbracket space with pre-activations advocated by Burstone

Luiz Guilherme Martins Maia, Vanderlei Luiz Gomes, Ary dos Santos-Pinto, André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini-Jr.

126 Caso Clínico BBO / BBO Case Report

Má oclusão Classe I de Angle, com mordida aberta anterior, tratada com extração de dentes permanentes

Angle Class I malocclusion, with anterior open bite, treated with extraction of permanent teeth

Mírian Aiko Nakane Matsumoto

139 Tópico Especial / Special Article

Retração rápida de caninos

Rapid canine distalization

Paulo Renato Carvalho Ribeiro, Sérgio Henrique Casarim Fernandes,

Sumário

Trang 7

o tratamento ortodôntico passará a ser oferecido de forma gratuita em todos os Centros de especialidades odontológicas

do Brasil, e beneficiará milhões de

brasileiros ao longo dos anos

Em dezembro último, dei uma aula em Taiwan

Em um giro pela ilha, fiquei impressionado com

a imagem que o Brasil emplaca hoje na Ásia

To-dos os comentários que ouvi não se referiam ao

nosso futebol, mas ao crescimento econômico e

à posição que o país ocupa no campo

geopolíti-co Ouvir as opiniões dos olheiros internacionais

aguçou minha atenção para uma obviedade em

nossa área: onde quer que andemos pelo Brasil,

vemos pessoas em tratamento ortodôntico

Esse fato demonstra a importância que a

po-pulação dá a esse tipo de correção, seja por razões

estéticas, seja por funcionais Foi a ascensão do

consumo das classes C e D que possibilitou o

acesso de um maior número de pessoas à

Orto-dontia E a fatia da população que vai se beneficiar

do tratamento ortodôntico aumentará ainda mais

A partir de 2011, o tratamento ortodôntico

fará parte integral dos serviços oferecidos

pe-los Centros de Especialidades Odontológicas

(CEOs) do programa Brasil Sorridente — o

pro-grama do Governo Federal para a saúde bucal

O avanço já foi publicado no Diário Oficial da

União, e marcará uma nova onda de acesso ao

tratamento ortodôntico

É claro que ela não virá de forma fácil e

es-pontânea Será necessário muito empenho do

Ministério da Saúde — e também da comunidade

ortodôntica brasileira, por meio da Associação

Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) — para que tenhamos protocolos basea-dos em evidência sustentando as decisões de trata-mento que serão tomadas para a nossa população Adicionalmente, é importante dizer que essas duas partes já se encontram trabalhando fortemente para isso, e que a parceria entre os governos e a sociedade é fundamental para que construamos o país que queremos no futuro

Em 2010 o Dr Gilberto Pucca, coordenador nacional de Saúde Bucal, durante um jantar in-formal em Brasília, contou-me algo interessante Falávamos sobre seus encontros periódicos com o presidente Lula, o progresso da implantação dos CEOs, e a importância que o próprio presidente dava à saúde bucal Disse-me ele: "Faber, toda vez que eu encontro com o presidente, ele me pergunta: E aí, Pucca, as crianças já estão colo-cando aparelho?"

Penso que talvez esse fosse o sonho do próprio ex-presidente quando menino, e é muito gratifi-cante saber que esse mesmo sonho será realizado por muitas de nossas crianças

Boa leitura

Jorge FaberEditor-chefefaber@dentalpress.com.br

Trang 11

www.congressoabor2011.com.br

Trang 13

Sistemas Ertty

Data: 5, 6 e 7 de maio de 2011local: Quality Suítes Congonhas - Campo belo - São Paulo / SPInformações: (61) 3248-0859

www.ertty.com.br

Mega Curso de Ortodontia em Adultos em São Paulo

Data: 30 de março a 2 de abril de 2011 local: Hotel Quality Suítes - Congonhas / SPInformações: www.megacurso.tumblr.com

Curso Mini-implantes 2011 - Hands on - Dr Carlo Marassi

Data: 8 e 9 de abril de 2011local: Rio de Janeiro - FlamengoInformações: (21) 3325-5621

www.marassiortodontia.com.br

Encontro do Centro de Ortodontia de Ribeirão Preto

Data: 12 e 13 de maio de 2011local: edifício Office Tower - Ribeirão Preto / SPInformações: (16) 3620-5635

www.ortogotardo.com.br

Curso de Capacitação Biomecânica Interativa Auto Ligante

Data: 1 e 2 de abril de 2011local: São José dos Campos / SPInformações: (12) 3923-2626

celestino@nyu.edu

V Congresso Sul Brasileiro de Ortodontia

Data: 25, 26 e 27 de agosto de 2011local: Oralesthetic Instituto - Rua Frei Rogério, 237 - lages / SCInformações: www.oralesthetic.com

Linha de Pensamento - Sistemas Ertty Ortodontia | DTM | Oclusão

Data: 1 e 2 de abril de 2011local: Natal / RN

Informações: www.ertty.com.br

6º Congresso Internacional - Ortodontia: Ciência com consciência social

Data: 24 a 26 de março de 2011local: Centro de Convenções de Goiânia - Goiânia / GOInformações: www.aborgoias.com.br

Trang 14

Por que o ortodontista deve conhecer a qualidade

de vida de seu paciente?

Devido à natureza eletiva do tratamento

or-todôntico, a decisão de iniciá-lo torna-se

depen-dente da opinião dos pacientes e dos pais, que

significa, muitas vezes, a motivação causada pelo

impacto negativo que a má oclusão lhes gerou,

seja ele estético, funcional ou social Portanto,

essa autonomia do paciente desempenha um

im-portante papel na previsão de resultados finais,

uma vez que a satisfação teoricamente estaria

relacionada à redução ou eliminação dos fatores

que o levaram a buscar tratamento Então como

seria possível desempenhar tratamentos que

pos-sibilitariam ganhos psicossociais aos pacientes e

obter sucesso sem conhecer o impacto gerado

pela má oclusão?

Frente a esse novo paradigma, a

Odontolo-gia Baseada em Evidências trouxe para a

Orto-dontia um de seus maiores desafios: conhecer

o impacto do tratamento ortodôntico na vida

diária dos pacientes Isso porque, para que seja

considerado viável, todo e qualquer tratamento,

incluindo a terapia ortodôntica, deve ser capaz

de trazer um benefício significativo, que supere

os custos biológicos e financeiros para cada

pa-ciente individualmente3,20,26

Existe evidência de que pacientes portadores

de más oclusões têm pior qualidade de vida

rela-cionada à saúde bucal em comparação a

pacien-tes que possuem oclusões equilibradas7,13,24,23,26

Entretanto, não existe evidência científica de

que más oclusões não tratadas possam aumentar

o risco de desenvolvimento de cáries dentárias1,

gengivites e alterações periodontais24,25, e nem de que o tratamento ortodôntico possa prevenir o desenvolvimento de desordens articulares16,22 ou melhorar a efetividade mastigatória10,18 dos pa-cientes Portanto, os principais benefícios do tra-tamento ortodôntico estariam relacionados com

a estética e a função mastigatória, que causarão, como consequências e objetivos, melhoras no bem-estar social e psicológico do paciente, obje-tivando “qualidade de vida”3,6,7,8,13,24,25

Os benefícios do tratamento ortodôntico fixo convencional para a qualidade de vida dos pacientes tratados, especialmente em suas di-mensões psicossociais, foram comprovados re-centemente por um estudo de caso-controle3 e duas avaliações prospectivas longitudinais6,8 A

“qualidade de vida relacionada à saúde bucal” é

um conceito multidimensional, que inclui a cepção subjetiva do bem-estar físico, psicológico

per-e social dper-e cada um, além dper-e um sper-enso dper-e bper-em-estar geral subjetivo Sua essência, de acordo com alguns autores, seria o reflexo das experiências de

bem-um indivíduo, que influenciariam sua satisfação com a vida em todos os seus aspectos4,12,13 Para avaliar a qualidade de vida dos pacien-tes, são usados questionários conhecidos como

“indicadores sociodentais” O que esses dores procuram revelar é o impacto percebido dos problemas bucais sobre a qualidade de vida das pessoas que os possuem O relato do pa-ciente permitirá conhecer em maior amplitude

indica-a consequênciindica-a indica-advindindica-a dindica-as indica-alterindica-ações bucindica-ais,

Daniela feu*

* Mestre em Ortodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Doutoranda em Ortodontia – UERJ

Trang 15

O que há de novo na Odontologia

1 Alves PV, Alviano WS, Bolognese AM, Nojima LI Treatment

protocol to control Streptococcus mutans level in an orthodontic

patient with high caries risk Am J Orthod Dentofacial Orthop 2008

Jan;133(1):91-4

2 Bartlett BW, Firestone AR, Vig KW, Beck FM, Marucha PT The

influence of a structured telephone call on orthodontic pain and

anxiety Am J Orthod Dentofacial Orthop 2005 Oct;128(4):435-41

3 Bernabé E, Sheiham A, Tsakos G, Messias de Oliveira C The impact

of orthodontic treatment on the quality of life in adolescents: a

case-control study Eur J Orthod 2008 Oct;30(5):515-20

4 Bowling A Measuring health: a review of quality of life

measurement scales 3 rd ed Buckingham: Open University Press;

2005

5 Chew MT, Aw AK Appropriateness of orthodontic referrals:

self-perceived and normative treatment needs of patients referred for

orthodontic consultation Community Dent Oral Epidemiol 2002

Dec;30(6):449-54.

6 Chen M, Wang DW, Wu LP Fixed orthodontic appliance therapy

and its impact on oral health-related quality of life in chinese

patients Angle Orthod 2010 Jan;80(1):49-53.

7 Feu D, Oliveira BH, Oliveira Almeida MA, Kiyak HA, Miguel JA

Oral health-related quality of life and orthodontic treatment

seeking Am J Orthod Dentofacial Orthop 2010 Aug;138(2):152-9.

8 Feu D, Oliveira BH, Miguel JA Avaliação prospectiva longitudinal

da qualidade de vida de adolescentes submetidos a tratamento

ortodôntico Braz Oral Res 2009;23:319.

9 Holt RD Advances in dental public health Prim Dent Care 2001;

8(1):99-102.

10 Karakay S Dynamic MRI evaluation of tongue posture and

deglutitive movements in a surgically corrected open bite Angle

Orthod 2006 Nov;76(6):1057-65

11 Kiyak AH, Bell R Psychosocial considerations in surgery and

orthodontics In: Proffit WR, White RP, editors Sugical-orthodontic

treatment St Louis: Mosby; 1991 p 421-37.

12 Klages U, Bruckner A, Guld Y, Zentner A Dental esthetics,

orthodontic treatment, and oral-health attitudes in young adults

Am J Orthod Dentofacial Orthop 2005 Oct;128(4):442-9.

13 Liu Z, McGrath C, Hägg U The impact of malocclusion/orthodontic

treatment need on the quality of life: a systematic review Angle

15 Mandall NA, Matthew S, Fox D, Wright J, Conboy FM, O’Brien

KD Prediction of compliance and completion of orthodontic treatment: are quality of life measures important? Eur J Orthod

2008 Feb;30(1):40-5.

16 McNamara JA Jr, Seligman DA, Okeson JP Occlusion, orthodontic treatment and temporomandibular disorders: a review J Orofac Pain 1995 Winter;9(1):73-90.

17 Murray AM Discontinuation of orthodontic treatment: a study of the contributing factors Br J Orthod 1989 Feb;16(1):1-7.

18 Nakata Y, Ueda HM, Kato M, Tabe H, Shikata-Wakisaka N, Matsumoto E et al Changes in stomatognathic function induced by orthognathic surgery in patients with mandibular prognatism J Oral Maxillofac Surg 2007 Mar;65(3):444-51.

19 Oliveira CM, Sheiham A Orthodontic treatment and its impact in oral health-related quality of life in Brazilian adolescents J Orthod

2004 Mar;31(1):20-7

20 Petersen PE Global policy for improvement of oral health in the

21 st century – implications to oral health research of World Health Assembly 2007, World Health Organization Community Dent Oral Epidemiol 2009 Feb;37(1):1-8

21 Pringle AM, Petrie A, Cunningham SJ, McKnight M Prospective randomized clinical trial to compare pain levels associated with

2 orthodontic fixed bracket systems Am J Orthod Dentofacial Orthop 2009 Aug;136(2):160-7.

22 Rinchuse DJ, McMinn JT Summary of evidence-based systematic reviews of temporomandibular disorders Am J Orthod Dentofacial Orthop 2006 Dec;130(6):715-20.

23 Rivera SM, Hatch JP, Rugh JD Psychosocial factors associated with orthodontic and orthognatic surgical treatment Semin Orthod

26 Sheiham A, Tsakos G Oral health needs assessments In: Pine

C, Harris R, editors Community Oral Health New Malden: Quintessence; 2007 p 59-79.

endereço para correspondência Daniela feu

e-mail: danifeutz@yahoo.com.br

Trang 16

i n S i g h t o r t o d ô n t i C o

as reabsorções radiculares múltiplas ou severas não estão relacionadas a fatores sistêmicos, suscetibilidade individual,

tendência familiar e predisposição individual

alberto Consolaro*, telma regina gobbi franscischone**, laurindo Zanco furquim***

As reabsorções radiculares múltiplas, ou as

mais severas, ainda são frequentemente atribuídas

às alterações sistêmicas4,5, em especial às

endocri-nopatias Isso também ocorre quando há maior

severidade de perda óssea alveolar, especialmente

durante a movimentação ortodôntica18,19,20

No turnover ósseo, o processo de deposição

de matriz se alterna continuadamente com a

re-absorção óssea em momentos e locais diferentes

Esse processo dinâmico permite que o tecido

ósseo se adapte às demandas funcionais de cada

região do esqueleto14,15,23 e participe ativamente

na manutenção da homeostasia mineral do

orga-nismo no controle do nível sérico de cálcio e

fós-foro2,3,6,15 Em períodos variáveis de acordo com

a idade do paciente, o esqueleto ósseo renova-se

completamente22

Os dentes não são envolvidos no turnover

ós-seo, especialmente as estruturas radiculares1,8,12,17

O turnover ósseo ocorre devido à atividade

ce-lular dos osteoblastos, osteócitos, macrófagos e

clastos Essas células se organizam em unidades

multicelulares básicas ou osteorremodeladoras

(BMUs) e recebem estímulos de mediadores

sis-têmicos e locais em receptores de superfície na

membrana celular, especialmente nos

osteoblas-tos e macrófagos2,7,22

As células que colonizam a superfície dentária radicular, os cementoblastos, não têm receptores numericamente suficientes e significativos para

os mediadores do turnover ósseo6,21 Os toblastos são células “surdas” às mensagens dos mediadores do turnover ósseo mesmo quando es-tão em altos níveis nos tecidos periodontais, como ocorre no hiperparatireoidismo Em processos in-flamatórios periodontais, os níveis locais de me-diadores indutores da reabsorção óssea também estão elevados, mas os cementoblastos não respon-dem e dessa forma os dentes ficam protegidos do turnover ósseo (Fig 1, 2)

cemen-A constatação da “ausência” de receptores de superfície nos cementoblastos para os mediadores

do turnover ósseo dificulta qualquer raciocínio para atribuir às reabsorções dentárias uma origem sistêmica como as endocrinopatias21 Em outras palavras, os cementoblastos não sofrem influência

de mediadores sistêmicos ou hormônios dentemente de os mediadores sistêmicos estarem

Indepen-em baixos ou altos níveis, os cIndepen-ementoblastos tinuam colonizando a superfície radicular

con-As causas das reabsorções dentárias devem estar relacionadas à perda dos cementoblastos da superfície radicular A perda dos cementoblastos pode ter origem traumática, química ou biológica,

* Professor Titular na FOB e da Pós-Graduação na FORP – Universidade de São Paulo.

** Endocrinologista e Doutora em Patologia pela FOB-USP.

*** Professor Doutor da Universidade Estadual de Maringá e Doutor em Patologia pela FOB-USP.

Trang 17

Consolaro a, Franscischone TRG, Furquim lZ

reabsorção radicular múltipla ou severa com o seu estado sistêmico e/ou histórico familiar.Independentemente da inexistência da relação entre fatores sistêmicos, suscetibilidade individu-

al, tendência familiar e predisposição individual e

as reabsorções radiculares, parece-nos pertinente que casos de pacientes com doenças sistêmicas controladas ou não e que foram submetidos a tra-tamentos ortodônticos sejam publicados criterio-samente para enriquecer a literatura de evidências

de que as endocrinopatias e outras doenças não apresentam as reabsorções dentárias como parte

de suas manifestações clínicas

consideração final

Cada vez menos, em casos de reabsorções

radiculares múltiplas e severas, se atribui como

causa os fatores ou doenças sistêmicas, a

susceti-bilidade individual, a tendência familiar e a

pre-disposição individual Quando houver suspeita

de alguns desses fatores influenciando no

apare-cimento e evolução das reabsorções radiculares,

os pacientes devem ser encaminhados ao

endo-crinologista e/ou ao geneticista para uma

abor-dagem médica adequada Nos casos em que essa

conduta é adotada, em geral, o paciente retorna

com a informação de que não existe relação da

1 Albright F, Aub JC, Bauer W Hyperparathyroidism: common

and polymorphic conditions as illustrated by seventeen

proved case from one clinic J Am Med Assoc 1934

Apr;102:1276-87.

2 Aurbach GD, Marx SJ, Speegl AM Parathyroid hormone,

calcitonin and the calciferol In: Wilson JD, Foster DW,

editors Williams textbook of Endocrinology 8 th ed

Philadelphia: Saunders; 1992 cap 27, p 1397-476.

3 Baumrind S, Korn EL, Boyd RL Apical root resorption in

orthodontically treated adults Am J Orthod Dentofacial

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4 Brezniak N, Wasserstein A Root resorption after orthodontic

treatment: part 1: literature review Am J Orthod Dentofacial

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5 Brezniak N, Wasserstein A Root resorption after orthodontic

treatment: part 2: literature review Am J Orthod Dentofacial

Orthop 1993 Feb;103(2):138-46

6 Cho MI, Lin WL, Garant PR Occurrence of epidermal

growth-binding sites during differentiation of cementoblasts and

periodontal ligament fibroblasts of young rat: a light and

electron microscopic radioautographic study Anat Rec 1991

Sep;231(1):14-24.

7 Consolaro A Reabsorções dentárias nas especialidades

clínicas 2ª ed Maringá: Dental Press; 2005

8 Fish EW An experimental investigation of enamel, dentine

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9 Francischone PC Avaliação da perda óssea maxilar pela

análise da radiografia panorâmica digitalizada, comparando

com a densitometria óssea lombar e femural [dissertação]

Bauru (SP): Universidade de São Paulo;1999.

10 Francischone TRCG Reabsorção dentária: determinação de

sua freqüência em pacientes com endocrinopatias [tese]

Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 2002.

11 Furquim LZ Perfil endocrinológico de pacientes ortodônticos

com e sem reabsorções dentárias [tese] Bauru (SP):

Universidade de São Paulo; 2002.

12 Gies WJ Studies of internal secretions in their relation to the

development and condition of the teeth J Nat Dent Assoc

1918;5:527-31

13 Harris EF, Kineret SE, Tolley EA A heritable component

for external apical root resorption in patients treated

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16 Krall EA, Dawson-Hughes B, Hannan MT, Wilson PW, Kiel DP Postmenopausal estrogen replacement and tooth retention

19 Levander E, Malmgren O, Eliasson S Evaluation of root resorption in relation to two orthodontic treatment regimes A clinical experimental study Eur J Orthod 1994 Jun;16(3):223-8.

20 Levander E, Malmgren O, Stenback K Apical root resorption during orthodontic treatment of patients with multiple aplasia: a study of maxillary incisors Eur J Orthod 1998 Aug;20(4):427-34.

21 Lindskog S, Blomlöf L, Hammarström L Comparative effects

of parathyroid hormone on osteoblasts and cementoblasts

J Clin Periodontol 1987 Aug;14(7):386-9.

22 Manolagas SC Birth and death of bone cells: basic regulatory mechanisms and implications for the pathogenesis and treatment of osteoporosis Endocr Rev 2000 Apr;21(2):115-37.

23 Miller SC Hormonal regulation of osteogenesis In:

Davidovitch Z, editor Biological mechanisms of tooth eruption and root resorption Colombus: Ohio State University; 1988 cap 8, p 71-9.

Trang 18

de resultados clínicos que obtém com essa técnica, aliando qualidade e estética em suas abordagens Embora sua opção a priori fosse a de ser clínico, o seu brilhantismo profissional abriu-lhe as portas da carreira acadêmica, sendo convidado a ministrar aulas e cursos de Ortodontia Lingual na Universidade Paris V, Universidade de New York, Universidade de Ferrara, Universidade de Coimbra, dentre outras Por preocupar-se em ensinar com maestria e fortalecer essa técnica, razão de seu árduo trabalho, fundou a Sociedade Francesa de Ortodontia Lingual, e auxiliou

no processo de fundação de sociedades como essa ao redor do mundo, inclusive da ABOL (Associação Brasileira

de Ortodontia Lingual) e da WSLO (Sociedade Mundial de Ortodontia Lingual) Atualmente ministra cursos em diversos países ao redor do mundo, mostrando todo o processo de evolução pelo qual passa a Ortodontia Lingual

e disseminando as possibilidades clínicas obtidas de maneira cada vez mais previsível e consistente

Recentemente esteve mais uma vez no Brasil a convite da ABOL para um curso de apresentação de seu novo sistema de set-up virtual e transferência de braquetes, onde teve a oportunidade de responder a várias perguntas, formuladas por ortodontistas brasileiros que praticam a técnica lingual, e que, abaixo, compartilhamos com vocês Bom proveito

Luiz Fernando Eto

Trang 19

Fillion D

- com a Ortodontia Lingual é possível tratar

com sucesso todos os tipos de más oclusões;

- o tempo de tratamento é sempre menor com

Ortodontia Lingual;

- o resultado é sempre melhor;

- o Invisalign é um sistema em que não há

controle mecânico por parte do ortodontista

17) Qualquer especialista é capaz de praticar

Ortodontia Lingual? Andréia Cotrim

Sim, mas um bom treinamento é absolutamente

necessário Apenas fazer um curso não é o suficiente

18) Quanto ao ensino de Ortodontia Lingual:

o senhor acha melhor que seja passado nos

cursos de especialização, como uma

discipli-na, ou ministrando-se cursos específicos para

especialistas? Aqui no Brasil existem cursos

para especialistas Alexander Macedo

No momento, acho melhor haver cursos para

especialistas Essa técnica é tão diferente da

outra que é melhor aprender quando já somos

especialistas e temos alguma experiência com a

Ortodontia clássica

19) Qual conselho daria para os ortodontistas

brasileiros que querem tratar seus pacientes

com Ortodontia Lingual? Marcos Prieto

Meu primeiro aviso é que comecem com casos

simples para se familiarizar com a colagem indireta,

colocação dos arcos, ligaduras Casos de extração

devem ser tratados mais tarde E o segundo aviso

é aprender o suficiente para ter um bom controle

da técnica A Ortodontia Lingual é diferente da

vestibular, então os ortodontistas devem saber

perfeitamente todas as características e diferenças

Há muitos cursos de Ortodontia Lingual,

po-rém eles são bons se demonstram casos clínicos,

porque somente a teoria não é suficiente Antes de

decidir limitar minha prática à Ortodontia Lingual,

eu tinha feito, na década de 80, sete vezes o

mes-mo curso — dado pelos pioneiros Kurz, Gorman

e Smith A cada vez eu aprendia mais

20) Qual é o futuro da Ortodontia Lingual?

Alexandre Moro

A demanda dos pacientes adultos está cendo, assim como o número de ortodontistas As novas tecnologias estão melhorando e simplifican-

cres-do a Ortocres-dontia Lingual, então, logicamente, essa técnica deve ser mais requisitada nos próximos cinco anos, especialmente se a tecnologia ajudar

a reduzir o tempo de cadeira e o custo total13 A economia é um fator a ser considerado

1 Fillion D Precision in the lingual bracket technic Rev Orthop Dento Faciale 1986;20(3):401-13

2 Fillion D Lingual orthodontics: a system for positioning the appliances in the laboratory Orthod Fr 1989;60(2):695-704

3 Fillion D Lingual orthodontics and miniplates Esthetics and comfort in surgical orthodontic treatment Inf Dent 1990 May 17;72(20):1757-67

4 Fillion D Lingual orthodontics: clinical reflections Rev Orthop Dento Faciale 1990;24(4):475-98

5 Fillion D The viewpoint of the French Lingual Orthodontics Society Orthod Fr 1992;63 Pt 2:562

6 Fillion D Improving patient comfort with lingual brackets

J Clin Orthod 1997 Oct;31(10):689-94

7 Fillion D The correction of open-bite in adults using lingual orthodontics Orthod Fr 1997;68(1):307-10

8 Fillion D Clinical advantages of the Orapix-straight wire lingual technique Int Orthod 2010 Jun;8(2):125-51

9 Fillion D, Leclerc JF Invisible orthodontics: lingual orthodontics Rev Odontostomatol 1989 Mar-Apr;18(2):133-52.

10 Fillion D, Leclerc JF Lingual orthodontics: why is it progressing? Orthod Fr 1991;62(3):793-801

11 Hohoff A, Fillion D, Stamm T, Goder G, Sauerland C, Ehmer

U Oral comfort, function and hygiene in patients with lingual brackets: a prospective longitudinal study J Orofac Orthop 2003 Sep;64(5):359-71

12 Hohoff A, Seifert E, Fillion D, Stamm T, Heinecke A, Ehmer

U Speech performance in lingual orthodontic patients measured by sonagraphy and auditive analysis Am J Orthod Dentofacial Orthop 2003 Feb;123(2):146-52.

13 Hohoff A, Wiechmann D, Fillion D, Stamm T, Lippold C, Ehmer U Evaluation of the parameters underlying the decision by adult patients to opt for lingual therapy:

an international comparison J Orofac Orthop 2003 Mar;64(2):135-44.

14 Scuzzo G, Takemoto K, Takemoto Y, Takemoto A, Lombardo

L A new lingual straight wire technique J Clin Orthod 2010 Feb;44(2):114-23.

ReFeRêNCIAS

Trang 20

Carla Maria Melleiro Gimenez

- mestre e Doutora em ortodontia pela Unesp

(araçatuba), membro efetivo da associação Brasileira

de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em

araraquara (sP)/foa-Unesp.

Luiz Fernando eto (Coordenador)

- mestre em ortodontia pela PUC-minas, membro ativo da

World society of lingual orthodontics (Wslo), membro

efetivo da associação Brasileira de ortodontia lingual

(aBol), clínica de ortodontia em Belo Horizonte (mg)

Marcelo Marigo

- mestre e Doutor em ortodontia pela Unicamp (Piracicaba),

membro ativo da World society of lingual orthodontics

(Wslo), membro efetivo da associação Brasileira de

ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em

governador valadares (mg).

Valter Ossamu Arima

- especialista em ortodontia pela Unesp (são José dos

Campos), membro ativo da World society of lingual

orthodontics (Wslo), membro efetivo da associação

Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de

ortodontia em Curitiba (Pr).

Marcos Gabriel Prieto

- mestre em ortodontia pela Universidade de marília,

membro ativo da World society of lingual orthodontics

(Wslo), membro efetivo da associação Brasileira de

ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em

Campo grande (ms).

Graça Guimarães

- especialista em ortodontia pela Unesp (araraquara), membro efetivo da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).

Andréia Cotrim Ferrreira

- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro efetivo

da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).

Alexander Macedo

- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro contribuinte da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).

Alexandre Moro

- mestre e Doutor em ortodontia pela UsP (Bauru), membro contribuinte da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em Curitiba (Pr).

Rita Baratela Thurler

- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro efetivo

da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo.

endereço para correspondência

Didier fillion e-mail: smile@drfillion.com luiz fernand eto e-mail: ortoeto@globo.com

Trang 21

a r t i g o o n l i n E *

* acesse www.dentalpress.com.br/revistas para ler o artigo na íntegra.

estudo comparativo de complicações durante

o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e

com splint inferior de acrílico removível

alexandre moro**, guilherme Janson***, ricardo moresca****,

marcos roberto de freitas*****, José fernando Castanha Henriques******

Objetivo: verificar e comparar os tipos de complicações durante o tratamento com o aparelho

de Herbst com cantiléver (CBJ) e com splint removível inferior Métodos: vinte e um pacientes tratados consecutivamente com o CBJ foram comparados a vinte e um pacientes tratados con-secutivamente com o aparelho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares superiores e com splint de acrílico inferior removível A idade inicial média para o grupo com CBJ foi de 12 anos e 3 meses e, para o grupo com splint, foi de 11 anos e 3 meses Ambos os grupos utilizaram

o aparelho por um período de 12 meses A partir da ficha clínica dos pacientes, foi realizado um levantamento de ocorrências de complicações acontecidas durante o tratamento com os aparelhos

de Herbst Resultados: o número total de ocorrências de complicações foi de 24 para o grupo com

CBJ e de 53 para o grupo com splint O teste de Mann-Whitney (p<0,05) demonstrou diferença significativa entre os dois tipos de tratamento em relação ao total de ocorrências de complicações durante o tratamento A prevalência de pacientes que apresentaram alguma complicação durante

o tratamento foi de 66,67% para os pacientes tratados com CBJ, e de 85,71% para os pacientes tratados com splint Conclusões: o grupo com CBJ apresentou menor número de complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst Em ambos os grupos, nenhum paciente apresen-tou um grande número de complicações individualmente O aparelho CBJ é preferível ao modelo com splint de acrílico inferior removível, devido à economia de tempo clínico e laboratorial

Resumo

Palavras-chave: Aparelho de Herbst Classe II Complicações.

** Doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP Professor Associado da UFPR - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia Professor Titular da Universidade Positivo - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia

*** Professor Titular e Chefe do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP dor do Curso de Mestrado em Ortodontia

**** Doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de São Paulo - USP Professor Adjunto da UFPR - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia Professor Titular da Universidade Positivo - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia.

***** Professor Titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP Coordenador do Curso de Doutorado em Ortodontia.

****** Professor Titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.

Trang 22

estudo comparativo de complicações durante o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e com splint inferior de acrílico removível

Resumo do editor

Recentemente, estudos sobre a frequência de

ocorrência de complicações durante o

tratamen-to com o aparelho de Herbst revelaram que as

intercorrências dependem do tipo de aparelho

utilizado Maior frequência de fraturas foi

ob-servada no aparelho com bandas Por outro lado,

maior ocorrência de descolagens foi contabilizada

nos casos com splint metálico Não se observou

diferença na frequência geral de complicações

entre o aparelho com bandas e o modelo com

splint metálico Até o presente momento,

ne-nhum estudo prévio comparou a frequência de

complicações entre os aparelhos de Herbst com

cantiléver e o modelo com splint inferior

removí-vel de acrílico O objetivo deste estudo foi

com-parar a ocorrência de quebras com os dois tipos

de aparelho de Herbst a fim de auxiliar a decisão

clínica sobre qual constituiria a melhor escolha

O grupo I foi composto por pacientes de ambos

os sexos (15 homens e 6 mulheres), com má

oclu-são de Classe II, e média de idade ao início do

tratamento correspondendo a 12 anos e 3 meses

Esses pacientes foram tratados com o aparelho de

Herbst com cantiléver (CBJ) (Ormco -

Glendo-ra, CA, EUA), constituído por quatro coroas de

aço nos primeiros molares superiores e inferiores

O grupo II consistiu de pacientes de ambos os xos (11 homens e 10 mulheres), com má oclusão

se-de Classe II, e média se-de idase-de ao início do mento correspondendo a 11 anos e 3 meses Os pacientes deste grupo foram tratados com o apa-relho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares superiores e splint de acrílico inferior re-movível Os molares superiores eram conectados com um arco transpalatino O sistema telescópico utilizado nesse aparelho de Herbst foi o da Den-taurum tipo I (Ispringen, Alemanha)

trata-Ao se avaliar a prevalência de complicações, observou-se que em 7 pacientes (33,3%) do grupo CBJ e em 3 (14,29%) do grupo splint não hou-

ve nenhuma complicação O teste de Fisher não demonstrou diferença significativa entre as duas modalidades de aparelhos, para a prevalência de pacientes que demonstraram complicações Por outro lado, ao se avaliar o número total de ocor-rências de complicações durante o tratamento com os aparelhos de Herbst, observaram-se 24 ocorrências de complicações com o CBJ (média

de 1,1 por paciente) e 53 com o splint (média de 2,5 por paciente), com diferença estatisticamente significativa Portanto, confirmou-se a impressão clínica de que o aparelho de Herbst com cantilé-ver demonstra maior resistência a quebras

Questões aos autores

1) Os aparelhos fixos, como o aparelho de

Herbst, independem da cooperação do

pa-ciente no que refere-se à utilização do

apa-relho no entanto, a colaboração do paciente

parece ser importante para a manutenção da

integridade do aparelho Quais as

complica-ções do aparelho de Herbst que devem-se à

falta de colaboração dos pacientes?

O aparelho de Herbst não é indestrutível, e sempre

na sua instalação o paciente deve receber as mesmas

orientações sobre a alimentação que recebe um ciente que vai usar um aparelho fixo convencional

pa-Se o paciente comer alimentos duros ou pegajosos, poderão ocorrer: descolamento da coroa, afrouxa-mento do parafuso, distorção do pistão, fratura da co-roa, quebra do splint inferior, quebra do arco transpa-latino Isso vale tanto para o aparelho de Herbst com cantiléver (CBJ) quanto para o aparelho com splint inferior removível Para o grupo do splint, é difiícil, mas pode acontecer a situação em que o paciente fique sem usar a parte inferior do aparelho, que é re-movível para permitir uma melhor higiene bucal

Trang 23

Moro a, Janson G, Moresca R, Freitas MR, Henriques JFC

2) Os autores verificam diferenças nos efeitos

clínicos quando varia-se o desenho do

apare-lho de Herbst?

Em um estudo1 ainda não publicado, que

compa-rou o efeito da correção da Classe II com esses dois

tipos de aparelho de Herbst empregando-se a

aná-lise cefalométrica de sobreposição de Johnston Jr.,

observou-se como diferenças que a alteração da base

apical e o crescimento/deslocamento mandibular

fo-ram maiores no grupo splint (3,9mm e 5,2mm,

res-pectivamente) que no grupo CBJ (3,0mm e 4,0mm,

respectivamente), entretanto, essas diferenças não

foram estatisticamente significativas Uma outra

con-clusão importante foi que não houve diferença no

movimento anterior dos incisivos inferiores O valor

foi de 1,3mm para os dois grupos Esperava-se que o

grupo com splint apresentasse menor protrusão

3) Vislumbram-se alguns avanços técnicos no

futuro próximo para a terapia com o aparelho

de Herbst?

Na atualidade, têm sido empregadas as bandas

Rollo (American Orthodontics, Sheboygan, WI,

EUA) para a fixação do aparelho Elas possuem

a resistência das coroas de aço, entretanto são bem mais fáceis de ser removidas, pois possuem uma abertura na face oclusal Além disso, a tendência atual é a colocação do pivô inferior, no sistema com cantiléver, mais para trás, na região do se-gundo pré-molar inferior, o que torna o aparelho mais estético e machuca menos a bochecha do paciente Quanto ao sistema telescópico, prefe-re-se utilizar, hoje em dia, aparelhos que têm o encaixe no seu próprio desenho, sem a necessida-

de de parafusos para travar o sistema, pois, como vimos, uma das maiores causas de complicações

é o afrouxamento do parafuso Algumas sas têm lançado sistemas telescópicos como uma peça única, onde o tubo (superior) e o pistão (in-ferior) formam um único bloco, sem se separar, como um amortecedor Entretanto, ainda não são clinicamente eficientes, justificando o maior valor cobrado por esses aparelhos Uma forte tendência para o futuro é a tentativa de utilização da ancora-gem esquelética2, principalmente na arcada infe-rior, para a instalação do aparelho, tentando dessa forma maximizar os desejados efeitos esqueléticos

empre-e minimizar os empre-efempre-eitos dempre-entários colatempre-erais

1 Eckert LA Estudo comparativo das alterações dentárias

e esqueléticas decorrentes do tratamento da má-oclusão

de Classe II, 1 com Aparelho de Herbst com Splint de

Acrilíco Inferior Removível e com o Aparelho de Herbst com

Cantilever (Monografia) Curitiba (PR) Universidade Federal

do Paraná; 2005.

2 Barretto-Lopes B, Dominguez GC, Tortamano A, Rossi JL,

Vigorito JW Avaliação in vitro da resistência à flexão de um

protótipo de mini-implante desenvolvido para ancoragem

do aparelho de Herbst Dental Press J Orthod 2010

15(4):38-39.

ReFeRêNCIAS

endereço para correspondência

alexandre moro Cel Dulcídeo, 1558 – Água verde CeP: 80.250-100 - Curitiba / Pr e-mail: alexandremoro@uol.com.br

Trang 24

a r t i g o o n l i n E *

* acesse www.dentalpress.com.br/revistas para ler o artigo na íntegra.

Comparação entre a radiografia de cavum

e a cefalométrica de perfil na avaliação

da nasofaringe e das adenoides por

otorrinolaringologistas

rhita Cristina Cunha almeida**, flavia artese***, felipe de assis ribeiro Carvalho**,

rachel Dias Cunha****, marco antonio de oliveira almeida*****

Introdução: tanto a radiografia cefalométrica de perfil quanto a de cavum permitem a ção do espaço aéreo nasofaríngeo (EAN) Não é rara a solicitação dos otorrinolaringologistas de

avalia-radiografia de cavum, mesmo o paciente possuindo uma cefalométrica Objetivos: objetivou-se

(a) conhecer quais exames os otorrinolaringologistas solicitam para avaliar o EAN; (b) verificar o conhecimento da cefalométrica por otorrinolaringologistas; (c) comparar a avaliação de otorrinola-ringologistas nas duas técnicas radiográficas para a medição e a visualização do EAN e da adenoide; (e) correlacionar os resultados do método de inspeção visual com os da medição de Schulhof

Métodos: foram obtidas, no mesmo dia, radiografias cefalométricas e de cavum de 15 pacientes

respiradores bucais Essas foram cobertas com papel cartão, deixando visível apenas o EAN e noides e foram avaliadas por 12 otorrinolaringologistas Estes respondiam sobre sua familiaridade com a cefalométrica, quais exames solicitam para visualizar EAN e adenoides e se utilizam algum método de medição do grau de obstrução Avaliavam qual das radiografias apresentava a melhor visualização da adenoide e do EAN, e classificavam o tamanho dos mesmos em pequeno, médio

ade-ou grande, através de método visual Resultados: os resultados demonstraram que todos os

otor-rinolaringologistas costumam solicitar a radiografia de cavum Apenas um solicita a cefalométrica, dois estão familiarizados com essa técnica e um utiliza algum método de medição do EAN A ce-falométrica foi preferida por 49,4% dos otorrinolaringologistas, a de cavum por 22,8%, enquanto 27,8% não observaram diferença entre ambas Foi encontrada baixa correlação entre o método de medição visual e o de Schulhof

Resumo

Palavras-chave: Ortodontia Otorrinolaringologia Radiografia de cavum Radiografia cefalométrica.

** Doutorandos em Ortodontia na UERJ.

*** Professora adjunta de Ortodontia da UERJ.

**** Especialista em Otorrinolaringologia.

***** Professor titular de Ortodontia da UERJ.

Trang 25

almeida RCC, artese F, Carvalho FaR, Cunha RD, almeida MaO

Questões aos autores

1) Qual das técnicas de avaliação redundaria

em maior número de diagnósticos de

obstru-ção da nasofaringe, a avaliaobstru-ção quantitativa

pelo método citado ou a avaliação visual

utili-zada pelos otorrinolaringologistas?

Não existe diferença no número de diagnósticos

possíveis A diferença entre os métodos é apenas na

consistência do diagnóstico, ou seja: utilizando a

ava-liação quantitativa aumentam as chances de vários

profissionais darem o mesmo diagnóstico para um

caso específico ou de um mesmo profissional

for-necer o mesmo diagnóstico para um caso específico

em diferentes períodos de tempo Já no método de

avaliação visual, as divergências em relação ao

diag-nóstico aumentam

da técnica cefalométrica, já que apenas 2 de 12 trevistados conheciam esse método radiográfico É importante frisar que, quando comparadas as duas técnicas, a maioria dos médicos preferiu a visuali-zação do espaço aéreo nasofaríngeo e adenoide na radiografia cefalométrica (49,4% e 48,9%, respecti-vamente) e aproximadamente um quarto dos otor-rinolaringologistas não viu diferença entre as duas técnicas (27,8% e 27,2%, respectivamente)

en-Este estudo também averiguou se o método

visu-al usado pelos otorrinolaringologistas no diagnóstico

da hipertrofia das adenoides era compatível com os resultados encontrados medindo essas estruturas se-gundo o método de Schullof (1978) Quando com-parada a avaliação visual com o método de medição

de Schulhof, foi verificada uma baixa correlação tre os métodos

en-Resumo do editor

A avaliação radiográfica, além de ser o meio

de diagnóstico mais utilizado na literatura médica

para avaliar a hipertrofia adenoideana, também é o

método mais usado no planejamento do

tratamen-to ortratamen-todôntico do paciente Entretantratamen-to, o médico

normalmente utiliza a radiografia de cavum e o

ortodontista a cefalométrica lateral Ambas são

ra-diografias de norma lateral, porém a cefalométrica

é padronizada, através do uso de um cefalostato,

para estabilizar a cabeça do paciente Na

radiogra-fia de cavum, a ausência do cefalostato durante a

tomada radiográfica permite que o paciente altere

a posição da cabeça, o que requer maior atenção

durante sua realização

O resultado do presente estudo mostrou que os

otorrinolaringologistas têm pouco conhecimento

2) a interdisciplinaridade entre ortodontistas

e otorrinolaringologistas poderia constituir

3) como viabilizar a interdisciplinaridade tre essas áreas?

en-Talvez elaborando cursos interdisciplinares ou através de centros de tratamento do respirador bu-cal que incluíssem a Ortodontia como uma das áreas envolvidas

endereço para correspondência

rhita Cristina Cunha almeida

av das américas, 3434 bl 5 sala 223, Barra da tijuca CeP: 22.640-102 - rio de Janeiro / rJ

email: rhita.almeida@gmail.com

Trang 26

a r t i g o o n l i n E *

* acesse www.dentalpress.com.br/revistas para ler o artigo na íntegra.

Resumo do editor

O ortodontista que atua ou pretende atuar na

área de sono precisa, fundamentalmente,

conhe-cer em profundidade os parâmetros de

diagnós-tico clínico-laboratoriais adotados, as definições

estabelecidas e os limites de sua área de atuação

junto às equipes multidisciplinares que

acompa-nham e tratam distúrbios respiratórios do sono

A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono

(SAOS) é uma doença de causa multifatorial

e ainda não totalmente esclarecida, decorrente

em parte de alterações anatômicas da via aérea

superior e do esqueleto craniofacial associadas a alterações neuromusculares da faringe É carac-terizada por eventos recorrentes de obstrução

da via aérea superior durante o sono A ção manifesta-se de forma contínua, envolven-

obstru-do um despertar relacionaobstru-do ao esforço piratório aumentado, uma limitação, redução (hipopneia) ou cessação completa (apneia) do fluxo aéreo na presença dos movimentos respi-ratórios Os eventos são frequentemente finali-zados por microdespertares Os sintomas mais comuns são o cansaço ao acordar e sensação

res-Consenso brasileiro de ronco e apneia

do sono – aspectos de interesse aos

ortodontistas

Cauby maia Chaves Junior**, Cibele Dal-fabbro***, veralice meireles sales de Bruin****,

sergio tufik*****, lia rita azeredo Bittencourt******

O objetivo deste artigo é explicitar o posicionamento das sociedades médicas que, nidas, estabeleceram consenso sobre os parâmetros clínico-laboratoriais que envolvem os distúrbios respiratórios do sono, em especial o ronco e a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) Os ortodontistas, que vêm ocupando gradativamente seu espaço em equipes multidisciplinares que atuam na área do sono humano, pouco conhecem sobre essa unifor-mização coordenada pela Associação Brasileira de Sono Os trabalhos clínicos e as pesquisas científicas oriundos da Odontologia, e em particular da Ortodontia, também devem ob-servar e seguir esses critérios de diagnóstico e tratamento estabelecidos pela comunidade médica brasileira

reu-Resumo

Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva Ronco Polissonografia.

** Professor Associado I - Disciplina de Ortodontia – Depto Clínica Odontológica - Universidade Federal do Ceará (UFC) Pós-Doutorando em Medicina e Biologia do Sono – Depto Psicobiologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).

*** Mestre em Reabilitação Oral (FOB-USP) Doutoranda em Medicina e Biologia do Sono - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.

**** Professora Associada – Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Ceará (UFC) Pós-Doutoranda em Medicina e Biologia do Sono – Depto Psicobiologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).

***** Professor Titular - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.

****** Professora Adjunto - Livre Docente - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.

Trang 27

Chaves Junior CM, Dal-Fabbro C, bruin VMS, Tufik S, bittencourt lRa

Questões aos autores

1) a prevalência da saOs é alta no Brasil?

Quais os fatores envolvidos na etiologia

des-se distúrbio?

Muito embora estudos epidemiológicos em

outros países tenham mostrado que a

prevalên-cia da SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva

do Sono) em adultos pode variar de 2 a 10%,

um estudo recentemente publicado pela equipe

de Medicina e Biologia do Sono da Unifesp

(De-partamento de Psicobiologia) encontrou números

alarmantes Segundo esse estudo, a prevalência da

SAOS foi de 32,9% da população adulta da

cida-de cida-de São Paulo, sendo cida-de 40,6% para os homens

e 26,1% para as mulheres Devemos ressaltar a

grande importância desse estudo, realizado com

amostra populacional obtida de forma aleatória,

no qual todos os voluntários foram submetidos a

questionários e polissonografia de noite inteira em

laboratório de sono (padrão ouro para diagnóstico

dessa síndrome) Notadamente, como esperado,

essa prevalência foi maior nos grupos de maior

idade e IMC (índice de massa corporal), ou seja,

quanto maior a idade e o peso, maior a chance

do indivíduo apresentar SAOS Por outro lado,

se-gundo esse estudo, 60% da população adulta da

noturna, refluxo gastroesofágico, prejuízo na cognição da qualidade de vida e insônia

O cirurgião-dentista pode solicitar avaliação polissonográfica quando julgá-la necessária, sen-

do o diagnóstico definitivo dos distúrbios do sono, sua gravidade e avaliação das comorbidades atri-buições do médico, com base nos achados polis-sonográficos O ortodontista é muito importante

na identificação de sítios obstrutivos faríngeos, na avaliação e tratamento ortopédico e/ou cirúrgico das desarmonias maxilomandibulares, bem como

na terapia da SAOS com aparelhos intrabucais

de sono não reparador (independentemente da

duração do sono), sonolência excessiva durante

o dia e piora na qualidade de vida Os fatores

predisponentes são: obesidade, principalmente

central; sexo masculino; anormalidades

cranio-faciais, como hipoplasia maxilomandibular;

au-mento do tecido mole e do tecido linfoide da

faringe; obstrução nasal; anormalidades

endócri-nas, como hipotireoidismo; acromegalia; e

his-tória familiar Os fatores associados são:

hiper-tensão arterial sistêmica, hiperhiper-tensão pulmonar,

arritmias cardíacas relacionadas ao sono, angina

cidade de São Paulo possuem IMC acima de 25 Kg/m2 e 22% dessa população já são considera-dos obesos, com IMC maior que 30 Kg/m2 Por essa razão, esses dados não devem ser extrapolados para a população brasileira

A fisiopatologia da SAOS não está mente elucidada, já que o estreitamento da via aérea superior durante o sono e o consequente colapso têm causas multifatoriais Há fatores anatômicos, funcionais e neuromusculares en-volvidos As dimensões e as relações espaciais da via aérea superior são determinadas pelo tecido mole, musculatura e pelo esqueleto craniofacial, afetando diretamente a configuração e a dimen-são da faringe Dentre os fatores anatômicos que podem estar diretamente relacionados à obstru-ção estão: a presença de tecido gorduroso na fa-ringe, a hipertrofia amidaliana ou adenoideana, o aumento do volume da língua ou macroglossia, e fatores relacionados ao desenvolvimento e cresci-mento craniofaciais, como retrognatia mandibu-lar e/ou maxilar, micrognatia e estreitamento das arcadas dentárias

completa-Se a obesidade é um dos principais fatores de risco para a SAOS, em pacientes não obesos, as alterações no crescimento do terço inferior da face parecem constituir o fator dominante no

Trang 28

Consenso brasileiro de ronco e apneia do sono – aspectos de interesse aos ortodontistas

endereço para correspondência

Cauby maia Chaves Junior rua leonardo mota - 460 - apto 1002 CeP: 60.170-040 - fortaleza / Ce e-mail: cmcjr@uol.com.br

desenvolvimento dessa síndrome Fatores

funcio-nais, como o aumento da complacência da via

aé-rea superior, têm sido estudados, assim como os

fatores neuromusculares Quanto a esses últimos,

pouco se sabe até o presente momento Sabemos

que durante o sono há uma redução do comando

ventilatório com redução da atividade dos

mús-culos dilatadores da faringe Na SAOS, durante a

vigília ocorre um mecanismo compensatório aos

eventos obstrutivos noturnos, com um aumento

da atividade dos músculos faríngeos Durante o

sono o inverso é observado, sendo que a

dimi-nuição do tônus desses músculos pode levar ao

colapso da via aérea superior No entanto, esses

fatores ainda estão em estudo O colapso pode

ocorrer na porção retropalatal, retrolingual ou

ambas, sendo um processo dinâmico entre

alte-rações anatômicas e atividade neuromuscular de

toda a faringe Esses conceitos são fundamentais

para a indicação e seleção do tratamento mais

adequado Acredita-se que o estreitamento e a

colapsabilidade da via aérea superior durante o

sono envolvem vários fatores, e não somente uma

via previamente estreita e pequena, facilmente

perceptível ao exame físico

2) O papel do ortodontista diante dos

distúr-bios do sono está bem delineado?

A Odontologia vem ganhando espaço na

Me-dicina do Sono nos últimos anos graças ao

tra-balho desempenhado por profissionais que têm

procurado trabalhar de forma multidisciplinar,

estando ligados direta ou indiretamente a

equi-pes que atuam em Medicina do Sono O presente

artigo publicado nesta edição esclarece bastante

o aspecto do papel do cirurgião-dentista, e em

particular do ortodontista, no diagnóstico e

tra-tamento desses distúrbios respiratórios do sono

3) O futuro promete evoluções na terapia

para apneia do sono?

A pesquisa na área de Medicina do Sono, em

relação ao tratamento da SAOS, tem procurado

evoluções no sentido de buscar novos tratamentos,

de aperfeiçoar os métodos existentes e no intuito

de procurar demonstrar não somente a melhora

do quadro clínico, mas a normalização das suas consequências cardiovasculares e cognitivas a que esses indivíduos estão expostos

Ao lado das modalidades de tratamento

clíni-co já aceitas, CPAP e AIO, existem as novas dagens terapêuticas, as quais têm sido estudadas, muitas delas no sentido de complementar um tratamento que não esteja sendo totalmente efe-tivo Aqui podemos incluir o tratamento fonoau-diológico, que através de exercícios procura me-lhorar o tônus da musculatura da faringe O mes-

abor-mo vale para a Acupuntura, que também pode auxiliar na melhora do distúrbio respiratório do sono Por outro lado, as modalidades cirúrgicas, principalmente na forma da cirurgia ortognática, têm sido mais estudadas, com o objetivo de real-mente demonstrar a melhora esperada, através de pesquisas bem delineadas

Por outro lado, as pesquisas têm demonstrado

o resultado do tratamento clínico, seja esse com AIO ou com CPAP, na melhora da cognição, quali-dade de vida e parâmetros cardiovasculares Quan-

to à parte cardiovascular, podemos citar estudos avaliando o efeito desses tratamentos na pressão arterial sistêmica, na variabilidade da frequência cardíaca e no estresse oxidativo

O certo é que o tratamento clínico da SAOS (AIO e CPAP) apresenta consistência na literatu-

ra, enquanto os outros tratamentos ainda tam poucos estudos

Trang 29

apresen-a r t i g o i n é d i t o

avaliação do efeito de tratamentos

superficiais sobre a força de adesão de

braquetes em provisórios de resina acrắlica

Deise lima Cunha masioli*, marco antonio de oliveira almeida**,

marco antonio masioli***, José roberto moraes de almeida****

Objetivo: avaliar a influência do tratamento de superfắcie de resinas acrắlicas na resistência ao cisalhamento de braquetes colados com resina composta Métodos: foram confeccionados 140

discos de resina acrắlica autopolimerizável (Duralayợ), divididos aleatoriamente em 14 grupos (n=10) Em cada grupo, os corpos de prova receberam um tipo diferente de tratamento de su-perfắcie: grupo 1 = sem tratamento de superfắcie (controle); grupo 2 = silano; grupo 3 = jato de óxido de alumắnio (JOA); grupo 4 = JOA + silano; grupo 5 = broca diamantada; grupo 6 = broca diamantada+ silano; grupo 7 = ácido fluorắdrico; grupo 8 = ácido fluorắdrico + silano; grupo 9 = ácido fosfórico; grupo 10 = ácido fosfórico + silano; grupo 11 = monômero de metilmetacrilato (MMA); grupo 12 = MMA + silano; grupo 13 = Plastic conditioner (Relianceợ); grupo 14 = Plastic conditioner (Relianceợ) + silano Após o preparo de superfắcie, os corpos de prova foram analizados através da rugosimetria Posteriormente, foram colados braquetes (Morelliợ) de inci-sivo central Ềstandard edgewiseỂ com resina fotopolimerizável Transbond XTợ, de acordo com

as instruções do fabricante Resultados: o agente umectante à base de silano não teve um efeito

estatisticamente significativo sobre os valores de força de adesão; os tratamentos com JOA e broca produziram maiores mudanças topográficas na superfắcie da resina acrắlica, bem como os maiores valores de rugosidade; observou-se uma correlação não linear entre a força de adesão e

a rugosidade de superfắcie; tratamentos com monômero e JOA resultaram nas maiores forças de

adesão Conclusões: o silano não foi capaz de aumentar a força de adesão entre braquete e resina

acrắlica Sugere-se mais estudos sobre este tema, pois a força de adesão obtida foi muito baixa

Resumo

Palavras-chave: Ortodontia Resina acrắlica Resina composta Braquete.

* Mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial Ố UERJ Professor de Ortodontia - ESFA.

** Professor titular de Ortodontia - UERJ

*** Professor titular de Dentắstica - UFFES.

**** Doutor em Ciência dos Materiais e Metalurgia - PUC-Rio Mestre em Ciência dos Materiais e Engenheiro Metalúrgico - PUC-Rio

INTRODUđấO

Com o aumento crescente do número de

pacientes adultos que procuram tratamento

or-todôntico, alguns procedimentos adotados no

consultório tiveram que sofrer modificações

para atender esse novo perfil de pacientes Essa mudança de faixa etária fez com que a Ortodon-tia, muitas vezes, deixasse de ser uma ativida-

de fim, para tornar-se uma atividade meio Isto

é, o tratamento passou a ser multidisciplinar,

Trang 30

Masioli DlC, almeida MaO, Masioli Ma, almeida JRM

assessment of the effect of different surface treatments on the bond strength

of brackets bonded to acrylic resin

Abstract

Objective: To evaluate the influence of the surface treatment of acrylic resins on the shear bond strength of brackets

bond-ed with composite resin Methods: Were fabricatbond-ed 140 discs with autopolymerizing acrylic resin (Duralay™) and dividbond-ed

into 14 groups (n = 10) In each group, the specimens received a different type of surface treatment Group 1= untreated surface (control), group 2= silane, group 3= aluminum oxide blasting (AOB), group 4= AOB + silane, group 5= diamond bur, group 6= diamond bur + silane, group 7= hydrofluoric acid, group 8= hydrofluoric acid + silane, group 9= phosphoric acid, group 10= phosphoric acid + silane, group 11= methylmethacrylate monomer (MMA), group 12= MMA + silane, group 13= plastic conditioner (Reliance®); group 14= plastic conditioner (Reliance™) + silane After surface treatment the specimens were analyzed using a surface roughness tester Subsequently, standard edgewise central incisor brackets (Morelli™) were bonded using Transbond XT™ light-cure adhesive system, according to the manufacturer’s instructions

Results: The silane-based wetting agent had no statistically significant effect on bond strength values Treatments with

AOB and bur generated the highest topographical changes on the surface of acrylic resin as well as the highest roughness values A nonlinear correlation was found between bond strength and surface roughness Monomer + AOB treatment

yielded the highest bond strength values Conclusions: Silane failed to increase the bond strength between brackets and

acrylic resin We encourage further studies on this subject since the bond strength achieved in our study was extremely low.

Keywords: Orthodontics Acrylic resin Composite resin Brackets.

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Vanzillotta OS, Salgado LPS, editores Odontologia integrada:

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18 Masioli DLC Influência do tratamento de superfície de resinas acrílicas na resistência ao cisalhamento de braquetes colados com resina composta [dissertação] Rio de Janeiro (RJ): Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 2005

19 Coutinho ET Caracterização microestrutural da dentina humana

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20 Allen KW Some reflections on contemporary views of theories of adhesion Int J Adhesion Adhesives 1993 Apr;13(2):67-72

endereço para correspondência

Deise lima Cunha masioli

av nossa senhora dos navegantes 635/802 CeP: 29.050-335 - enseada do suá - vitória / es e-mail: deise@masioliodontologia.com.br

Enviado em: abril de 2088 Revisado e aceito: dezembro de 2009

para aumentar a rugosidade da superfície e,

con-sequentemente, aumentaram a força de adesão O

condicionador plástico parece gerar uma camada de

recobrimento sobre a superfície que impede o lhor contato entre a resina acrílica e o braquete, en-fraquecendo a adesão entre ambos

Trang 31

me-a r t i g o i n é d i t o

efeito da amarração em ortodontia, com

ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável,

na saúde periodontal

Clotilde freitas rodrigues*, lắgia de araújo ramos sales**, robert Willer farinazzo vitral***,

marcelo reis fraga****, Cátia Cardoso abdo Quintão*****

Objetivo: o presente estudo avaliou clinicamente as condições periodontais de um grupo teste

e um grupo controle utilizando-se os seguintes três sistemas de indexação periodontal: ắndice

de biofilme, ắndice de sangramento e profundidade de sondagem Métodos: o grupo teste foi

composto por 20 indivắduos com média etária de 13,5 anos, submetido ao tratamento dôntico fixo, que recebeu duas formas de ligaduras: a elastomérica e a de aço inoxidável Os resultados foram comparados entre si e com um grupo controle, sem tratamento ortodôntico, composto de 15 indivắduos com média etária de 15,3 anos As mensurações foram realizadas previamente ao tratamento ortodôntico (T1) e seis meses após a colocação do aparelho orto-dôntico fixo (T2); e, no grupo controle, após seis meses da mensuração inicial (T2) Ambos os grupos foram orientados quanto à higiene bucal, segundo a técnica de Bass, antes do inắcio do

orto-tratamento Resultados e Conclusões: os resultados das análises das faces dentárias

demonstra-ram um aumento estatisticamente significativo nos ắndices de biofilme (P=0,000), sangdemonstra-ramento gengival (P=0,000) e profundidade de sondagem (P=0,000), quando T1 e T2 e os grupos foram comparados; entretanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre

as ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável na avaliação desses ắndices periodontais

Resumo

Palavras-chave: Aparelhos ortodônticos Doenças periodontais Biofilmes.

* Especialista em Ortodontia pela UFJF.

** Especialista em Periodontia pela UFJF.

*** Doutor em Ortodontia pela UFRJ Coordenador e Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF Professor Associado do Departamento

de Odontologia Social e Infantil da UFJF.

**** Mestre em Ortodontia pela PUC/MG Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF.

***** Doutora em Ortodontia pela UFRJ Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia da UERJ Professora do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF.

INTRODUđấO e ReVISấO De LITeRATURA

A inter-relação Ortodontia-Periodontia vem

sendo objeto de estudo ao longo dos anos, seja

na abordagem do uso dos acessórios ortodônticos

como retentores de biofilme e obstáculos para

correta higiene bucal2,3,4,5,9,10,11,13,14,16,20,22,23,26,28,29,

seja na abordagem do posicionamento dentário

como forma de reter biofilme, proteger a papila gengival ou permitir correta transmissão de forças

ao periodonto7,12,15,25,27.Estudos sobre as alterações periodontais frente

ao tratamento ortodôntico têm mostrado dos diversos Na literatura verifica-se uma associa-ção entre o aparelho ortodôntico e a inflamação

Ngày đăng: 20/12/2013, 12:13

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