Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 01-02 /2010
Trang 1Case presentation software
Aquarium consiste no mais novo programa interativo de educação e apresentação de casos para pacientes da Dolphin Imaging Aquarium faz uso da qualidade profissional em ilustração e animação gráfica 3D para apresentação de tópicos comuns a complexos Use Aquarium para explicar achados de diagnóstico, procedimentos, disfunções de ATM, instruções de higiene oral e outros Os filmes e imagens do Aquarium podem ser exportados e compartilhados em rede dentro de sua clínica, através dos diversos monitores
e resoluções, com alta definição e estética Para saber mais, acesse: www.dolphinimaging.com/aquarium ou contate: comercial@renovatio3.com.br / fone: +11 3286.0300
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Trang 2ISSN 2176-9451Dental Press J Orthod 2010 Jan-Feb;16(1):1-160
Trang 3(Odontologia baseada em evidências)
EDITORA ADJUNTA
(revisão língua inglesa)
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CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO
Danilo Furquim Siqueira UNICID - SP
Maria F Martins-Ortiz ACOPEM - SP
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Univ de Madrid / Madri - Espanha
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Marquette Univ / Milwaukee - EUA
Júlia Harfin
Univ de Maimonides / Buenos Aires - Argentina
Larry White
AAO / Dallas - EUA
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Univ de Nebraska - EUA
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Tokyo Medical and Dental University
Roberto Justus
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CONSULTORES NACIONAIS
Ortodontia
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Adriano de Castro UCB - DF
Aldrieli Regina Ambrósio SOEPAR - PR
Alexandre Trindade Motta UFF - RJ
Ana Carla R Nahás Scocate UNICID - SP
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Andre Wilson Machado UFBA - BA
Antônio C O Ruellas UFRJ - RJ
Armando Yukio Saga ABO - PR
Arno Locks UFSC - SC
Ary dos Santos-Pinto FOAR/UNESP - SP Bruno D'Aurea Furquim CLÍN PARTIC - PR Camila Alessandra Pazzini UFMG - MG Camilo Aquino Melgaço UFMG - MG Carla D'Agostini Derech UFSC - SC Carla Karina S Carvalho ABO - DF Carlos A Estevanel Tavares ABO - RS Carlos Martins Coelho UFMA - MA Célia Regina Maio Pinzan Vercelino FOB-USP - SP Cristiane Canavarro UERJ - RJ Eduardo C Almada Santos FOA/UNESP - SP Eduardo Franzotti Sant'Anna UFRJ - RJ Eduardo Silveira Ferreira UFRGS - RS Enio Tonani Mazzieiro PUC-MG - MG Fernando César Torres UMESP - SP Giovana Rembowski Casaccia CLÍN PARTIC - RS Gisele Moraes Abrahão UERJ - RJ Glaucio Serra Guimarães UFF - RJ Guilherme Janson FOB-USP - SP Guilherme Pessôa Cerveira ULBRA-Torres - RS Gustavo Hauber Gameiro UFRGS - RS Haroldo R Albuquerque Jr UNIFOR - CE Henri Menezes Kobayashi UNICID - SP Hiroshi Maruo PUC-PR - PR Hugo Cesar P M Caracas UNB - DF Jonas Capelli Junior UERJ - RJ José Augusto Mendes Miguel UERJ - RJ José F Castanha Henriques FOB-USP - SP José Nelson Mucha UFF - RJ José Renato Prietsch UFRGS - RS José Vinicius B Maciel PUC-PR - PR Julia Cristina de Andrade Vitral CLÍN PARTIC - SP Júlio de Araújo Gurgel FOB-USP - SP Julio Pedra e Cal Neto UFF - RJ Karina Maria S de Freitas UNINGÁ - PR Leandro Silva Marques UNINCOR - MG Leniana Santos Neves UFVJM - MG Leopoldino Capelozza Filho HRAC/USP - SP Liliana Ávila Maltagliati USC - SP Lívia Barbosa Loriato PUC-MG - MG Luciana Abrão Malta CLÍN PARTIC - SP Luciana Baptista Pereira Abi-Ramia UERJ - RJ Luciana Rougemont Squeff UFRJ - RJ Luciane M de Menezes PUC-RS - RS Luís Antônio de Arruda Aidar UNISANTA - SP Luiz Filiphe Canuto FOB-USP - SP Luiz G Gandini Jr FOAR-UNESP - SP Luiz Sérgio Carreiro UEL - PR Marcelo Bichat P de Arruda UFMS - MS Marcelo Reis Fraga UFJF - MG Márcio R de Almeida UNIMEP - SP Marco Antônio de O Almeida UERJ - RJ Marcos Alan V Bittencourt UFBA - BA Maria C Thomé Pacheco UFES - ES Maria Carolina Bandeira Macena FOP-UPE - PB Maria Perpétua Mota Freitas ULBRA - RS Marília Teixeira Costa UFG - GO Marinho Del Santo Jr CLÍN PARTIC - SP Mônica T de Souza Araújo UFRJ - RJ Orlando M Tanaka PUC-PR - PR
Trang 4O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN
2176-9451) é uma publicação bimestral da Dental Press
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ISSN 2176-9451
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(ISSN 2176-9451) é continuação da
Revista Dental Press de Ortodontia e
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eDitorial: Bruno D’Aurea Furquim - Diretor
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Bioquímica e Cariologia
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Cirurgia Ortognática
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Laudimar Alves de Oliveira UNIP - DF
Liogi Iwaki Filho UEM - PR
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desde 1998
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6 Editorial
12 Calendário de Eventos / Events Calendar
13 O que há de novo na Odontologia / What’s new in Dentistry
17 Insight Ortodôntico / Orthodontic Insight
22 Entrevista com Didier Fillion / Interview
Artigos Online / Online Articles
29 Estudo comparativo de complicações durante o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e com splint inferior de acrílico removível
Comparative study of complications during Herbst treatment with cantilever bite jumper and removable mandibular acrylic splint
Alexandre Moro, Guilherme Janson, Ricardo Moresca, Marcos Roberto de Freitas, José Fernando Castanha Henriques
32 Comparação entre a radiografia de cavum e a cefalométrica de perfil na avaliação da nasofaringe e das adenoides por otorrinolaringologistas
Comparison between cavum and lateral cephalometric radiographs for the evaluation
of the nasopharynx and adenoids by otorhinolaryngologists
Rhita Cristina Cunha Almeida, Flavia Artese, Felipe de Assis Ribeiro Carvalho, Rachel Dias Cunha, Marco Antonio de Oliveira Almeida
34 Consenso brasileiro de ronco e apneia do sono – aspectos de interesse aos ortodontistas
Brazilian consensus of snoring and sleep apnea – aspects of interest for orthodontists
Cauby Maia Chaves Junior, Cibele Dal-Fabbro, Veralice Meireles Sales de Bruin, Sergio Tufik, Lia Rita Azeredo Bittencourt
Artigos Inéditos / Original Articles
37 Avaliação do efeito de tratamentos superficiais sobre a força de adesão
de braquetes em provisórios de resina acrílica
Assessment of the effect of different surface treatments on the bond strength of brackets bonded to acrylic resin
Deise Lima Cunha Masioli, Marco Antonio de Oliveira Almeida, Marco Antonio Masioli, José Roberto Moraes de Almeida
48 Efeito da amarração em Ortodontia, com ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável,
57 Avaliação dos fatores determinantes da estética do perfil facial
Tabela 3 - Frequência dos locais com e sem sangramento gengival
durante T1 e T2, nos grupos teste e controle.
Índice core Es- Teste N=1060 Controle N=1296
Trang 668 Percepção das alterações no plano gengival na estética do sorriso
Perception of changes in the gingival plane affecting smile aesthetics
Daniela Feu, Fabíola Bof de Andrade, Ana Paula Camata Nascimento, José Augusto Mendes Miguel, Antonio Augusto Gomes, Jonas Capelli Júnior
75 A influência de imagens tridimensionais no plano de tratamento ortodôntico
Orthodontic treatment plan changed by 3-D images
Iury Oliveira Castro, Carlos Estrela, José Valladares-Neto
81 Avaliação do efeito da expansão rápida da maxila na via aérea superior, por meio da nasofibroscopia: descrição da técnica e relato de caso
Evaluation of the effect of rapid maxillary expansion on the upper airway using nasofibroscopy: Case report and description of the technique
Edmilsson Pedro Jorge, Ary dos Santos-Pinto, Luiz Gonzaga Gandini Júnior, Odilon Guariza Filho, Anibal Benedito Batista Arrais Torres de Castro
90 Análise da posição rotacional do primeiro molar permanente superior na má oclusão
99 Avaliação da proporção facial vertical: relação entre as alturas tegumentar e esquelética
Evaluation of facial proportions in the vertical plane to investigate the relationship between skeletal and soft tissue dimensions
Márcia Cristina Cunha Costa, Marcelo de Castellucci e Barbosa, Marcos Alan Vieira Bittencourt
107 Avaliação do atrito em braquetes autoligáveis submetidos à mecânica
de deslizamento: um estudo in vitro
Evaluation of friction in self-ligating brackets subjected to sliding mechanics: an in vitro study
Mariana Ribeiro Pacheco, Dauro D Oliveira, Perrin Smith Neto, Wellington Correa Jansen
116 Avaliação qualitativa em modelo experimental fotoelástico do sistema de força gerado pela mola “T” centralizada com pré-ativações preconizadas por Burstone
Qualitative evaluation in photoelastic experimental models of the force system generated by T-springs placed in the center of the interbracket space with pre-activations advocated by Burstone
Luiz Guilherme Martins Maia, Vanderlei Luiz Gomes, Ary dos Santos-Pinto, André da Costa Monini, Luiz Gonzaga Gandini-Jr.
126 Caso Clínico BBO / BBO Case Report
Má oclusão Classe I de Angle, com mordida aberta anterior, tratada com extração de dentes permanentes
Angle Class I malocclusion, with anterior open bite, treated with extraction of permanent teeth
Mírian Aiko Nakane Matsumoto
139 Tópico Especial / Special Article
Retração rápida de caninos
Rapid canine distalization
Paulo Renato Carvalho Ribeiro, Sérgio Henrique Casarim Fernandes,
Sumário
Trang 7o tratamento ortodôntico passará a ser oferecido de forma gratuita em todos os Centros de especialidades odontológicas
do Brasil, e beneficiará milhões de
brasileiros ao longo dos anos
Em dezembro último, dei uma aula em Taiwan
Em um giro pela ilha, fiquei impressionado com
a imagem que o Brasil emplaca hoje na Ásia
To-dos os comentários que ouvi não se referiam ao
nosso futebol, mas ao crescimento econômico e
à posição que o país ocupa no campo
geopolíti-co Ouvir as opiniões dos olheiros internacionais
aguçou minha atenção para uma obviedade em
nossa área: onde quer que andemos pelo Brasil,
vemos pessoas em tratamento ortodôntico
Esse fato demonstra a importância que a
po-pulação dá a esse tipo de correção, seja por razões
estéticas, seja por funcionais Foi a ascensão do
consumo das classes C e D que possibilitou o
acesso de um maior número de pessoas à
Orto-dontia E a fatia da população que vai se beneficiar
do tratamento ortodôntico aumentará ainda mais
A partir de 2011, o tratamento ortodôntico
fará parte integral dos serviços oferecidos
pe-los Centros de Especialidades Odontológicas
(CEOs) do programa Brasil Sorridente — o
pro-grama do Governo Federal para a saúde bucal
O avanço já foi publicado no Diário Oficial da
União, e marcará uma nova onda de acesso ao
tratamento ortodôntico
É claro que ela não virá de forma fácil e
es-pontânea Será necessário muito empenho do
Ministério da Saúde — e também da comunidade
ortodôntica brasileira, por meio da Associação
Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial (ABOR) — para que tenhamos protocolos basea-dos em evidência sustentando as decisões de trata-mento que serão tomadas para a nossa população Adicionalmente, é importante dizer que essas duas partes já se encontram trabalhando fortemente para isso, e que a parceria entre os governos e a sociedade é fundamental para que construamos o país que queremos no futuro
Em 2010 o Dr Gilberto Pucca, coordenador nacional de Saúde Bucal, durante um jantar in-formal em Brasília, contou-me algo interessante Falávamos sobre seus encontros periódicos com o presidente Lula, o progresso da implantação dos CEOs, e a importância que o próprio presidente dava à saúde bucal Disse-me ele: "Faber, toda vez que eu encontro com o presidente, ele me pergunta: E aí, Pucca, as crianças já estão colo-cando aparelho?"
Penso que talvez esse fosse o sonho do próprio ex-presidente quando menino, e é muito gratifi-cante saber que esse mesmo sonho será realizado por muitas de nossas crianças
Boa leitura
Jorge FaberEditor-chefefaber@dentalpress.com.br
Trang 11www.congressoabor2011.com.br
Trang 13Sistemas Ertty
Data: 5, 6 e 7 de maio de 2011local: Quality Suítes Congonhas - Campo belo - São Paulo / SPInformações: (61) 3248-0859
www.ertty.com.br
Mega Curso de Ortodontia em Adultos em São Paulo
Data: 30 de março a 2 de abril de 2011 local: Hotel Quality Suítes - Congonhas / SPInformações: www.megacurso.tumblr.com
Curso Mini-implantes 2011 - Hands on - Dr Carlo Marassi
Data: 8 e 9 de abril de 2011local: Rio de Janeiro - FlamengoInformações: (21) 3325-5621
www.marassiortodontia.com.br
Encontro do Centro de Ortodontia de Ribeirão Preto
Data: 12 e 13 de maio de 2011local: edifício Office Tower - Ribeirão Preto / SPInformações: (16) 3620-5635
www.ortogotardo.com.br
Curso de Capacitação Biomecânica Interativa Auto Ligante
Data: 1 e 2 de abril de 2011local: São José dos Campos / SPInformações: (12) 3923-2626
celestino@nyu.edu
V Congresso Sul Brasileiro de Ortodontia
Data: 25, 26 e 27 de agosto de 2011local: Oralesthetic Instituto - Rua Frei Rogério, 237 - lages / SCInformações: www.oralesthetic.com
Linha de Pensamento - Sistemas Ertty Ortodontia | DTM | Oclusão
Data: 1 e 2 de abril de 2011local: Natal / RN
Informações: www.ertty.com.br
6º Congresso Internacional - Ortodontia: Ciência com consciência social
Data: 24 a 26 de março de 2011local: Centro de Convenções de Goiânia - Goiânia / GOInformações: www.aborgoias.com.br
Trang 14Por que o ortodontista deve conhecer a qualidade
de vida de seu paciente?
Devido à natureza eletiva do tratamento
or-todôntico, a decisão de iniciá-lo torna-se
depen-dente da opinião dos pacientes e dos pais, que
significa, muitas vezes, a motivação causada pelo
impacto negativo que a má oclusão lhes gerou,
seja ele estético, funcional ou social Portanto,
essa autonomia do paciente desempenha um
im-portante papel na previsão de resultados finais,
uma vez que a satisfação teoricamente estaria
relacionada à redução ou eliminação dos fatores
que o levaram a buscar tratamento Então como
seria possível desempenhar tratamentos que
pos-sibilitariam ganhos psicossociais aos pacientes e
obter sucesso sem conhecer o impacto gerado
pela má oclusão?
Frente a esse novo paradigma, a
Odontolo-gia Baseada em Evidências trouxe para a
Orto-dontia um de seus maiores desafios: conhecer
o impacto do tratamento ortodôntico na vida
diária dos pacientes Isso porque, para que seja
considerado viável, todo e qualquer tratamento,
incluindo a terapia ortodôntica, deve ser capaz
de trazer um benefício significativo, que supere
os custos biológicos e financeiros para cada
pa-ciente individualmente3,20,26
Existe evidência de que pacientes portadores
de más oclusões têm pior qualidade de vida
rela-cionada à saúde bucal em comparação a
pacien-tes que possuem oclusões equilibradas7,13,24,23,26
Entretanto, não existe evidência científica de
que más oclusões não tratadas possam aumentar
o risco de desenvolvimento de cáries dentárias1,
gengivites e alterações periodontais24,25, e nem de que o tratamento ortodôntico possa prevenir o desenvolvimento de desordens articulares16,22 ou melhorar a efetividade mastigatória10,18 dos pa-cientes Portanto, os principais benefícios do tra-tamento ortodôntico estariam relacionados com
a estética e a função mastigatória, que causarão, como consequências e objetivos, melhoras no bem-estar social e psicológico do paciente, obje-tivando “qualidade de vida”3,6,7,8,13,24,25
Os benefícios do tratamento ortodôntico fixo convencional para a qualidade de vida dos pacientes tratados, especialmente em suas di-mensões psicossociais, foram comprovados re-centemente por um estudo de caso-controle3 e duas avaliações prospectivas longitudinais6,8 A
“qualidade de vida relacionada à saúde bucal” é
um conceito multidimensional, que inclui a cepção subjetiva do bem-estar físico, psicológico
per-e social dper-e cada um, além dper-e um sper-enso dper-e bper-em-estar geral subjetivo Sua essência, de acordo com alguns autores, seria o reflexo das experiências de
bem-um indivíduo, que influenciariam sua satisfação com a vida em todos os seus aspectos4,12,13 Para avaliar a qualidade de vida dos pacien-tes, são usados questionários conhecidos como
“indicadores sociodentais” O que esses dores procuram revelar é o impacto percebido dos problemas bucais sobre a qualidade de vida das pessoas que os possuem O relato do pa-ciente permitirá conhecer em maior amplitude
indica-a consequênciindica-a indica-advindindica-a dindica-as indica-alterindica-ações bucindica-ais,
Daniela feu*
* Mestre em Ortodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Doutoranda em Ortodontia – UERJ
Trang 15O que há de novo na Odontologia
1 Alves PV, Alviano WS, Bolognese AM, Nojima LI Treatment
protocol to control Streptococcus mutans level in an orthodontic
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2 Bartlett BW, Firestone AR, Vig KW, Beck FM, Marucha PT The
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3 Bernabé E, Sheiham A, Tsakos G, Messias de Oliveira C The impact
of orthodontic treatment on the quality of life in adolescents: a
case-control study Eur J Orthod 2008 Oct;30(5):515-20
4 Bowling A Measuring health: a review of quality of life
measurement scales 3 rd ed Buckingham: Open University Press;
2005
5 Chew MT, Aw AK Appropriateness of orthodontic referrals:
self-perceived and normative treatment needs of patients referred for
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and its impact on oral health-related quality of life in chinese
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8 Feu D, Oliveira BH, Miguel JA Avaliação prospectiva longitudinal
da qualidade de vida de adolescentes submetidos a tratamento
ortodôntico Braz Oral Res 2009;23:319.
9 Holt RD Advances in dental public health Prim Dent Care 2001;
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10 Karakay S Dynamic MRI evaluation of tongue posture and
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11 Kiyak AH, Bell R Psychosocial considerations in surgery and
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19 Oliveira CM, Sheiham A Orthodontic treatment and its impact in oral health-related quality of life in Brazilian adolescents J Orthod
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20 Petersen PE Global policy for improvement of oral health in the
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21 Pringle AM, Petrie A, Cunningham SJ, McKnight M Prospective randomized clinical trial to compare pain levels associated with
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22 Rinchuse DJ, McMinn JT Summary of evidence-based systematic reviews of temporomandibular disorders Am J Orthod Dentofacial Orthop 2006 Dec;130(6):715-20.
23 Rivera SM, Hatch JP, Rugh JD Psychosocial factors associated with orthodontic and orthognatic surgical treatment Semin Orthod
26 Sheiham A, Tsakos G Oral health needs assessments In: Pine
C, Harris R, editors Community Oral Health New Malden: Quintessence; 2007 p 59-79.
endereço para correspondência Daniela feu
e-mail: danifeutz@yahoo.com.br
Trang 16i n S i g h t o r t o d ô n t i C o
as reabsorções radiculares múltiplas ou severas não estão relacionadas a fatores sistêmicos, suscetibilidade individual,
tendência familiar e predisposição individual
alberto Consolaro*, telma regina gobbi franscischone**, laurindo Zanco furquim***
As reabsorções radiculares múltiplas, ou as
mais severas, ainda são frequentemente atribuídas
às alterações sistêmicas4,5, em especial às
endocri-nopatias Isso também ocorre quando há maior
severidade de perda óssea alveolar, especialmente
durante a movimentação ortodôntica18,19,20
No turnover ósseo, o processo de deposição
de matriz se alterna continuadamente com a
re-absorção óssea em momentos e locais diferentes
Esse processo dinâmico permite que o tecido
ósseo se adapte às demandas funcionais de cada
região do esqueleto14,15,23 e participe ativamente
na manutenção da homeostasia mineral do
orga-nismo no controle do nível sérico de cálcio e
fós-foro2,3,6,15 Em períodos variáveis de acordo com
a idade do paciente, o esqueleto ósseo renova-se
completamente22
Os dentes não são envolvidos no turnover
ós-seo, especialmente as estruturas radiculares1,8,12,17
O turnover ósseo ocorre devido à atividade
ce-lular dos osteoblastos, osteócitos, macrófagos e
clastos Essas células se organizam em unidades
multicelulares básicas ou osteorremodeladoras
(BMUs) e recebem estímulos de mediadores
sis-têmicos e locais em receptores de superfície na
membrana celular, especialmente nos
osteoblas-tos e macrófagos2,7,22
As células que colonizam a superfície dentária radicular, os cementoblastos, não têm receptores numericamente suficientes e significativos para
os mediadores do turnover ósseo6,21 Os toblastos são células “surdas” às mensagens dos mediadores do turnover ósseo mesmo quando es-tão em altos níveis nos tecidos periodontais, como ocorre no hiperparatireoidismo Em processos in-flamatórios periodontais, os níveis locais de me-diadores indutores da reabsorção óssea também estão elevados, mas os cementoblastos não respon-dem e dessa forma os dentes ficam protegidos do turnover ósseo (Fig 1, 2)
cemen-A constatação da “ausência” de receptores de superfície nos cementoblastos para os mediadores
do turnover ósseo dificulta qualquer raciocínio para atribuir às reabsorções dentárias uma origem sistêmica como as endocrinopatias21 Em outras palavras, os cementoblastos não sofrem influência
de mediadores sistêmicos ou hormônios dentemente de os mediadores sistêmicos estarem
Indepen-em baixos ou altos níveis, os cIndepen-ementoblastos tinuam colonizando a superfície radicular
con-As causas das reabsorções dentárias devem estar relacionadas à perda dos cementoblastos da superfície radicular A perda dos cementoblastos pode ter origem traumática, química ou biológica,
* Professor Titular na FOB e da Pós-Graduação na FORP – Universidade de São Paulo.
** Endocrinologista e Doutora em Patologia pela FOB-USP.
*** Professor Doutor da Universidade Estadual de Maringá e Doutor em Patologia pela FOB-USP.
Trang 17Consolaro a, Franscischone TRG, Furquim lZ
reabsorção radicular múltipla ou severa com o seu estado sistêmico e/ou histórico familiar.Independentemente da inexistência da relação entre fatores sistêmicos, suscetibilidade individu-
al, tendência familiar e predisposição individual e
as reabsorções radiculares, parece-nos pertinente que casos de pacientes com doenças sistêmicas controladas ou não e que foram submetidos a tra-tamentos ortodônticos sejam publicados criterio-samente para enriquecer a literatura de evidências
de que as endocrinopatias e outras doenças não apresentam as reabsorções dentárias como parte
de suas manifestações clínicas
consideração final
Cada vez menos, em casos de reabsorções
radiculares múltiplas e severas, se atribui como
causa os fatores ou doenças sistêmicas, a
susceti-bilidade individual, a tendência familiar e a
pre-disposição individual Quando houver suspeita
de alguns desses fatores influenciando no
apare-cimento e evolução das reabsorções radiculares,
os pacientes devem ser encaminhados ao
endo-crinologista e/ou ao geneticista para uma
abor-dagem médica adequada Nos casos em que essa
conduta é adotada, em geral, o paciente retorna
com a informação de que não existe relação da
1 Albright F, Aub JC, Bauer W Hyperparathyroidism: common
and polymorphic conditions as illustrated by seventeen
proved case from one clinic J Am Med Assoc 1934
Apr;102:1276-87.
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Philadelphia: Saunders; 1992 cap 27, p 1397-476.
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orthodontically treated adults Am J Orthod Dentofacial
Orthop 1996 Sep;110(3):311-20.
4 Brezniak N, Wasserstein A Root resorption after orthodontic
treatment: part 1: literature review Am J Orthod Dentofacial
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treatment: part 2: literature review Am J Orthod Dentofacial
Orthop 1993 Feb;103(2):138-46
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growth-binding sites during differentiation of cementoblasts and
periodontal ligament fibroblasts of young rat: a light and
electron microscopic radioautographic study Anat Rec 1991
Sep;231(1):14-24.
7 Consolaro A Reabsorções dentárias nas especialidades
clínicas 2ª ed Maringá: Dental Press; 2005
8 Fish EW An experimental investigation of enamel, dentine
and the dental pulp London: John Bale; 1932.
9 Francischone PC Avaliação da perda óssea maxilar pela
análise da radiografia panorâmica digitalizada, comparando
com a densitometria óssea lombar e femural [dissertação]
Bauru (SP): Universidade de São Paulo;1999.
10 Francischone TRCG Reabsorção dentária: determinação de
sua freqüência em pacientes com endocrinopatias [tese]
Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 2002.
11 Furquim LZ Perfil endocrinológico de pacientes ortodônticos
com e sem reabsorções dentárias [tese] Bauru (SP):
Universidade de São Paulo; 2002.
12 Gies WJ Studies of internal secretions in their relation to the
development and condition of the teeth J Nat Dent Assoc
1918;5:527-31
13 Harris EF, Kineret SE, Tolley EA A heritable component
for external apical root resorption in patients treated
orthodontically Am J Orthod Dentofacial Orthop 1997
15 Hill PA, Orth M Bone remodelling Br J Orthod 1998 May; 25(2):101-7.
16 Krall EA, Dawson-Hughes B, Hannan MT, Wilson PW, Kiel DP Postmenopausal estrogen replacement and tooth retention
19 Levander E, Malmgren O, Eliasson S Evaluation of root resorption in relation to two orthodontic treatment regimes A clinical experimental study Eur J Orthod 1994 Jun;16(3):223-8.
20 Levander E, Malmgren O, Stenback K Apical root resorption during orthodontic treatment of patients with multiple aplasia: a study of maxillary incisors Eur J Orthod 1998 Aug;20(4):427-34.
21 Lindskog S, Blomlöf L, Hammarström L Comparative effects
of parathyroid hormone on osteoblasts and cementoblasts
J Clin Periodontol 1987 Aug;14(7):386-9.
22 Manolagas SC Birth and death of bone cells: basic regulatory mechanisms and implications for the pathogenesis and treatment of osteoporosis Endocr Rev 2000 Apr;21(2):115-37.
23 Miller SC Hormonal regulation of osteogenesis In:
Davidovitch Z, editor Biological mechanisms of tooth eruption and root resorption Colombus: Ohio State University; 1988 cap 8, p 71-9.
Trang 18de resultados clínicos que obtém com essa técnica, aliando qualidade e estética em suas abordagens Embora sua opção a priori fosse a de ser clínico, o seu brilhantismo profissional abriu-lhe as portas da carreira acadêmica, sendo convidado a ministrar aulas e cursos de Ortodontia Lingual na Universidade Paris V, Universidade de New York, Universidade de Ferrara, Universidade de Coimbra, dentre outras Por preocupar-se em ensinar com maestria e fortalecer essa técnica, razão de seu árduo trabalho, fundou a Sociedade Francesa de Ortodontia Lingual, e auxiliou
no processo de fundação de sociedades como essa ao redor do mundo, inclusive da ABOL (Associação Brasileira
de Ortodontia Lingual) e da WSLO (Sociedade Mundial de Ortodontia Lingual) Atualmente ministra cursos em diversos países ao redor do mundo, mostrando todo o processo de evolução pelo qual passa a Ortodontia Lingual
e disseminando as possibilidades clínicas obtidas de maneira cada vez mais previsível e consistente
Recentemente esteve mais uma vez no Brasil a convite da ABOL para um curso de apresentação de seu novo sistema de set-up virtual e transferência de braquetes, onde teve a oportunidade de responder a várias perguntas, formuladas por ortodontistas brasileiros que praticam a técnica lingual, e que, abaixo, compartilhamos com vocês Bom proveito
Luiz Fernando Eto
Trang 19Fillion D
- com a Ortodontia Lingual é possível tratar
com sucesso todos os tipos de más oclusões;
- o tempo de tratamento é sempre menor com
Ortodontia Lingual;
- o resultado é sempre melhor;
- o Invisalign é um sistema em que não há
controle mecânico por parte do ortodontista
17) Qualquer especialista é capaz de praticar
Ortodontia Lingual? Andréia Cotrim
Sim, mas um bom treinamento é absolutamente
necessário Apenas fazer um curso não é o suficiente
18) Quanto ao ensino de Ortodontia Lingual:
o senhor acha melhor que seja passado nos
cursos de especialização, como uma
discipli-na, ou ministrando-se cursos específicos para
especialistas? Aqui no Brasil existem cursos
para especialistas Alexander Macedo
No momento, acho melhor haver cursos para
especialistas Essa técnica é tão diferente da
outra que é melhor aprender quando já somos
especialistas e temos alguma experiência com a
Ortodontia clássica
19) Qual conselho daria para os ortodontistas
brasileiros que querem tratar seus pacientes
com Ortodontia Lingual? Marcos Prieto
Meu primeiro aviso é que comecem com casos
simples para se familiarizar com a colagem indireta,
colocação dos arcos, ligaduras Casos de extração
devem ser tratados mais tarde E o segundo aviso
é aprender o suficiente para ter um bom controle
da técnica A Ortodontia Lingual é diferente da
vestibular, então os ortodontistas devem saber
perfeitamente todas as características e diferenças
Há muitos cursos de Ortodontia Lingual,
po-rém eles são bons se demonstram casos clínicos,
porque somente a teoria não é suficiente Antes de
decidir limitar minha prática à Ortodontia Lingual,
eu tinha feito, na década de 80, sete vezes o
mes-mo curso — dado pelos pioneiros Kurz, Gorman
e Smith A cada vez eu aprendia mais
20) Qual é o futuro da Ortodontia Lingual?
Alexandre Moro
A demanda dos pacientes adultos está cendo, assim como o número de ortodontistas As novas tecnologias estão melhorando e simplifican-
cres-do a Ortocres-dontia Lingual, então, logicamente, essa técnica deve ser mais requisitada nos próximos cinco anos, especialmente se a tecnologia ajudar
a reduzir o tempo de cadeira e o custo total13 A economia é um fator a ser considerado
1 Fillion D Precision in the lingual bracket technic Rev Orthop Dento Faciale 1986;20(3):401-13
2 Fillion D Lingual orthodontics: a system for positioning the appliances in the laboratory Orthod Fr 1989;60(2):695-704
3 Fillion D Lingual orthodontics and miniplates Esthetics and comfort in surgical orthodontic treatment Inf Dent 1990 May 17;72(20):1757-67
4 Fillion D Lingual orthodontics: clinical reflections Rev Orthop Dento Faciale 1990;24(4):475-98
5 Fillion D The viewpoint of the French Lingual Orthodontics Society Orthod Fr 1992;63 Pt 2:562
6 Fillion D Improving patient comfort with lingual brackets
J Clin Orthod 1997 Oct;31(10):689-94
7 Fillion D The correction of open-bite in adults using lingual orthodontics Orthod Fr 1997;68(1):307-10
8 Fillion D Clinical advantages of the Orapix-straight wire lingual technique Int Orthod 2010 Jun;8(2):125-51
9 Fillion D, Leclerc JF Invisible orthodontics: lingual orthodontics Rev Odontostomatol 1989 Mar-Apr;18(2):133-52.
10 Fillion D, Leclerc JF Lingual orthodontics: why is it progressing? Orthod Fr 1991;62(3):793-801
11 Hohoff A, Fillion D, Stamm T, Goder G, Sauerland C, Ehmer
U Oral comfort, function and hygiene in patients with lingual brackets: a prospective longitudinal study J Orofac Orthop 2003 Sep;64(5):359-71
12 Hohoff A, Seifert E, Fillion D, Stamm T, Heinecke A, Ehmer
U Speech performance in lingual orthodontic patients measured by sonagraphy and auditive analysis Am J Orthod Dentofacial Orthop 2003 Feb;123(2):146-52.
13 Hohoff A, Wiechmann D, Fillion D, Stamm T, Lippold C, Ehmer U Evaluation of the parameters underlying the decision by adult patients to opt for lingual therapy:
an international comparison J Orofac Orthop 2003 Mar;64(2):135-44.
14 Scuzzo G, Takemoto K, Takemoto Y, Takemoto A, Lombardo
L A new lingual straight wire technique J Clin Orthod 2010 Feb;44(2):114-23.
ReFeRêNCIAS
Trang 20Carla Maria Melleiro Gimenez
- mestre e Doutora em ortodontia pela Unesp
(araçatuba), membro efetivo da associação Brasileira
de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em
araraquara (sP)/foa-Unesp.
Luiz Fernando eto (Coordenador)
- mestre em ortodontia pela PUC-minas, membro ativo da
World society of lingual orthodontics (Wslo), membro
efetivo da associação Brasileira de ortodontia lingual
(aBol), clínica de ortodontia em Belo Horizonte (mg)
Marcelo Marigo
- mestre e Doutor em ortodontia pela Unicamp (Piracicaba),
membro ativo da World society of lingual orthodontics
(Wslo), membro efetivo da associação Brasileira de
ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em
governador valadares (mg).
Valter Ossamu Arima
- especialista em ortodontia pela Unesp (são José dos
Campos), membro ativo da World society of lingual
orthodontics (Wslo), membro efetivo da associação
Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de
ortodontia em Curitiba (Pr).
Marcos Gabriel Prieto
- mestre em ortodontia pela Universidade de marília,
membro ativo da World society of lingual orthodontics
(Wslo), membro efetivo da associação Brasileira de
ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em
Campo grande (ms).
Graça Guimarães
- especialista em ortodontia pela Unesp (araraquara), membro efetivo da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).
Andréia Cotrim Ferrreira
- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro efetivo
da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).
Alexander Macedo
- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro contribuinte da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo (sP).
Alexandre Moro
- mestre e Doutor em ortodontia pela UsP (Bauru), membro contribuinte da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em Curitiba (Pr).
Rita Baratela Thurler
- mestre em ortodontia pela Unicid (sP), membro efetivo
da associação Brasileira de ortodontia lingual (aBol), clínica de ortodontia em são Paulo.
endereço para correspondência
Didier fillion e-mail: smile@drfillion.com luiz fernand eto e-mail: ortoeto@globo.com
Trang 21a r t i g o o n l i n E *
* acesse www.dentalpress.com.br/revistas para ler o artigo na íntegra.
estudo comparativo de complicações durante
o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e
com splint inferior de acrílico removível
alexandre moro**, guilherme Janson***, ricardo moresca****,
marcos roberto de freitas*****, José fernando Castanha Henriques******
Objetivo: verificar e comparar os tipos de complicações durante o tratamento com o aparelho
de Herbst com cantiléver (CBJ) e com splint removível inferior Métodos: vinte e um pacientes tratados consecutivamente com o CBJ foram comparados a vinte e um pacientes tratados con-secutivamente com o aparelho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares superiores e com splint de acrílico inferior removível A idade inicial média para o grupo com CBJ foi de 12 anos e 3 meses e, para o grupo com splint, foi de 11 anos e 3 meses Ambos os grupos utilizaram
o aparelho por um período de 12 meses A partir da ficha clínica dos pacientes, foi realizado um levantamento de ocorrências de complicações acontecidas durante o tratamento com os aparelhos
de Herbst Resultados: o número total de ocorrências de complicações foi de 24 para o grupo com
CBJ e de 53 para o grupo com splint O teste de Mann-Whitney (p<0,05) demonstrou diferença significativa entre os dois tipos de tratamento em relação ao total de ocorrências de complicações durante o tratamento A prevalência de pacientes que apresentaram alguma complicação durante
o tratamento foi de 66,67% para os pacientes tratados com CBJ, e de 85,71% para os pacientes tratados com splint Conclusões: o grupo com CBJ apresentou menor número de complicações durante o tratamento com o aparelho de Herbst Em ambos os grupos, nenhum paciente apresen-tou um grande número de complicações individualmente O aparelho CBJ é preferível ao modelo com splint de acrílico inferior removível, devido à economia de tempo clínico e laboratorial
Resumo
Palavras-chave: Aparelho de Herbst Classe II Complicações.
** Doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de Bauru - USP Professor Associado da UFPR - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia Professor Titular da Universidade Positivo - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia
*** Professor Titular e Chefe do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP dor do Curso de Mestrado em Ortodontia
**** Doutor em Ortodontia pela Faculdade de Odontologia de São Paulo - USP Professor Adjunto da UFPR - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia Professor Titular da Universidade Positivo - Graduação e Pós-graduação em Ortodontia.
***** Professor Titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP Coordenador do Curso de Doutorado em Ortodontia.
****** Professor Titular do Departamento de Odontopediatria, Ortodontia e Saúde Coletiva da Faculdade de Odontologia de Bauru - USP.
Trang 22estudo comparativo de complicações durante o uso do aparelho de Herbst com cantiléver e com splint inferior de acrílico removível
Resumo do editor
Recentemente, estudos sobre a frequência de
ocorrência de complicações durante o
tratamen-to com o aparelho de Herbst revelaram que as
intercorrências dependem do tipo de aparelho
utilizado Maior frequência de fraturas foi
ob-servada no aparelho com bandas Por outro lado,
maior ocorrência de descolagens foi contabilizada
nos casos com splint metálico Não se observou
diferença na frequência geral de complicações
entre o aparelho com bandas e o modelo com
splint metálico Até o presente momento,
ne-nhum estudo prévio comparou a frequência de
complicações entre os aparelhos de Herbst com
cantiléver e o modelo com splint inferior
removí-vel de acrílico O objetivo deste estudo foi
com-parar a ocorrência de quebras com os dois tipos
de aparelho de Herbst a fim de auxiliar a decisão
clínica sobre qual constituiria a melhor escolha
O grupo I foi composto por pacientes de ambos
os sexos (15 homens e 6 mulheres), com má
oclu-são de Classe II, e média de idade ao início do
tratamento correspondendo a 12 anos e 3 meses
Esses pacientes foram tratados com o aparelho de
Herbst com cantiléver (CBJ) (Ormco -
Glendo-ra, CA, EUA), constituído por quatro coroas de
aço nos primeiros molares superiores e inferiores
O grupo II consistiu de pacientes de ambos os xos (11 homens e 10 mulheres), com má oclusão
se-de Classe II, e média se-de idase-de ao início do mento correspondendo a 11 anos e 3 meses Os pacientes deste grupo foram tratados com o apa-relho de Herbst com coroas de aço nos primeiros molares superiores e splint de acrílico inferior re-movível Os molares superiores eram conectados com um arco transpalatino O sistema telescópico utilizado nesse aparelho de Herbst foi o da Den-taurum tipo I (Ispringen, Alemanha)
trata-Ao se avaliar a prevalência de complicações, observou-se que em 7 pacientes (33,3%) do grupo CBJ e em 3 (14,29%) do grupo splint não hou-
ve nenhuma complicação O teste de Fisher não demonstrou diferença significativa entre as duas modalidades de aparelhos, para a prevalência de pacientes que demonstraram complicações Por outro lado, ao se avaliar o número total de ocor-rências de complicações durante o tratamento com os aparelhos de Herbst, observaram-se 24 ocorrências de complicações com o CBJ (média
de 1,1 por paciente) e 53 com o splint (média de 2,5 por paciente), com diferença estatisticamente significativa Portanto, confirmou-se a impressão clínica de que o aparelho de Herbst com cantilé-ver demonstra maior resistência a quebras
Questões aos autores
1) Os aparelhos fixos, como o aparelho de
Herbst, independem da cooperação do
pa-ciente no que refere-se à utilização do
apa-relho no entanto, a colaboração do paciente
parece ser importante para a manutenção da
integridade do aparelho Quais as
complica-ções do aparelho de Herbst que devem-se à
falta de colaboração dos pacientes?
O aparelho de Herbst não é indestrutível, e sempre
na sua instalação o paciente deve receber as mesmas
orientações sobre a alimentação que recebe um ciente que vai usar um aparelho fixo convencional
pa-Se o paciente comer alimentos duros ou pegajosos, poderão ocorrer: descolamento da coroa, afrouxa-mento do parafuso, distorção do pistão, fratura da co-roa, quebra do splint inferior, quebra do arco transpa-latino Isso vale tanto para o aparelho de Herbst com cantiléver (CBJ) quanto para o aparelho com splint inferior removível Para o grupo do splint, é difiícil, mas pode acontecer a situação em que o paciente fique sem usar a parte inferior do aparelho, que é re-movível para permitir uma melhor higiene bucal
Trang 23Moro a, Janson G, Moresca R, Freitas MR, Henriques JFC
2) Os autores verificam diferenças nos efeitos
clínicos quando varia-se o desenho do
apare-lho de Herbst?
Em um estudo1 ainda não publicado, que
compa-rou o efeito da correção da Classe II com esses dois
tipos de aparelho de Herbst empregando-se a
aná-lise cefalométrica de sobreposição de Johnston Jr.,
observou-se como diferenças que a alteração da base
apical e o crescimento/deslocamento mandibular
fo-ram maiores no grupo splint (3,9mm e 5,2mm,
res-pectivamente) que no grupo CBJ (3,0mm e 4,0mm,
respectivamente), entretanto, essas diferenças não
foram estatisticamente significativas Uma outra
con-clusão importante foi que não houve diferença no
movimento anterior dos incisivos inferiores O valor
foi de 1,3mm para os dois grupos Esperava-se que o
grupo com splint apresentasse menor protrusão
3) Vislumbram-se alguns avanços técnicos no
futuro próximo para a terapia com o aparelho
de Herbst?
Na atualidade, têm sido empregadas as bandas
Rollo (American Orthodontics, Sheboygan, WI,
EUA) para a fixação do aparelho Elas possuem
a resistência das coroas de aço, entretanto são bem mais fáceis de ser removidas, pois possuem uma abertura na face oclusal Além disso, a tendência atual é a colocação do pivô inferior, no sistema com cantiléver, mais para trás, na região do se-gundo pré-molar inferior, o que torna o aparelho mais estético e machuca menos a bochecha do paciente Quanto ao sistema telescópico, prefe-re-se utilizar, hoje em dia, aparelhos que têm o encaixe no seu próprio desenho, sem a necessida-
de de parafusos para travar o sistema, pois, como vimos, uma das maiores causas de complicações
é o afrouxamento do parafuso Algumas sas têm lançado sistemas telescópicos como uma peça única, onde o tubo (superior) e o pistão (in-ferior) formam um único bloco, sem se separar, como um amortecedor Entretanto, ainda não são clinicamente eficientes, justificando o maior valor cobrado por esses aparelhos Uma forte tendência para o futuro é a tentativa de utilização da ancora-gem esquelética2, principalmente na arcada infe-rior, para a instalação do aparelho, tentando dessa forma maximizar os desejados efeitos esqueléticos
empre-e minimizar os empre-efempre-eitos dempre-entários colatempre-erais
1 Eckert LA Estudo comparativo das alterações dentárias
e esqueléticas decorrentes do tratamento da má-oclusão
de Classe II, 1 com Aparelho de Herbst com Splint de
Acrilíco Inferior Removível e com o Aparelho de Herbst com
Cantilever (Monografia) Curitiba (PR) Universidade Federal
do Paraná; 2005.
2 Barretto-Lopes B, Dominguez GC, Tortamano A, Rossi JL,
Vigorito JW Avaliação in vitro da resistência à flexão de um
protótipo de mini-implante desenvolvido para ancoragem
do aparelho de Herbst Dental Press J Orthod 2010
15(4):38-39.
ReFeRêNCIAS
endereço para correspondência
alexandre moro Cel Dulcídeo, 1558 – Água verde CeP: 80.250-100 - Curitiba / Pr e-mail: alexandremoro@uol.com.br
Trang 24a r t i g o o n l i n E *
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Comparação entre a radiografia de cavum
e a cefalométrica de perfil na avaliação
da nasofaringe e das adenoides por
otorrinolaringologistas
rhita Cristina Cunha almeida**, flavia artese***, felipe de assis ribeiro Carvalho**,
rachel Dias Cunha****, marco antonio de oliveira almeida*****
Introdução: tanto a radiografia cefalométrica de perfil quanto a de cavum permitem a ção do espaço aéreo nasofaríngeo (EAN) Não é rara a solicitação dos otorrinolaringologistas de
avalia-radiografia de cavum, mesmo o paciente possuindo uma cefalométrica Objetivos: objetivou-se
(a) conhecer quais exames os otorrinolaringologistas solicitam para avaliar o EAN; (b) verificar o conhecimento da cefalométrica por otorrinolaringologistas; (c) comparar a avaliação de otorrinola-ringologistas nas duas técnicas radiográficas para a medição e a visualização do EAN e da adenoide; (e) correlacionar os resultados do método de inspeção visual com os da medição de Schulhof
Métodos: foram obtidas, no mesmo dia, radiografias cefalométricas e de cavum de 15 pacientes
respiradores bucais Essas foram cobertas com papel cartão, deixando visível apenas o EAN e noides e foram avaliadas por 12 otorrinolaringologistas Estes respondiam sobre sua familiaridade com a cefalométrica, quais exames solicitam para visualizar EAN e adenoides e se utilizam algum método de medição do grau de obstrução Avaliavam qual das radiografias apresentava a melhor visualização da adenoide e do EAN, e classificavam o tamanho dos mesmos em pequeno, médio
ade-ou grande, através de método visual Resultados: os resultados demonstraram que todos os
otor-rinolaringologistas costumam solicitar a radiografia de cavum Apenas um solicita a cefalométrica, dois estão familiarizados com essa técnica e um utiliza algum método de medição do EAN A ce-falométrica foi preferida por 49,4% dos otorrinolaringologistas, a de cavum por 22,8%, enquanto 27,8% não observaram diferença entre ambas Foi encontrada baixa correlação entre o método de medição visual e o de Schulhof
Resumo
Palavras-chave: Ortodontia Otorrinolaringologia Radiografia de cavum Radiografia cefalométrica.
** Doutorandos em Ortodontia na UERJ.
*** Professora adjunta de Ortodontia da UERJ.
**** Especialista em Otorrinolaringologia.
***** Professor titular de Ortodontia da UERJ.
Trang 25almeida RCC, artese F, Carvalho FaR, Cunha RD, almeida MaO
Questões aos autores
1) Qual das técnicas de avaliação redundaria
em maior número de diagnósticos de
obstru-ção da nasofaringe, a avaliaobstru-ção quantitativa
pelo método citado ou a avaliação visual
utili-zada pelos otorrinolaringologistas?
Não existe diferença no número de diagnósticos
possíveis A diferença entre os métodos é apenas na
consistência do diagnóstico, ou seja: utilizando a
ava-liação quantitativa aumentam as chances de vários
profissionais darem o mesmo diagnóstico para um
caso específico ou de um mesmo profissional
for-necer o mesmo diagnóstico para um caso específico
em diferentes períodos de tempo Já no método de
avaliação visual, as divergências em relação ao
diag-nóstico aumentam
da técnica cefalométrica, já que apenas 2 de 12 trevistados conheciam esse método radiográfico É importante frisar que, quando comparadas as duas técnicas, a maioria dos médicos preferiu a visuali-zação do espaço aéreo nasofaríngeo e adenoide na radiografia cefalométrica (49,4% e 48,9%, respecti-vamente) e aproximadamente um quarto dos otor-rinolaringologistas não viu diferença entre as duas técnicas (27,8% e 27,2%, respectivamente)
en-Este estudo também averiguou se o método
visu-al usado pelos otorrinolaringologistas no diagnóstico
da hipertrofia das adenoides era compatível com os resultados encontrados medindo essas estruturas se-gundo o método de Schullof (1978) Quando com-parada a avaliação visual com o método de medição
de Schulhof, foi verificada uma baixa correlação tre os métodos
en-Resumo do editor
A avaliação radiográfica, além de ser o meio
de diagnóstico mais utilizado na literatura médica
para avaliar a hipertrofia adenoideana, também é o
método mais usado no planejamento do
tratamen-to ortratamen-todôntico do paciente Entretantratamen-to, o médico
normalmente utiliza a radiografia de cavum e o
ortodontista a cefalométrica lateral Ambas são
ra-diografias de norma lateral, porém a cefalométrica
é padronizada, através do uso de um cefalostato,
para estabilizar a cabeça do paciente Na
radiogra-fia de cavum, a ausência do cefalostato durante a
tomada radiográfica permite que o paciente altere
a posição da cabeça, o que requer maior atenção
durante sua realização
O resultado do presente estudo mostrou que os
otorrinolaringologistas têm pouco conhecimento
2) a interdisciplinaridade entre ortodontistas
e otorrinolaringologistas poderia constituir
3) como viabilizar a interdisciplinaridade tre essas áreas?
en-Talvez elaborando cursos interdisciplinares ou através de centros de tratamento do respirador bu-cal que incluíssem a Ortodontia como uma das áreas envolvidas
endereço para correspondência
rhita Cristina Cunha almeida
av das américas, 3434 bl 5 sala 223, Barra da tijuca CeP: 22.640-102 - rio de Janeiro / rJ
email: rhita.almeida@gmail.com
Trang 26a r t i g o o n l i n E *
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Resumo do editor
O ortodontista que atua ou pretende atuar na
área de sono precisa, fundamentalmente,
conhe-cer em profundidade os parâmetros de
diagnós-tico clínico-laboratoriais adotados, as definições
estabelecidas e os limites de sua área de atuação
junto às equipes multidisciplinares que
acompa-nham e tratam distúrbios respiratórios do sono
A Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono
(SAOS) é uma doença de causa multifatorial
e ainda não totalmente esclarecida, decorrente
em parte de alterações anatômicas da via aérea
superior e do esqueleto craniofacial associadas a alterações neuromusculares da faringe É carac-terizada por eventos recorrentes de obstrução
da via aérea superior durante o sono A ção manifesta-se de forma contínua, envolven-
obstru-do um despertar relacionaobstru-do ao esforço piratório aumentado, uma limitação, redução (hipopneia) ou cessação completa (apneia) do fluxo aéreo na presença dos movimentos respi-ratórios Os eventos são frequentemente finali-zados por microdespertares Os sintomas mais comuns são o cansaço ao acordar e sensação
res-Consenso brasileiro de ronco e apneia
do sono – aspectos de interesse aos
ortodontistas
Cauby maia Chaves Junior**, Cibele Dal-fabbro***, veralice meireles sales de Bruin****,
sergio tufik*****, lia rita azeredo Bittencourt******
O objetivo deste artigo é explicitar o posicionamento das sociedades médicas que, nidas, estabeleceram consenso sobre os parâmetros clínico-laboratoriais que envolvem os distúrbios respiratórios do sono, em especial o ronco e a síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) Os ortodontistas, que vêm ocupando gradativamente seu espaço em equipes multidisciplinares que atuam na área do sono humano, pouco conhecem sobre essa unifor-mização coordenada pela Associação Brasileira de Sono Os trabalhos clínicos e as pesquisas científicas oriundos da Odontologia, e em particular da Ortodontia, também devem ob-servar e seguir esses critérios de diagnóstico e tratamento estabelecidos pela comunidade médica brasileira
reu-Resumo
Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva Ronco Polissonografia.
** Professor Associado I - Disciplina de Ortodontia – Depto Clínica Odontológica - Universidade Federal do Ceará (UFC) Pós-Doutorando em Medicina e Biologia do Sono – Depto Psicobiologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).
*** Mestre em Reabilitação Oral (FOB-USP) Doutoranda em Medicina e Biologia do Sono - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.
**** Professora Associada – Faculdade de Medicina - Universidade Federal do Ceará (UFC) Pós-Doutoranda em Medicina e Biologia do Sono – Depto Psicobiologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP-EPM).
***** Professor Titular - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.
****** Professora Adjunto - Livre Docente - Depto Psicobiologia - UNIFESP-EPM.
Trang 27Chaves Junior CM, Dal-Fabbro C, bruin VMS, Tufik S, bittencourt lRa
Questões aos autores
1) a prevalência da saOs é alta no Brasil?
Quais os fatores envolvidos na etiologia
des-se distúrbio?
Muito embora estudos epidemiológicos em
outros países tenham mostrado que a
prevalên-cia da SAOS (Síndrome da Apneia Obstrutiva
do Sono) em adultos pode variar de 2 a 10%,
um estudo recentemente publicado pela equipe
de Medicina e Biologia do Sono da Unifesp
(De-partamento de Psicobiologia) encontrou números
alarmantes Segundo esse estudo, a prevalência da
SAOS foi de 32,9% da população adulta da
cida-de cida-de São Paulo, sendo cida-de 40,6% para os homens
e 26,1% para as mulheres Devemos ressaltar a
grande importância desse estudo, realizado com
amostra populacional obtida de forma aleatória,
no qual todos os voluntários foram submetidos a
questionários e polissonografia de noite inteira em
laboratório de sono (padrão ouro para diagnóstico
dessa síndrome) Notadamente, como esperado,
essa prevalência foi maior nos grupos de maior
idade e IMC (índice de massa corporal), ou seja,
quanto maior a idade e o peso, maior a chance
do indivíduo apresentar SAOS Por outro lado,
se-gundo esse estudo, 60% da população adulta da
noturna, refluxo gastroesofágico, prejuízo na cognição da qualidade de vida e insônia
O cirurgião-dentista pode solicitar avaliação polissonográfica quando julgá-la necessária, sen-
do o diagnóstico definitivo dos distúrbios do sono, sua gravidade e avaliação das comorbidades atri-buições do médico, com base nos achados polis-sonográficos O ortodontista é muito importante
na identificação de sítios obstrutivos faríngeos, na avaliação e tratamento ortopédico e/ou cirúrgico das desarmonias maxilomandibulares, bem como
na terapia da SAOS com aparelhos intrabucais
de sono não reparador (independentemente da
duração do sono), sonolência excessiva durante
o dia e piora na qualidade de vida Os fatores
predisponentes são: obesidade, principalmente
central; sexo masculino; anormalidades
cranio-faciais, como hipoplasia maxilomandibular;
au-mento do tecido mole e do tecido linfoide da
faringe; obstrução nasal; anormalidades
endócri-nas, como hipotireoidismo; acromegalia; e
his-tória familiar Os fatores associados são:
hiper-tensão arterial sistêmica, hiperhiper-tensão pulmonar,
arritmias cardíacas relacionadas ao sono, angina
cidade de São Paulo possuem IMC acima de 25 Kg/m2 e 22% dessa população já são considera-dos obesos, com IMC maior que 30 Kg/m2 Por essa razão, esses dados não devem ser extrapolados para a população brasileira
A fisiopatologia da SAOS não está mente elucidada, já que o estreitamento da via aérea superior durante o sono e o consequente colapso têm causas multifatoriais Há fatores anatômicos, funcionais e neuromusculares en-volvidos As dimensões e as relações espaciais da via aérea superior são determinadas pelo tecido mole, musculatura e pelo esqueleto craniofacial, afetando diretamente a configuração e a dimen-são da faringe Dentre os fatores anatômicos que podem estar diretamente relacionados à obstru-ção estão: a presença de tecido gorduroso na fa-ringe, a hipertrofia amidaliana ou adenoideana, o aumento do volume da língua ou macroglossia, e fatores relacionados ao desenvolvimento e cresci-mento craniofaciais, como retrognatia mandibu-lar e/ou maxilar, micrognatia e estreitamento das arcadas dentárias
completa-Se a obesidade é um dos principais fatores de risco para a SAOS, em pacientes não obesos, as alterações no crescimento do terço inferior da face parecem constituir o fator dominante no
Trang 28Consenso brasileiro de ronco e apneia do sono – aspectos de interesse aos ortodontistas
endereço para correspondência
Cauby maia Chaves Junior rua leonardo mota - 460 - apto 1002 CeP: 60.170-040 - fortaleza / Ce e-mail: cmcjr@uol.com.br
desenvolvimento dessa síndrome Fatores
funcio-nais, como o aumento da complacência da via
aé-rea superior, têm sido estudados, assim como os
fatores neuromusculares Quanto a esses últimos,
pouco se sabe até o presente momento Sabemos
que durante o sono há uma redução do comando
ventilatório com redução da atividade dos
mús-culos dilatadores da faringe Na SAOS, durante a
vigília ocorre um mecanismo compensatório aos
eventos obstrutivos noturnos, com um aumento
da atividade dos músculos faríngeos Durante o
sono o inverso é observado, sendo que a
dimi-nuição do tônus desses músculos pode levar ao
colapso da via aérea superior No entanto, esses
fatores ainda estão em estudo O colapso pode
ocorrer na porção retropalatal, retrolingual ou
ambas, sendo um processo dinâmico entre
alte-rações anatômicas e atividade neuromuscular de
toda a faringe Esses conceitos são fundamentais
para a indicação e seleção do tratamento mais
adequado Acredita-se que o estreitamento e a
colapsabilidade da via aérea superior durante o
sono envolvem vários fatores, e não somente uma
via previamente estreita e pequena, facilmente
perceptível ao exame físico
2) O papel do ortodontista diante dos
distúr-bios do sono está bem delineado?
A Odontologia vem ganhando espaço na
Me-dicina do Sono nos últimos anos graças ao
tra-balho desempenhado por profissionais que têm
procurado trabalhar de forma multidisciplinar,
estando ligados direta ou indiretamente a
equi-pes que atuam em Medicina do Sono O presente
artigo publicado nesta edição esclarece bastante
o aspecto do papel do cirurgião-dentista, e em
particular do ortodontista, no diagnóstico e
tra-tamento desses distúrbios respiratórios do sono
3) O futuro promete evoluções na terapia
para apneia do sono?
A pesquisa na área de Medicina do Sono, em
relação ao tratamento da SAOS, tem procurado
evoluções no sentido de buscar novos tratamentos,
de aperfeiçoar os métodos existentes e no intuito
de procurar demonstrar não somente a melhora
do quadro clínico, mas a normalização das suas consequências cardiovasculares e cognitivas a que esses indivíduos estão expostos
Ao lado das modalidades de tratamento
clíni-co já aceitas, CPAP e AIO, existem as novas dagens terapêuticas, as quais têm sido estudadas, muitas delas no sentido de complementar um tratamento que não esteja sendo totalmente efe-tivo Aqui podemos incluir o tratamento fonoau-diológico, que através de exercícios procura me-lhorar o tônus da musculatura da faringe O mes-
abor-mo vale para a Acupuntura, que também pode auxiliar na melhora do distúrbio respiratório do sono Por outro lado, as modalidades cirúrgicas, principalmente na forma da cirurgia ortognática, têm sido mais estudadas, com o objetivo de real-mente demonstrar a melhora esperada, através de pesquisas bem delineadas
Por outro lado, as pesquisas têm demonstrado
o resultado do tratamento clínico, seja esse com AIO ou com CPAP, na melhora da cognição, quali-dade de vida e parâmetros cardiovasculares Quan-
to à parte cardiovascular, podemos citar estudos avaliando o efeito desses tratamentos na pressão arterial sistêmica, na variabilidade da frequência cardíaca e no estresse oxidativo
O certo é que o tratamento clínico da SAOS (AIO e CPAP) apresenta consistência na literatu-
ra, enquanto os outros tratamentos ainda tam poucos estudos
Trang 29apresen-a r t i g o i n é d i t o
avaliação do efeito de tratamentos
superficiais sobre a força de adesão de
braquetes em provisórios de resina acrắlica
Deise lima Cunha masioli*, marco antonio de oliveira almeida**,
marco antonio masioli***, José roberto moraes de almeida****
Objetivo: avaliar a influência do tratamento de superfắcie de resinas acrắlicas na resistência ao cisalhamento de braquetes colados com resina composta Métodos: foram confeccionados 140
discos de resina acrắlica autopolimerizável (Duralayợ), divididos aleatoriamente em 14 grupos (n=10) Em cada grupo, os corpos de prova receberam um tipo diferente de tratamento de su-perfắcie: grupo 1 = sem tratamento de superfắcie (controle); grupo 2 = silano; grupo 3 = jato de óxido de alumắnio (JOA); grupo 4 = JOA + silano; grupo 5 = broca diamantada; grupo 6 = broca diamantada+ silano; grupo 7 = ácido fluorắdrico; grupo 8 = ácido fluorắdrico + silano; grupo 9 = ácido fosfórico; grupo 10 = ácido fosfórico + silano; grupo 11 = monômero de metilmetacrilato (MMA); grupo 12 = MMA + silano; grupo 13 = Plastic conditioner (Relianceợ); grupo 14 = Plastic conditioner (Relianceợ) + silano Após o preparo de superfắcie, os corpos de prova foram analizados através da rugosimetria Posteriormente, foram colados braquetes (Morelliợ) de inci-sivo central Ềstandard edgewiseỂ com resina fotopolimerizável Transbond XTợ, de acordo com
as instruções do fabricante Resultados: o agente umectante à base de silano não teve um efeito
estatisticamente significativo sobre os valores de força de adesão; os tratamentos com JOA e broca produziram maiores mudanças topográficas na superfắcie da resina acrắlica, bem como os maiores valores de rugosidade; observou-se uma correlação não linear entre a força de adesão e
a rugosidade de superfắcie; tratamentos com monômero e JOA resultaram nas maiores forças de
adesão Conclusões: o silano não foi capaz de aumentar a força de adesão entre braquete e resina
acrắlica Sugere-se mais estudos sobre este tema, pois a força de adesão obtida foi muito baixa
Resumo
Palavras-chave: Ortodontia Resina acrắlica Resina composta Braquete.
* Mestre em Ortodontia e Ortopedia Facial Ố UERJ Professor de Ortodontia - ESFA.
** Professor titular de Ortodontia - UERJ
*** Professor titular de Dentắstica - UFFES.
**** Doutor em Ciência dos Materiais e Metalurgia - PUC-Rio Mestre em Ciência dos Materiais e Engenheiro Metalúrgico - PUC-Rio
INTRODUđấO
Com o aumento crescente do número de
pacientes adultos que procuram tratamento
or-todôntico, alguns procedimentos adotados no
consultório tiveram que sofrer modificações
para atender esse novo perfil de pacientes Essa mudança de faixa etária fez com que a Ortodon-tia, muitas vezes, deixasse de ser uma ativida-
de fim, para tornar-se uma atividade meio Isto
é, o tratamento passou a ser multidisciplinar,
Trang 30Masioli DlC, almeida MaO, Masioli Ma, almeida JRM
assessment of the effect of different surface treatments on the bond strength
of brackets bonded to acrylic resin
Abstract
Objective: To evaluate the influence of the surface treatment of acrylic resins on the shear bond strength of brackets
bond-ed with composite resin Methods: Were fabricatbond-ed 140 discs with autopolymerizing acrylic resin (Duralay™) and dividbond-ed
into 14 groups (n = 10) In each group, the specimens received a different type of surface treatment Group 1= untreated surface (control), group 2= silane, group 3= aluminum oxide blasting (AOB), group 4= AOB + silane, group 5= diamond bur, group 6= diamond bur + silane, group 7= hydrofluoric acid, group 8= hydrofluoric acid + silane, group 9= phosphoric acid, group 10= phosphoric acid + silane, group 11= methylmethacrylate monomer (MMA), group 12= MMA + silane, group 13= plastic conditioner (Reliance®); group 14= plastic conditioner (Reliance™) + silane After surface treatment the specimens were analyzed using a surface roughness tester Subsequently, standard edgewise central incisor brackets (Morelli™) were bonded using Transbond XT™ light-cure adhesive system, according to the manufacturer’s instructions
Results: The silane-based wetting agent had no statistically significant effect on bond strength values Treatments with
AOB and bur generated the highest topographical changes on the surface of acrylic resin as well as the highest roughness values A nonlinear correlation was found between bond strength and surface roughness Monomer + AOB treatment
yielded the highest bond strength values Conclusions: Silane failed to increase the bond strength between brackets and
acrylic resin We encourage further studies on this subject since the bond strength achieved in our study was extremely low.
Keywords: Orthodontics Acrylic resin Composite resin Brackets.
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endereço para correspondência
Deise lima Cunha masioli
av nossa senhora dos navegantes 635/802 CeP: 29.050-335 - enseada do suá - vitória / es e-mail: deise@masioliodontologia.com.br
Enviado em: abril de 2088 Revisado e aceito: dezembro de 2009
para aumentar a rugosidade da superfície e,
con-sequentemente, aumentaram a força de adesão O
condicionador plástico parece gerar uma camada de
recobrimento sobre a superfície que impede o lhor contato entre a resina acrílica e o braquete, en-fraquecendo a adesão entre ambos
Trang 31me-a r t i g o i n é d i t o
efeito da amarração em ortodontia, com
ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável,
na saúde periodontal
Clotilde freitas rodrigues*, lắgia de araújo ramos sales**, robert Willer farinazzo vitral***,
marcelo reis fraga****, Cátia Cardoso abdo Quintão*****
Objetivo: o presente estudo avaliou clinicamente as condições periodontais de um grupo teste
e um grupo controle utilizando-se os seguintes três sistemas de indexação periodontal: ắndice
de biofilme, ắndice de sangramento e profundidade de sondagem Métodos: o grupo teste foi
composto por 20 indivắduos com média etária de 13,5 anos, submetido ao tratamento dôntico fixo, que recebeu duas formas de ligaduras: a elastomérica e a de aço inoxidável Os resultados foram comparados entre si e com um grupo controle, sem tratamento ortodôntico, composto de 15 indivắduos com média etária de 15,3 anos As mensurações foram realizadas previamente ao tratamento ortodôntico (T1) e seis meses após a colocação do aparelho orto-dôntico fixo (T2); e, no grupo controle, após seis meses da mensuração inicial (T2) Ambos os grupos foram orientados quanto à higiene bucal, segundo a técnica de Bass, antes do inắcio do
orto-tratamento Resultados e Conclusões: os resultados das análises das faces dentárias
demonstra-ram um aumento estatisticamente significativo nos ắndices de biofilme (P=0,000), sangdemonstra-ramento gengival (P=0,000) e profundidade de sondagem (P=0,000), quando T1 e T2 e os grupos foram comparados; entretanto, não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas entre
as ligaduras elastoméricas e de aço inoxidável na avaliação desses ắndices periodontais
Resumo
Palavras-chave: Aparelhos ortodônticos Doenças periodontais Biofilmes.
* Especialista em Ortodontia pela UFJF.
** Especialista em Periodontia pela UFJF.
*** Doutor em Ortodontia pela UFRJ Coordenador e Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF Professor Associado do Departamento
de Odontologia Social e Infantil da UFJF.
**** Mestre em Ortodontia pela PUC/MG Professor do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF.
***** Doutora em Ortodontia pela UFRJ Professora Adjunta da Faculdade de Odontologia da UERJ Professora do Curso de Especialização em Ortodontia da UFJF.
INTRODUđấO e ReVISấO De LITeRATURA
A inter-relação Ortodontia-Periodontia vem
sendo objeto de estudo ao longo dos anos, seja
na abordagem do uso dos acessórios ortodônticos
como retentores de biofilme e obstáculos para
correta higiene bucal2,3,4,5,9,10,11,13,14,16,20,22,23,26,28,29,
seja na abordagem do posicionamento dentário
como forma de reter biofilme, proteger a papila gengival ou permitir correta transmissão de forças
ao periodonto7,12,15,25,27.Estudos sobre as alterações periodontais frente
ao tratamento ortodôntico têm mostrado dos diversos Na literatura verifica-se uma associa-ção entre o aparelho ortodôntico e a inflamação