Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 11-12 /2010
Trang 1Volume 15, Number 6, November / December 2010
Trang 2ISSN 2176-9451 Dental Press J Orthod 2010 Nov-Dec;15(6):1-164
Trang 3(Odontologia baseada em evidências)
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Trang 4O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN
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Trang 5Dental Press International
14 O que há de novo na Odontologia / What’s new in Dentistry
18 Insight Ortodôntico / Orthodontic Insight
25 Entrevista com Leopoldino Capelozza Filho / Interview
Su m á r i o
Artigos Online / Online Articles
uma revisão sistemática
Orthodontics as risk factor for temporomandibular disorders: a systematic review
Eduardo Machado, Patricia Machado, Paulo Afonso Cunali, Renésio Armindo Grehs
atuação do ortodontista
Evaluation of level of satisfaction in orthodontic patients considering professional performance
Claudia Beleski Carneiro, Ricardo Moresca, Nicolau Eros Petrelli
Bone density assessment for mini-implants position
Marlon Sampaio Borges, José Nelson Mucha
Artigos Inéditos / Original Articles
Quality of life instruments and their role in orthodontics
Daniela Feu, Cátia Cardoso Abdo Quintão, José Augusto Mendes Miguel
rinomanometria anterior ativa: descrição da técnica e relato de caso
Evaluation of the effect of rapid maxillary expansion on the respiratory pattern using active anterior rhinomanometry: Case report and description of the technique
Edmilsson Pedro Jorge, Luiz Gonzaga Gandini Júnior, Ary dos Santos-Pinto, Odilon Guariza Filho, Anibal Benedito Batista Arrais Torres de Castro
sob tratamento ortodôntico
Non-neoplastic proliferative gingival processes in patients undergoing orthodontic treatment
Irineu Gregnanin Pedron, Estevam Rubens Utumi, Ângelo Rafael Calábria Tancredi, Flávio Eduardo Guillin Perez, Gilberto Marcucci
Ilustração capa: Andrés Sebastián
4
1 1
12
Estudos longitudinais prospectivos não randomizados
Delineamento dos Estudos
Revisões sistemáticas Estudo clínico randomizado Meta-análise
tabela 4 - Resultado do teste aplicado na comparação dos grupos em relação
ao tratamento ortodôntico.
QUeStÕeS ReSUltaDO DO teSte ValOR tabelaDO
Custo do tratamento 4,631 p>0,5
ambiente do consultório 1,795 p>0,5
Como você se sente durante as consultas 31,750 p<0,005
Quantos pacientes são atendidos 9,343 p<0,05
Quem faz o atendimento clínico 2,583 p>0,1
Trang 688 Características oclusais de pacientes com Classe II, divisão 1, tratados sem e com extrações de dois pré-molares superiores
Occlusal characteristics of Class II division 1 patients treated with and without extraction of two upper premolars
João Tadeu Amin Graciano, Guilherme Janson, Marcos Roberto de Freitas, José Fernando Castanha Henriques
The expression of TGFβ1 mRNA in the early stage of the midpalatal suture cartilage expansion
Emilia Teruko Kobayashi, Yasuaki Shibata, Vanessa Cristina Veltrini, Rosely Suguino, Fabricio Monteiro de Castro Machado, Maria Gisette Arias Provenzano,
Tatiane Ferronato, Yuzo Kato
dentofacial – um estudo cefalométrico
The influence of bilateral lower first permanent molar loss on dentofacial morfology – a cephalometric study
David Normando, Cristina Cavacami
computadorizada Cone-Beam
Analysis of rapid maxillary expansion using Cone-Beam Computed Tomography
Gerson Luiz Ulema Ribeiro, Arno Locks, Juliana Pereira, Maurício Brunetto
An overview of the prevalence of malocclusion in 6 to 10-year-old children in Brazil
Marcos Alan Vieira Bittencourt, André Wilson Machado
programa Dolphin Imaging em telerradiografias laterais
Comparative study between manual and digital cephalometric tracing using Dolphin Imaging software with lateral radiographs
Mariane Bastos Paixão, Márcio Costa Sobral, Carlos Jorge Vogel, Telma Martins de Araujo
131 Caso Clínico BBO / BBO Case Report
Má oclusão Classe III de Angle, subdivisão direita, tratada sem exodontias e com controle de crescimento
Angle Class III malocclusion, subdivision right, treated without extractions and with growth control
Sérgio Henrique Casarim Fernandes
143 Tópico Especial / Special Article
Extração de incisivo inferior: uma opção de tratamento ortodôntico
Lower incisor extraction: An orthodontic treatment option
Mírian Aiko Nakane Matsumoto, Fábio Lourenço Romano, José Tarcísio Lima Ferreira, Silvia Tanaka, Elizabeth Norie Morizono
162 Normas para publicação / Information for authors
tabela 3 - Resultados do teste t de Student da comparação entre o
Grupo 1 e o Grupo 2 para as medidas obtidas nos modelos de estudo.
( * ) diferença estatisticamente significativa (p<0,05).
Trang 7Os impactos da Ortodontia na sociedade
Ed i t o r i a l
Quais os impactos da Ortodontia na sociedade? Essa
pergunta é frequentemente apontada para
especiali-dades que têm como parte do seu alvo a estética Nós,
ortodontistas, sabemos — até intuitivamente — que o
tratamento ortodôntico transgride os limites da beleza, e
muitos pacientes compreendem claramente a relevância
e a abrangência das correções porque gozam de seus
benefícios a cada dia de suas vidas
Os pacientes fissurados encontram-se entre essas
pessoas E é curioso notar que o Brasil contribuiu muito
para o desenvolvimento das técnicas e conceitos
utiliza-dos no tratamento dessa patologia, pois um utiliza-dos maiores
e mais respeitados centros do mundo para tratamento
de fissurados é o Centrinho de Bauru (HRAC-USP)
Lá, na década de 1970, um grupo de pesquisadores foi
forçado a expandir os conhecimentos ortodônticos em
busca de soluções para as pessoas que os procuravam
com graves comprometimentos faciais estéticos e
fun-cionais Talvez como fruto dessa pressão de seleção, num
clássico caso de darwinismo profissional, surgiram vários
grandes profissionais Destaco um deles, até porque é o
entrevistado desse número, o Dr Leopoldino ("Dino")
Capelozza Filho Ele foi forjado em um ambiente que
lhe deu “condições inexoráveis para ter espírito crítico
e confiança para ignorar dogmas e quebrar conceitos”,
virtudes que marcaram sua vida profissional clínica e
como professor E foi essa última atuação, como mestre,
o seu maior legado Ele pertence ao pequeno grupo
de professores que fizeram a transição da Ortodontia
brasileira de uma mera repetidora de conhecimentos
para uma posição de liderança mundial Isso sempre
reconhecendo o paciente como "objetivo principal”.
Eu me referi à nossa intuição para compreender
os benefícios que a Ortodontia traz para a população,
que podem ser aferidos com obviedade em pacientes
fissurados Entretanto, a leitura do artigo de Feu e
colaboradores, sobre indicadores de qualidade de vida
e sua importância na Ortodontia, adensa essa
compre-ensão Ao descrever e exemplificar vários indicadores
de qualidade de vida relacionados à Odontologia, os autores conseguiram concentrar, de forma excelente, o conhecimento sobre os diferentes impactos que nossa especialidade tem sobre a vida das pessoas E são muitas
as que necessitam de tratamento ortodôntico Para se ter uma ideia disso, basta ler o artigo de Bittencourt e Machado, os quais avaliaram 4.776 crianças brasileiras durante a campanha “Prevenir é melhor que tratar”, conduzida, em 18 estados brasileiros, pela Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial.
Por fim, a abrangência da Ortodontia pode ser vada de forma simples e direta no gráfico gerado com
obser-as palavrobser-as contidobser-as nesse número do jornal (Fig 1) O tamanho de cada palavra representa a frequência de sua aparição nos artigos É incrível notar a quantidade
de desdobramentos que o Tratamento realizado pela Ortodontia tem nos Pacientes
Boa leitura.
Jorge Faber Editor-chefe faber@dentalpress.com.br
FIGURa 1 - Gráfico onde o tamanho de cada palavra representa a frequência
de sua aparição nos artigos desse número do jornal É incrível notar a tidade de desdobramentos que o tratamento realizado pela Ortodontia tem nos Pacientes
Trang 12quan-IV International Meeting of The Peruvian Society of Orthodontics
Data: 17 a 19 de março de 2011 Local: JW Marriott Hotel Lima; Malecon de la Reserva 615, Miraflores, Peru Informações: www.ortodoncia.org.pe
ivcongreso-sp-orto@hotmail.com fernandoser@speedy.com.pe
Mega Curso de em São Paulo Ortodontia em Adultos
Data: 30 e 31 de março de 2011 Local: Hotel Quality Suítes - Congonhas / SP Informações: www.megacurso.tumblr.com
Curso Mini-implantes 2011 - Hands on
Data: 25 e 26 de março de 2011 Local: Rio de Janeiro - Flamengo Informações: (21) 3325-5621
www.marassiortodontia.com.br
Ca l e n d á r i o d e ev e n t o s
Ca r t a a o ed i t o r
Prezado editor,
Houve uma falha de comunicação durante a
redação do artigo intitulado Termo do 1º
Con-senso em Disfunção Temporomandibular e Dor
Orofacial, publicado na edição 2010
May-Ju-ne;15(3):114-20: equivocadamente, foi incluído
o nome do Dr José Tadeu Tesseroli de Siqueira
como endossador Assim, nós autores queremos esclarecer que o referido doutor não foi um dos endossadores do trabalho.
Atenciosamente, Simone Vieira Carrara,
Pau-lo César Rodrigues Conti e Juliana Stuginski Barbosa.
POWER2Reason - Evidence Based Seminars
Data: 18 e 19 de março de 2011 Local: São Paulo - Hotel Blue Tree Premium Informações: ksmolje@americanortho.com
(11) 6976-8533 0800-711.60.10
Curso de Capacitação Biomecânica Interativa Auto Ligante
Data: 1 e 2 de abril de 2011 Local: São José dos Campos / SP Informações: (12) 3923-2626
celestino@nyu.edu
VI Jornada de Medicina Dentária UCP-Viseu
Data: 19 a 21 de maio de 2011 Local: Universidade Católica Portuguesa (Viseu/Portugal) Informações: www.vijornadasmd.pt.vu
vijornadasmducp@gmail.com
Trang 13SPO 2010
Lançamento
O “Ser” Professor
Ac o n t e c i m e n t o s
Na cidade de São Paulo, no Palácio das Convenções do Anhembi, foi realizado o 17º Congresso
da SPO, com o tema “Ortodontia Contemporânea: Tecnologia e Bem-estar”, com a presença dos principais nomes da Ortodontia nacional e internacional
Para celebrar o lançamento da 5ª edição do
livro “O ‘Ser’ Professor – Arte e Ciência no
En-sinar e Aprender”, o professor Alberto
Conso-laro, com o apoio da Editora Dental Press,
re-cebeu amigos, alunos, professores e autoridades
para uma noite de autógrafos em Bauru/SP
Professor Alberto Consolaro, Professora Maria Arminda do Nascimento ruda, Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, e José Jobson
Ar-de AndraAr-de Arruda, Pró-Reitor Ar-de Pesquisa e Pós-Graduação da USC
Alberto Consolaro e Jorge Faber
Laurindo Furquim, Vanda Domingos, Nerio
Pan-taleoni, Vera T C Terra e Ertty Silva Alisson Hernandes, Amanda Oliveira, Renata Romero, Maria Cláudia, Márcio Almeida e
Ma-nuela Morisco
Laura, Carlos e Marise Cabrera com Hugo José
Trevisi Fabrizio Panti, Alessandro Rampello, Vanda, Leo-poldino Capelozza e Enrico Massarotti Renato Almeida e David Normando.
Trang 14Movimentação dentária mais rápida, melhor
e indolor: será possível?
As tentativas de correção de dentes apinhados ou
projetados remontam a 3000 anos de história
Fo-ram encontradas múmias egípcias com anéis
metáli-cos rudimentares envoltos em alguns dentes
Apare-lhos ortodônticos toscos, mas surpreendentemente
bem elaborados, também foram encontrados entre
artefatos gregos e etruscos1
Começando com Pierre Fauchard, passando por
Ben Kingsley, Calvin Case e, finalmente, Edward H
Angle, somos testemunhas de uma imensa evolução
tecnológica A era moderna da Ortodontia iniciou
sua trajetória histórica em torno do ano 1900,
evo-luindo desde as bandas de metal ajustadas aos dentes
até aparelhos colados nas superfícies vestibular e
lin-gual, além dos aparelhos invisíveis, mini-implantes e
miniplacas, braquetes autoligados, modelos digitais,
laser etc Portanto, a busca contínua pelo
aperfei-çoamento dos materiais e técnicas suscita em nós o
desejo de tratar os pacientes mais rapidamente, com
melhores técnicas e de forma totalmente indolor
Hoje em dia, muitas pessoas submetem-se ao
tra-tamento ortodôntico, o que lhes proporciona uma
melhor oclusão, com efeitos benéficos nas funções
orais e uma aparência facial mais harmoniosa No
en-tanto, dois desconcertantes desafios ainda não foram
resolvidos pela Ortodontia clínica, ou seja: o tempo
de tratamento prolongado (2-3 anos, em média) e a
reabsorção radicular iatrogênica A superação desses
desafios certamente irá melhorar drasticamente a
qualidade do tratamento ortodôntico.
Por natureza, o movimento dentário ortodôntico (MDO) é um processo de modelação óssea induzi-
da mecanicamente, onde o osso formado no lado da tensão é reabsorvido no lado da compressão do liga- mento periodontal (LP) Historicamente, verificou-
se que, quando forças são aplicadas, as seguintes três fases distintas da movimentação dentária podem ser observadas: a primeira fase, de tensão, em que o LP é comprimido (menos de 5 segundos); a segunda fase,
de latência, durante a qual o movimento dentário sofre uma pausa devido à hialinização que ocorre no
LP (7-14 dias); e a terceira fase, de movimento, em que o dente se move com facilidade, provocando um processo de reabsorção que debilita intensamente
o osso alveolar adjacente2 Portanto, é lógico supor que, se a 2ª fase (hialinização no LP) puder ser evi- tada ou minimizada, o dente poderá mover-se com maior suavidade e rapidez
Do ponto de vista clínico, a aplicação de forças possui características de magnitude, frequência e duração Há anos que os estudos vêm privilegiando
a magnitude e a duração das forças, o que resultou
na maioria dos incontestáveis achados científicos descritos na literatura atual Em resumo, sempre que são aplicadas forças leves, parece que a segunda fase não está presente e o dente se move com mui-
to menos trauma (sem hialinização) através do osso alveolar — o que seria, sem dúvida, a situação ideal
O problema da aplicação de forças pesadas reside
no fato de que, embora o dente se mova, em última
o q u E h á d E n o v o n a od o n t o l o g i a
Jose A Bosio*, Dawei Liu**
* Professor Assistente e Diretor da Clínica de Pós-Graduação do Departamento de Ciências do Desenvolvimento/Ortodontia da Faculdade de Odontologia
da Universidade Marquette, Milwaukee, WI, EUA
** Professor Assistente, Diretor do Curso de Graduação e Diretor de Pesquisa do Departamento de Ciências do Desenvolvimento/Ortodontia da Faculdade
de Odontologia da Universidade Marquette, Milwaukee, WI, EUA
Ambos os autores contribuíram igualmente para este trabalho
Trang 15B
bosio Ja, liu D
realização de estudos imparciais e bem embasados,
comprovando que os dentes podem realmente ser
movimentados com maior rapidez, segurança e
efici-ência empregando-se a tecnologia SureSmile.
São as seguintes as dificuldades encontradas
no sistema SureSmile: 1) o tempo de varredura é
ainda bastante longo, levando cerca de 25 minutos
para digitalizar uma boca completa, 2) o tempo
FIGURa 2 - A) Scanner intrabucal; B) modelo individualizado em 3D; C) dobras no fio, realizadas por robô e D) dobras no fio, individualizadas para cada dente.
de cadeira é reduzido, mas o tempo necessário ao planejamento e alteração do posicionamento den- tário no programa de computador aumenta signi- ficativamente, 3) os custos iniciais com a monta- gem do equipamento e manutenção do programa ainda são muito elevados Em breve, essa tecnolo- gia arrojada deverá demonstrar sua eficácia diante
da comunidade ortodôntica.
1 Wahl N Orthodontics in 3 millennia Chapter 2: entering
the modern era Am J Orthod Dentofacial Orthop 2005
4 Cattaneo PM, Dalstra M, Melsen B Moment-to-force ratio, center
of rotation, and force level: a finite element study predicting their
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5 Rubin C, Turner AS, Bain S, Mallinckrodt C, McLeod K Anabolism
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6 Xie L, Rubin C, Judex S Enhancement of the adolescent
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and/or vibration toothbrushes Am J Dent 2006 Feb;19(1):7-10
8 Nishimura M, Chiba M, Ohashi T, Sato M, Shimizu Y, Igarashi K, et
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by resonance vibration accelerates experimental tooth movement
in rats Am J Orthod Dentofacial Orthop 2008 Apr;133(4):572-83
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11 Kau CH, Jennifer TN, Jeryl D The clinical evaluation of a novel cyclical-force generating device in orthodontics Orthodontic Practice US 2010;1(1):43-4
12 Mandall N, Lowe C, Worthington H, Sandler J, Derwent S, Abdi-Oskouei M, et al Which orthodontic archwire sequence? A randomized clinical trial Eur J Orthod 2006 Dec;28(6):561-6
13 Mah J, Sachdeva R Computer assisted orthodontic treatment: The SureSmile process Am J Orthod Dentofacial Orthop 2001 Jul;120(1):85-7
14 Scholz RP, Sachdeva RCL Interview with an innovator: SureSmile Chief Clinical Officer Rohit C L Sachdeva Am J Orthod Dentofacial Orthop 2010 Aug;138(2):231-8
endereço para correspondênciaJose A Bosio (jose.bosio@marquette.edu)Dawei Liu (dawei.liu@marquette.edu)
Trang 16In s I g h t Or t O d ô n t I c O
Tracionamento ortodôntico: possíveis
consequências nos caninos superiores e
O tracionamento dos caninos representa um
dos procedimentos passíveis de serem utilizados
no tratamento ortodôntico para colocá-los na
ar-cada dentária em condições estéticas e funcionais
normais O tracionamento dos caninos deve ser
caracterizado como um movimento ortodôntico
Infelizmente, nas discussões clínicas sobre a
prática ortodôntica, alguns profissionais
ofere-cem resistência quanto a indicar o tracionamento
ortodôntico, especialmente dos caninos
superio-res Esses profissionais acreditam que o
traciona-mento ortodôntico promove muitos problemas
clínicos trans e pós-operatórios Entre os
proble-mas mais citados para restringirem a indicação
do tracionamento ortodôntico estão:
1) Reabsorção Radicular Lateral nos incisivos
laterais e nos pré-molares.
2) Reabsorção Cervical Externa nos caninos
da polpa e necrose pulpar asséptica relacionados direta ou indiretamente com o tracionamento ortodôntico de caninos
Diferenciando o tracionamento ortodôntico
de outros procedimentos Existem outras formas, a partir de procedi- mentos cirúrgicos, de colocar na arcada dentária caninos não irrompidos ou irrompidos mas mal posicionados Os deslocamentos cirúrgicos dos caninos para a arcada dentária recebem nomes como “tracionamento rápido” do canino ou ex- trusão rápida do canino, mas na realidade repre- sentam um transplante autógeno intra-alveolar10
e não se utilizam movimentos dentários dos e realizados pelos tecidos periodontais Não existe a possibilidade de “tracionamento” cirúr- gico de caninos, pois o próprio nome refere-se
induzi-* Professor Titular em Patologia da FOB-USP e da Pós-Graduação da FORP-USP
** Professora Substituta de Patologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da UNESP
*** Professora Doutora da Graduação e Pós-Graduação em Biologia Oral da USC-Bauru
Trang 17tracionamento ortodôntico: possíveis consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes (Parte 3)
consideração final
O tracionamento ortodôntico deve ser
consi-derado um movimento dentário induzido, como
qualquer outro movimento ortodôntico As suas
forças e direção são de extrusão dentária e criam
aspectos específicos para esse procedimento
orto-dôntico No planejamento e execução do
traciona-mento ortodôntico de caninos, devem ser
conside-radas as características anatômicas e funcionais do
ligamento periodontal
As consequências indesejadas mais citadas
para restringir a indicação do tracionamento são
de ordem técnica, de execução, e podem ser
es-clarecidas biologicamente São elas: a)
Reabsor-ção radicular lateral nos incisivos laterais e nos
pré-molares; b) Reabsorção cervical externa nos
caninos tracionados; c) Anquilose alveolodentária
do canino envolvido; d) Metamorfose cálcica da
polpa e necrose pulpar asséptica.
Essas consequências não decorrem primária
e especificamente do tracionamento ortodôntico Elas podem ser evitadas se determinados cuidados técnicos forem adotados, especialmente “os qua- tro pontos cardeais da prevenção de problemas durante o tracionamento ortodôntico” 6 a saber:
1 Avaliar o folículo pericoronário e suas relações com os dentes vizinhos.
2 Valorizar a região cervical do dente não pido, para evitar exposição e manipulação cirúr- gica da junção amelocementária.
irrom-3 Cuidar para não transformar a luxação antes do tracionamento em severo traumatismo dentário,
em procedimentos cirúrgicos desnecessários.
4 Preservar o feixe vasculonervoso apical que adentra no canal radicular durante o procedi- mento de conferir a obtenção da luxação ou pelo aumento da velocidade do tracionamento dentário em sentido oclusal.
1 Cahill DR, Marks SC Jr Tooth eruption: evidence for the
central role of the dental follicle J Oral Pathol 1980
Jul;9(4):189-200
2 Consolaro A Caracterização microscópica de folículos
pericoronários de dentes não irrompidos e parcialmente
irrompidos Sua relação com a idade [tese] Bauru (SP):
Faculdade de Odontologia de Bauru; 1987
3 Consolaro A Reabsorções dentárias nas especialidades
clínicas 2ª ed Maringá: Dental Press; 2005
4 Consolaro A Metamorfose cálcica da polpa versus
“calcificações distróficas da polpa" Rev Dental Press Estét
2008 abr-jun;5(2):130-5
5 Consolaro A O folículo pericoronário e suas implicações
clínicas nos tracionamentos dos caninos Rev Clín Ortod
Dental Press 2010 jun-jul;9(3):105-10
6 Consolaro A O tracionamento ortodôntico representa
um movimento dentário induzido! Os 4 pontos cardeais
da prevenção de problemas durante o tracionamento
ortodôntico Rev Clín Ortod Dental Press 2010 ago-set;
9(4):109-14
7 Consolaro A Tracionamento ortodôntico: possíveis
consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes
Parte 1: reabsorção radicular nos incisivos laterais e
pré-molares Dental Press J Orthod 2010 jul-ago;15(4):19-27
8 Consolaro A Tracionamento ortodôntico: possíveis
consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes
Parte 2: reabsorção cervical externa nos caninos tracionados
Dental Press J Orthod 2010 set-out;15(5):11-8
10 Consolaro A, Pinheiro TN, Intra JBG, Masioli MA, Roldi A
Os transplantes dentários autógenos: as razões biológicas
do sucesso clínico Rev Dental Press Estét 2008 set;5(3):124-34
jul-11 Damante JH Estudo dos folículos pericoronários de dentes não irrompidos e parcialmente irrompidos Inter-relação clínica, radiográfica e microscópica [tese] Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 1987
Trang 18En t r E v i S t a
Uma entrevista com
Leopoldino Capelozza Filho
particular, desenvolvendo extensa experiência em tratamentos ortodônticos de crianças e adultos,
com deformidades dentárias e/ou esqueléticas, e em Odontologia de acompanhamento
•
É professor-assistente doutor aposentado da Universidade de São Paulo, professor do Curso de Pós-Graduação (mestrado) em Fissuras Orofaciais do HRAC-USP, professor visitante da Universidade
Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, ortodontista do HRAC-USP, assessor da Fundação de
Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Com inúmeras publicações em revistas nacionais e
internacionais, e expressiva participação em congressos da especialidade, atualmente mantém a
coordenação do Curso de Especialização em Ortodontia da Profis e dos Cursos de Especialização
e Mestrado em Ortodontia da Universidade do Sagrado Coração (USC), e colabora com vários
cursos de pós-graduação em Ortodontia.
Numa especial circunstância, fui convidado a apresentar a entrevista do Prof Leopoldino Capelozza Filho, diante do fato de que um dos seus maiores amigos e parceiros científicos, o Prof Omar Gabriel da Silva Filho, estava por fazê-lo, mas infelizmente, logo após o envio de suas perguntas, um problema de saúde não lhe permitiu continuar mais esse trabalho Mas, com a graça de Deus, em breve ele poderá voltar ao trabalho e curtir esta histórica participação.
Sobre a apresentação do ilustre entrevistado desta edição, tenho a certeza de que, se fossem fazê-la, muitos dos seus amigos (e são muitos) sentiriam o mesmo peso da responsabilidade em apresentar o “Dr Dino”, como carinhosamente seria citado E também todos se perguntariam: precisa de apresentação?
Estima-se que mais de 3000 exemplares de seu livro já foram vendidos, tornando-o um best-seller da editora Dental Press E esse incansável mestre está por lançar um novo livro com mais inovações, focando uma Ortodontia individualizada, realista e minimalista (onde, parafraseando-
o, o mínimo pode ser o máximo).
Tive o privilégio de, no início de minha formação, ter o Prof Capelozza como um dos principais mentores de Ortodontia e, por essa razão, posso testemunhar o seu caráter, honestidade pessoal e científica, e o bom senso desse incomparável mestre Tive condições de aprender e despertar para uma Ortodontia de olhos mais abertos, diante de sua vasta experiência e critério científico Conteúdo esse que justifica, há muito, sua diretriz morfológica de diagnosticar e tratar
Durante os anos de residência odontológica no Setor de Ortodontia do Centrinho (HRAC-USP, Bauru), pude também acompanhar a fluência de sua lucidez na luta diária em prol dos melhores resultados para os pacientes fissurados, juntamente com toda a equipe do Centrinho Muitas linhas seriam necessárias para relacionar o impacto de suas atitudes sobre as condutas atuais dos ortodontistas brasileiros, construídas
in-em mais de 30 anos de Ortodontia Desde os seus ex-alunos, como eu, que hoje passaram para o “lado de cá” e continuam a transmitir seus ceitos na formação de novos profissionais, até os novos ortodontistas, que podem ter a feliz oportunidade de iniciar a carreira a um passo adiante Aos que o conhecem bem, sabem que poderíamos dizer muito mais desse genial amigo.
con-Nesta entrevista, pode-se subtrair um pouco do raciocínio claro do Prof Leopoldino Capelozza Filho, que “passeia” sobre o tratamento em fissurados e pacientes da clínica ortodôntica, pontuando sua visão nos tratamentos compensatórios nos três planos (vertical, anteroposterior e transversal) Contamos com a participação, como entrevistadores, dos ilustres colegas Prof Omar Gabriel da Silva Filho e Profa Terumi Okada,
do Prof Laurindo Furquim, Profa Susana Rizzato e Profa Dione do Vale.
Como era de se esperar, o leitor vai se entregar sem pausas a este rico e imperdível bate-papo, tendo a sensação de que estava conversando pessoalmente com este ícone ímpar da Ortodontia.
Boa leitura.
Adilson Luiz Ramos
Trang 191 Aelbers CMF, Dermaut LR Orthopedics in orthodontics:
part I, fiction or reality – a review of the literature Am J
Orthod Dentofacial Orthop 1996 Nov;110(5):513-9
2 Andrews LF Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop
Facial 1997 set-out;2(5):6-8
3 Cabrera CAG, Freitas MR, Janson G, Henriques JFC
Estudo da correlação do posicionamento dos incisivos
superiores e inferiores com a relação antero-posterior das
bases ósseas Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2005
nov-dez;10(6):59-74
4 Capelozza Filho L Diagnóstico em Ortodontia Maringá:
Dental Press; 2004
5 Capelozza Filho L Expansão rápida da maxila em adultos
sem assistência cirúrgica Rev Dental Press Ortod Ortop
Facial 1999 nov-dez;4(6):76-83
6 Capelozza Filho L Entrevista Reinaldo Mazzottini Rev Clín
Ortod Dental Press 2008 jan-mar;7(3):48-56
7 Capelozza Filho L, Mazzotini R Um recurso clínico:
substituição do parafuso expansor em meio à expansão
ortopédica da maxila Ortodontia 1981;14(3):211-20
REFERêNCIAS
8 Capelozza Filho L, Almeida AM, Ursi WJ Rapid maxillary expansion in cleft lip and palate patients J Clin Orthod 1994;28(1):34-9
9 Capelozza Filho L, Reis SAB, Cardoso Neto J Uma variação
no desenho do aparelho expansor rápido da maxila no tratamento da dentadura decídua ou mista precoce Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 1999 jul-ago;4(1):69-74
10 Capelozza Filho L, Fattori L, Cordeiro A, Maltagliati LA Avaliação da inclinação do incisivo inferior através da tomografia computadorizada Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2008 nov-dez;13(6):108-17
11 Capelozza Filho L, Machado FMC, Ozawa TO, Cavassan
AO Folga braquete/fio – o que esperar da prescrição para inclinação nos aparelhos pré-ajustados Rev Dental Press Ortod Ortop Facial No prelo 2010
12 Capelozza Filho L, Silva Filho OG, Ozawa TO, Cavassan
AO Individualização de braquetes na técnica de Wire: revisão de conceitos e sugestão de indicações para uso Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 1999 jul-ago;4(4):87-106
Straight-Revistas de qualidade, com esforços para publicações
controladas e, inclusive em língua inglesa, como a
Dental Press Firmas competindo pelo mercado
brasileiro, inclusive com investimentos em
fábri-cas, como os da 3M na Abzil Uma sociedade que
melhora seu poder de compra e que,
reconhecida-mente, valoriza a estética Um completo e positivo
panorama, que deve refletir um ensino qualificado
e uma prestação de serviços de excelência Nesse
ponto, o mais importante na minha perspectiva, a
evolução mais consistente e o melhor futuro De
uma especialidade destinada à elite, na década de
70; a uma especialidade acessível a uma parcela
muito significativa da população, desde o final do
século passado Em um futuro próximo, disponível
no serviço de saúde pública Sim, junto com os
es-forços para o controle da cárie, permitido por uma
Odontologia de alto nível, preocupações com as más
oclusões, repetindo o passado recente das sociedades mais avançadas do mundo Como não ser otimista com um passado recente e um presente como esses? Muitos profissionais, cursos que não prezam o nível necessário de formação, tratamentos que não obe- decem parâmetros rígidos de qualidade? Claro que existem, efeitos colaterais desse movimento, positivo
em essência, que devem e precisam ser controlados Não confundir esses desvios passíveis de críticas, com mudanças que significam evolução A Ortodontia tende a ser ortodoxa Não há evolução sem mudança
de conceitos Novos conceitos necessitam de novas perspectivas Informações que, derivadas de pesqui- sas, devem gerar conhecimento Ações terapêuticas que considerem o indivíduo, diagnosticado pelo que ele realmente é, e não pela relação dos seus molares Mudar o olhar para mudar o fazer Fazer o melhor
em um futuro que pode ser brilhante.
Trang 20Capelozza Filho L
13 Capelozza Filho L, Cardoso Neto J, Silva Filho OG, Ursi WJ
Non-surgically assisted rapid maxillary expansion in adults Int
J Adult Orthodon Orthognath Surg 1996;11(1):57-66
14 Caricati JAP, Fuziy A, Tukasan P, Silva Filho OG, Menezes MHO
Confecção do contensor removível Osamu Rev Clín Ortod
Dental Press 2005 abr-maio;4(2):22-8
15 Cavassan AO, Albuquerque MD, Capelozza Filho L Rapid
maxillary expansion after secondary alveolar bone graft in a
patient with bilateral cleft lip and palate Cleft Palate Craniofac
J 2004 May;41(3):332-9
16 Cozza P, Baccetti T, Franchi L, Toffo L, McNamara Jr JA
Mandibular changes produced by functional appliances
in Class II malocclusion: a systematic review Am J Orthod
Dentofacial Orthop 2006 May;129(5):599.e1-12
17 Faber J Anticipated benefit: a new protocol for orthognathic
surgery treatment that eliminates the need for conventional
orthodontic preparation Dental Press J Orthod 2010 Jan-Feb;
15(1):144-57
18 Fattori L Avaliação das inclinações dentárias obtidas pela
técnica Straight-Wire – prescrição Capelozza Classe II
[dissertação] São Bernardo do Campo (SP): Universidade
Metodista de São Paulo; 2006
19 Haas AJ Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2001
jan-fev;6(1):1-10
20 Hägg U, Taranger J Maturation indicators and pubertal growth
spurt Am J Orthod 1982 Oct;82(4):299-309
21 Koudstaal MJ, Van der Wal KG, Wolvius EB, Schulten AJ The
Rotterdam palatal distractor: introduction of the new
bone-borne device and report of the pilot study Int J Oral Maxillofac
Surg 2006 Jan;35(1):31-5
Dione do Vale
- Mestre e Doutora em Ortodontia pela Faculdade de
Odontologia de Bauru/USP.
- Responsável pelo Setor de Ortodontia do Centro de
Aten-cão aos Defeitos de Face (CADEFI) do Instituto de Medicina
Integral Prof Fernando Figueira (IMIP, Recife / PE).
- Atualmente é professor de Ortodontia na Universidade
Estadual de Maringá (UEM)
Susana Maria Deon Rizzatto
- Mestre e Especialista em Ortodontia pela UFRGS e PUC-RS.
- Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia (BBO).
- Professora de Ortodontia da PUC-RS.
Omar Gabriel da Silva Filho
- Coordenador do Curso de Atualização em Ortodontia
Preventiva e Interceptiva, promovido pela PROFIS
(Sociedade de Promoção Social do Fissurado
Lábio-Palatal).
- Professor do Curso de Especialização em Ortodontia
promovido pela PROFIS.
- Ortodontista do HRAC-USP (Hospital de Pesquisa e
Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais, Universidade de
São Paulo), em Bauru.
Terumi Okada Ozawa
- Doutora em Ortodontia pela FO Araraquara-UNESP
- Ortodontista e Diretora de Divisão de Odontologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) - USP / Bauru.
Endereço para correspondência
Leopoldino Capelozza FilhoE-mail: lcapelozza@yahoo.com.br
22 Liou EJ Effective maxillary orthopedic protraction for growing Class III patients: a clinical application simulates distraction osteogenesis Prog Orthod 2005;6(2):154-71
23 Liou E Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2009 set-out;14(5):27-37
24 Pancherz H, Hansen K Mandibular anchorage in Herbst treatment Eur J Orthod 1988 May;10(2):149-64
25 Pancherz H The effects, limitations, and long-term dentofacial adaptation to treatment with the Herbst appliance Semin Orthod 1997 Dec;3(4):232-43
26 Pruzansky S Pre-surgical orthopedics and bone grafting for infants with cleft lip and palate: a dissent Cleft Palate J 1964;1:164-87
27 Siqueira DF Estudo comparativo, por meio de análise cefalométrica em norma lateral, dos efeitos dentoesqueléticos
e tegumentares produzidos pelo aparelho extrabucal cervical e pelo aparelho de protração mandibular, associados ao aparelho fixo, no tratamento da Classe II, 1ª divisão de Angle [tese] Bauru (SP): Faculdade de Universidade de São Paulo; 2004
28 Sugawara J, Mitani H Facial growth of skeletal Class III malocclusion and the effects, limitations and long-term dentofacial adaptation to chincap therapy Semin Orthod 1997 Dec;3(4):244-54
29 Trindade IEK, Silva Filho OG Fissuras labiopalatinas: uma abordagem interdisciplinar São Paulo: Ed Santos; 2007
30 Warren DW, Hershey HG, Turvey TA, Hinton VA, Hairfield WM The nasal airway following maxillary expansion Am J Orthod Dentofacial Orthop 1987 Feb;91(2):111-6
Trang 21ar t i g o on l i n E*
* acesse www.dentalpress.com.br/revistas para ler o artigo na íntegra
Ortodontia como fator de risco para disfunções temporomandibulares: uma revisão sistemática
Eduardo Machado**, Patricia Machado***, Paulo Afonso Cunali****, renésio Armindo grehs*****
Objetivo: nos últimos anos, a inter-relação entre Ortodontia e disfunções
temporomandi-bulares (DTM) tem despertado interesse crescente na classe odontológica, sendo tema de discussões e controvérsias Em um passado recente, a oclusão era considerada como principal fator etiológico das DTM, sendo o tratamento ortodôntico uma medida terapêutica primária para um restabelecimento fisiológico do sistema estomatognático Assim, o papel da Ortodon-
tia na prevenção, desencadeamento e tratamento das DTM passou a ser investigado Com a realização de estudos científicos com metodologias mais rigorosas e precisas, a relação entre
o tratamento ortodôntico e as DTM pôde ser avaliada e questionada dentro de um contexto baseado em evidências científicas Este trabalho, através de uma revisão sistemática da litera-
tura, teve como objetivo analisar a inter-relação entre a Ortodontia e as DTM, verificando se
o tratamento ortodôntico é fator contribuinte para o desenvolvimento de DTM Métodos:
levantamento em bases de pesquisa — MEDLINE, Cochrane, EMBASE, Pubmed, Lilacs e BBO — entre os anos de 1966 e 2009, com enfoque em estudos clínicos randomizados, estu-
dos longitudinais prospectivos não randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises
Resul-tados: após a aplicação dos critérios de inclusão, chegou-se a 18 artigos, sendo que 12 eram estudos longitudinais prospectivos não randomizados, 4 revisões sistemáticas, 1 estudo clínico randomizado e 1 meta-análise, que avaliaram a relação entre tratamento ortodôntico e DTM
Conclusões: pela análise da literatura, conclui-se que o tratamento ortodôntico não pode ser considerado fator contribuinte para o desenvolvimento de disfunções temporomandibulares.
Resumo
Palavras-chave: Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular Transtornos da
articula-ção temporomandibular Transtornos craniomandibulares Articulaarticula-ção temporomandibular
Ortodon-tia Oclusão dentária.
** Especialista em Disfunções Temporomandibulares (DTM) e Dor Orofacial pela UFPR Graduado em Odontologia pela UFSM
*** Aluna do Curso de Especialização em Prótese Dentária da PUC-RS Graduada em Odontologia pela UFSM
**** Doutor em Ciências pela UNIFESP Professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Odontologia da UFPR Coordenador do Curso
de Especialização em DTM e Dor Orofacial da UFPR
***** Doutor em Ortodontia e Ortopedia Facial pela UNESP/Araraquara Professor Adjunto dos cursos de graduação e pós-graduação em
Odontologia da UFSM
Resumo do editor
A disfunção temporomandibular (DTM)
chamou a atenção dos ortodontistas mediante o
conhecimento de processos judiciais que
apon-tavam o tratamento ortodôntico como o fator
desencadeante das dores na região da ção temporomandibular Além disso, a literatura tem investigado detalhadamente a influência das irregularidades oclusais na etiologia das DTM Estudos atuais, com critérios metodológicos
Trang 22articula-Machado e, articula-Machado P, Cunali Pa, Grehs Ra
Questões aos autores
1) existe relação entre a má oclusão e as
dis-funções temporomandibulares?
Cada vez mais inserido dentro de um contexto de
uma Odontologia baseada em evidências, a oclusão
não pode ser considerada como um fator etiológico
primário no desencadeamento de DTM Admite-se
que determinadas condições oclusais podem atuar
como cofatores na etiologia das DTM, porém o seu
papel não pode ser superestimado Assim,
tratamen-tos que alterem o padrão oclusal de forma
irrever-sível, tais como o ajuste oclusal e a Ortodontia, não
encontram sustentação científica como protocolos
iniciais de tratamento para DTM.
2) Qual a conduta que devemos estabelecer
antes de iniciar o tratamento ortodôntico de
um paciente com DTM?
O exame clínico pré-ortodôntico do paciente
deve englobar uma avaliação completa acerca de
sinais e sintomas de DTM, lançando-se mão de
exames complementares, quando necessário, para
o correto diagnóstico Quando na presença desses,
a opção terapêutica recai sobre tratamentos
con-servadores e reversíveis, para, depois de
controla-dos os sinais e sintomas de DTM, se proceder a
re-alização do tratamento ortodôntico e reabilitações
bucais É necessária a conscientização do paciente
estudos longitudinais, randomizados e nistas, com critérios diagnósticos padronizados, para que se determinem associações causais mais precisas Durante a fase de diagnóstico do paciente pré- ortodôntico, é importante a realização de uma ava- liação completa da presença de sinais e sintomas de DTM Para tanto, torna-se necessária uma integra- ção da Ortodontia com a especialidade da Disfun- ção Temporomandibular e Dor Orofacial, para uma adequada decisão terapêutica quando da presença dessas, visto a grande prevalência das DTM na po- pulação de um modo geral.
intervencio-rigorosos e desenhos adequados, apresentam
evidências mais precisas da inter-relação entre a
Ortodontia e as DTM.
O presente estudo realizou uma revisão
sistemá-tica de evidências sobre a associação do tratamento
ortodôntico e as disfunções temporomandibulares
A amostra foi composta por 18 artigos que
satis-faziam os critérios de inclusão adotados A revisão
literária demonstrou que não há um aumento na
prevalência de DTM devido ao tratamento
ortodôn-tico tradicional, seja com protocolos de exodontias
ou não Porém, é necessária a realização de novos
sobre essa condição, bem como sobre a cia da sua natureza etiológica multifatorial, para o adequado manejo e controle das disfunções tem- poromandibulares.
importân-3) O tratamento ortodôntico não deve ser dicado com vistas a amenizar os sintomas de DTM Qual a sua percepção quanto à difusão dessas evidências dentre os clínicos gerais e ortodontistas?
in-O protocolo inicial de tratamento para DTM deve ser conservador, reversível, pouco invasivo
e pautado em evidências científicas significativas Atualmente, com a utilização de métodos baseados
em evidências, os estudos clínicos demonstram que
a Ortodontia não consiste em uma forma de mento e prevenção para DTM; bem como, quando realizada de forma adequada, não acarreta desen- cadeamento de DTM Esse conhecimento deve ser discutido e repassado para a classe odontológica em geral e a ortodôntica, de forma que permita elucidar essa inter-relação tanto para os profissionais quanto para os pacientes, visto que, em algumas publicações, nota-se ainda que essa interface não está totalmente clara para os profissionais.
trata-Endereço para correspondência
Eduardo Machadorua francisco Trevisan, nº 20, Bairro Nossa Sra de Lourdes CEP: 97.050-230 – Santa Maria / rS
E-mail: machado.rs@bol.com.br
Trang 23ar t i g o on l i n E*
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Resumo do editor
Com o aumento do número de profissionais
no mercado de trabalho, a busca pela satisfação
do paciente ortodôntico ganhou atenção
Entre-tanto, há dificuldade em quantificar tais questões,
pela necessidade de consultar a opinião dos
pa-cientes e pela natureza prolongada do tratamento
ortodôntico Quais seriam, então, as percepções
do paciente que influenciariam a satisfação com o tratamento ortodôntico e também com a atuação do profissional? Essa é uma questão im- portante para desvendar o universo psicológico
do paciente, responsável pela sua integração ou não ao ambiente clínico
Avaliação do nível de satisfação de pacientes em tratamento ortodôntico em relação à atuação do ortodontista
Claudia Beleski Carneiro**, ricardo Moresca***, Nicolau Eros Petrelli****
Objetivo: devido à crescente preocupação dos profissionais em adquirir novos pacientes
e mantê-los satisfeitos com o tratamento, este estudo tem por objetivo avaliar o nível de satisfação de pacientes em tratamento ortodôntico com relação à atuação do ortodontista
Métodos: 60 questionários foram preenchidos por pacientes em tratamento ortodôntico com profissionais especialistas em Ortodontia, da cidade de Curitiba/PR Os pacientes fo- ram divididos em dois grupos: o grupo 1 compreendia 30 pacientes que se consideravam insatisfeitos e foram transferidos de profissional nos últimos 12 meses; os 30 pacientes parti- cipantes do grupo 2 consideravam-se satisfeitos e estavam em tratamento ortodôntico com
o mesmo profissional há pelo menos 12 meses Resultados e Conclusões: após a realização
da análise estatística pelo teste qui-quadrado, foi possível concluir que os fatores mente relacionados com o nível de satisfação dos pacientes avaliados, considerando a atua- ção do ortodontista, foram: titulação, recomendação do profissional, motivação, classificação técnica, interação profissional/paciente e relacionamento pessoal com o paciente Na ava- liação do tratamento ortodôntico, os fatores que determinaram diferenças estatisticamente significativas no nível de satisfação dos pacientes foram: quantidade de pacientes atendidos simultaneamente e integração do paciente durante as consultas.
estatistica-Resumo
Palavras-chave: Satisfação do paciente Relações profissional-paciente Ortodontia.
** Mestre em Farmacologia - UFPR Aluna do Curso de Especialização da Universidade Federal do Paraná
*** Professor de Ortodontia da UFPR, graduação e especialização Professor do Curso de Mestrado em Odontologia Clínica da Universidade Positivo **** Professor Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia, UFPR
Trang 24Carneiro Cb, Moresca R, Petrelli Ne
Questões aos autores
1) Qual a importância de estudos como esse?
Estudos como esse permitem o entendimento do
relacionamento profissional/paciente, além do
apri-moramento do profissional, não apenas no aspecto
técnico, mas no sentido de garantir o bem-estar do
paciente A partir do momento em que o
profissio-nal conquista o paciente, garante sua permanência
no consultório, assim como a indicação de outros
pa-cientes novos por esse paciente satisfeito
2) com vistas a otimizar o grau de satisfação
dos pacientes ortodônticos, qual o
aconselha-mento que os autores dariam aos
ortodontis-tas clínicos?
Os ortodontistas clínicos deveriam prezar mais
pelo bom relacionamento pessoal com seus
pacien-tes Essa atitude garante a integração do paciente no
ambiente clínico, melhora o diálogo entre a equipe
técnica e o paciente, além de garantir a indicação do
profissional a parentes e amigos do paciente
recebido informações educativas pelo nal Apesar da ausência de diferença significativa,
profissio-a prevprofissio-alênciprofissio-a de pprofissio-acientes que relprofissio-atprofissio-arprofissio-am que o profissional não os reconhecia pelo nome cons- tituiu um terço dos pacientes insatisfeitos Com relação à aceitação de críticas e sugestões pelo profissional, foram encontradas diferenças esta- tisticamente significativas entre os grupos estu- dados Dentre os pacientes que se consideravam insatisfeitos, 60% não tinham liberdade de ex- pressar críticas e sugestões Isso sugere a falha de comunicação que existiu em mais da metade dos profissionais que tiveram pacientes transferidos
No estudo realizado, quase 90% dos pacientes que se consideravam insatisfeitos não apresenta- vam uma relação pessoal boa com o profissional Esses dados sugerem que a satisfação do paciente está fortemente relacionada à boa relação pessoal com o profissional
Participaram deste estudo 320 pacientes de 10
consultórios particulares de profissionais
especia-listas em Ortodontia Agruparam-se os pacientes
declaradamente insatisfeitos com o tratamento
ortodôntico e que mudaram de profissional, e um
segundo grupo foi composto por pacientes
satis-feitos com o tratamento ortodôntico Tais
pacien-tes responderam a um questionário escrito de 17
questões objetivas com apenas três alternativas,
nas salas de espera das clínicas ortodônticas
Uti-lizou-se o teste do “Qui-quadrado” para avaliar as
diferenças entre os grupos (p<0,05).
O currículo do profissional pareceu não
in-fluenciar no grau de satisfação dos pacientes
Com relação à natureza das informações
trans-mitidas ao paciente, não foram encontradas
di-ferenças estatisticamente significativas entre os
grupos estudados A maioria dos pesquisados do
presente estudo, em ambos os grupos, afirmou ter
3) Haveria uma recomendação distinta
quan-do quan-do atendimento de pacientes cos no âmbito acadêmico-universitário?
ortodônti-No âmbito universitário, seria interessante rar mais esta capacidade de integração entre paciente
explo-e profissional, já quexplo-e sexplo-e trata dexplo-e um ambiexplo-entexplo-e dexplo-e explo- sino, onde os profissionais envolvidos podem treinar essa habilidade continuamente, durante as sucessivas consultas clínicas Deveria ser mais explorado o as- pecto psicológico do tratamento ortodôntico, já que não apenas de técnica e rapidez vive o ortodontista
en-— ele necessita aprender um contexto psicológico para melhorar seu relacionamento com os pacientes, garantindo, assim, a satisfação para ambos os lados
Endereço para correspondência
Claudia Beleski Carneirorua rio grande do Sul, 381CEP: 84.015-020 – Ponta grossa / PrE-mail: cbeleskic@hotmail.com
Trang 25ar t i g o on l i n E*
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Resumo do editor
Os mini-implantes têm se sobressaído na
prefe-rência dos profissionais, pela facilidade de inserção
e remoção, possibilidade de carga imediata,
tama-nho pequeno e baixo custo A escolha do local de
inserção do mini-implante deve ser feita com base
em regiões adequadas de tecidos moles, quantidade
de osso cortical adequada, inclinação da
implanta-ção, tamanho do mini-implante e, principalmente,
Avaliação da densidade óssea para
instalação de mini-implantes
Marlon Sampaio Borges**, José Nelson Mucha***
Introdução: além da espessura da cortical óssea e a largura dos espaços interradiculares, a
den-sidade óssea é fator primordial para a eficiência dos mini-implantes como recursos de
ancora-gem Pretendeu-se avaliar a densidade óssea alveolar e basal maxilar e mandibular, em
unida-des Hounsfield (HU) Métodos: em onze arquivos de imagens tomográficas computadorizadas
Cone-Beam, de indivíduos adultos, foram obtidas 660 medidas da densidade óssea alveolar
(cor-ticais vestibular e lingual), osso medular e basal (maxilar e mandibular) Valores foram obtidos através do software Mimics versão 10.01 (Materialise, Bélgica) Resultados: maxila — a densi-
dade da cortical vestibular na faixa de osso alveolar variou de 438 a 948 HU, e a lingual de 680 a
950 HU; já o osso medular variou de 207 a 488 HU A densidade da cortical vestibular na faixa
de osso basal apresentou uma variação de 672 a 1380 HU e o osso medular de 186 a 420 HU Mandíbula — a variação do osso na cortical vestibular na faixa de osso alveolar foi de 782 a 1610
HU, na cortical lingual alveolar de 610 a 1301 HU, e na medular de 224 a 538 HU A densidade
na área basal foi de 1145 a 1363 HU na cortical vestibular e de 184 a 485 HU na medular
Con-clusões: a maior densidade óssea na maxila foi observada entre pré-molares na cortical alveolar vestibular A tuberosidade maxilar foi a região com menor densidade óssea A densidade óssea
na mandíbula foi maior do que na maxila e observou-se um acréscimo progressivo de anterior para posterior e de alveolar para basal.
Resumo
Palavras-chave: Densidade óssea Procedimentos de ancoragem ortodôntica Ortodontia.
** Especialista em Ortodontia pela UFF Cirurgião-dentista pela UFRJ Especialista em Ortodontia pela UFF
*** Doutor e mestre em Ortodontia pela UFRJ – Professor Titular de Ortodontia da FO-UFF
no tipo de movimento dentário A tomografia putadorizada Cone-Beam permite a avaliação da densidade óssea dos tecidos mineralizados O ob- jetivo deste estudo foi avaliar a densidade óssea nas regiões dos septos ósseos interdentários.
com-A amostra do estudo consistiu de 11 arquivos
de tomografia computadorizada volumétrica em formato DICOM, onde foram avaliadas, na re- gião do osso alveolar, as densidades das corticais
Trang 26borges MS, Mucha JN
vestibulares, linguais e do osso medular; e, na região
do osso basal, as densidades das corticais
vestibu-lares e do osso medular, tanto na maxila como na
mandíbula As densidades ósseas foram calculadas
através do software Mimics versão 10.01 e
medi-das em unidades Hounsfield (HU) Foram
realiza-dos cortes no osso alveolar na faixa de altura de 3
a 5mm da crista óssea alveolar e, para o osso basal,
na faixa de altura de 5 a 7mm do ápice radicular
dos dentes (Fig 1) Nas áreas determinadas de osso
alveolar e osso basal, os locais avaliados entre os
dentes foram: entre os incisivos centrais e laterais,
entre caninos e primeiros pré-molares, entre os
pri-meiros e segundos pré-molares, entre os segundos
pré-molares e primeiro molares, entre primeiros e
segundos molares e na região distal aos segundos
molares, tanto para a maxila quanto para a
mandí-bula Nos locais entre os dentes, mediu-se,
portan-to: nas faixas de osso alveolar, a densidade óssea da
cortical vestibular, da cortical lingual e do osso
me-dular Na faixa de osso basal, mediu-se a densidade
da cortical vestibular e do osso medular (Fig 2)
Na maxila, a área com menor densidade foi a
tu-berosidade maxilar, e a área com maior densidade
óssea alveolar, na cortical vestibular, foi a região tre os pré-molares Na maxila, a cortical vestibular apresentou-se mais densa na faixa de osso basal do que na faixa de osso alveolar em todas as regiões analisadas A densidade da cortical alveolar lingual maxilar apresentou valores ligeiramente superiores aos da cortical vestibular Na mandíbula, de modo geral, há um progressivo aumento de densidade óssea da região anterior (menor densidade) para a região posterior (maior densidade) A cortical basal vestibular apresenta maior densidade óssea do que
en-a corticen-al en-alveolen-ar vestibulen-ar, exceto nen-a região molar A densidade óssea na mandíbula foi maior
retro-do que na maxila em praticamente todas as áreas avaliadas, exceto nas regiões entre incisivo central e lateral e entre segundo pré-molar e primeiro molar Foi verificado nesse estudo que os valores da densi- dade óssea das áreas corticais são maiores do que a densidade da área medular Essa observação reforça
a necessidade de inserir os mini-implantes com uma angulação de 10 a 20 graus em relação ao longo eixo dos dentes, para aproveitar ao máximo a pouca es- pessura e a maior densidade dessa cortical, tanto por lingual como por vestibular
FIGURa 1 - Imagem transversal de corte tomográfico computadorizado,
ilustrando a localização da crista óssea e dos ápices radiculares, bem
como a determinação das áreas medidas, correspondentes ao osso
al-veolar (3 a 5mm da crista óssea), bem como do osso basal (5 a 7mm dos
ápices radiculares)
FIGURa 2 - Vista ampliada de corte de tC na região entre 1 e 2 (incisivo central e lateral) na mandíbula com a ilustração da medição da densidade óssea na faixa de osso basal, tanto da cortical vestibular como da área medular a faixa ilustra a área representada do osso alveolar
Crista óssea
Osso alveolar
Osso alveolarOsso basal
Osso basal5-7mm do ápice
3-5mm da cristaÁpice radicular
Trang 27avaliação da densidade óssea para instalação de mini-implantes
Questões aos autores
1) Quais as implicações clínicas deste tipo de
investigação?
Com o advento da interpretação de imagens
através de softwares para avaliação de tomografias
computadorizadas de feixe cônico (Cone-Beam),
houve um avanço nas pesquisas relacionadas a
esse campo Clinicamente, os resultados do
estu-do da densidade óssea a partir estu-do mapeamento
de regiões em maxila e mandíbula permitirão ao
ortodontista um maior entendimento sobre as
di-ferenças entre as densidades ósseas, facilitando a
seleção, a partir de critérios científicos, de uma ou
mais regiões, em maxila e mandíbula, adequadas
para a instalação de mini-implantes ortodônticos
em pacientes adultos
2) Houve dificuldades metodológicas na
realiza-ção deste estudo?
As maiores dificuldades estiveram relacionadas
à grande quantidade de regiões analisadas nas
ima-gens tomográficas e, em alguns poucos casos, aos
artefatos de imagens produzidos por restaurações
metálicas extensas em alguns dentes Entretanto,
como as regiões mensuradas no estudo
localiza-vam-se, respectivamente, próximas à crista óssea
(área alveolar) e à região apical (área basal), os
artefatos não prejudicaram a leitura da densidade
óssea no estudo.
3) a espessura da cortical óssea e a densidade óssea costumam coincidir ou divergir para cada região em particular?
De acordo com a análise de tabelas e demais guras presentes no artigo, pode-se perceber na ma- xila que a cortical vestibular apresentou-se mais densa na faixa de osso basal do que na faixa de osso alveolar, em todas as regiões analisadas Também foi verificado um progressivo aumen-
fi-to de densidade óssea na mandíbula da região terior (menor densidade) para a região posterior (maior densidade) Na mandíbula, a cortical ba- sal vestibular, quando comparada com a cortical alveolar vestibular, apresentou densidade maior, com significância estatística, na maioria das áreas avaliadas, com exceção da região retromolar.
an-A densidade do osso alveolar da região cal vestibular da mandíbula foi estatisticamente maior do que da maxila, exceto nas regiões entre incisivo central e lateral e entre segundo pré-mo- lar e primeiro molar
corti-Comparando o osso medular da região alveolar,
os locais entre canino e primeiro pré-molar e entre primeiro e segundo pré-molares foram mais densos
na mandíbula quando comparados à maxila, com significância estatística.
No osso alveolar, os valores obtidos para a tical lingual foram muito semelhantes aos valores médios obtidos para a cortical vestibular, tanto para
cor-a mcor-axilcor-a como pcor-arcor-a cor-a mcor-andíbulcor-a.
Endereço para correspondência
Marlon Sampaio Borgesrua Conde de Bonfim 255 – sala 612CEP: 20.520-051 – Tijuca / rJ E-mail: borges.marlon@gmail.com
Trang 28ar t i g o in é d i t o
Indicadores de qualidade de vida e sua
importância na Ortodontia
Daniela feu*, Cátia Cardoso Abdo Quintão**, José Augusto Mendes Miguel***
Objetivos: o objetivo desse estudo foi buscar na literatura informações consistentes sobre
a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, permitindo aos clắnicos acessar e
compre-ender sua influência no processo de busca e tratamento de seus pacientes Métodos: foram
pesquisadas as bases de dados eletrônicas MEDLINE, LILACS, BBO e Cochrane led Trials, entre 1980 e 2010 Foram encontrados 158 estudos que discutiam a qualidade
Control-de vida relacionada à saúControl-de bucal Resultados: foram selecionados 30 estudos, sendo dois
prospectivos longitudinais, duas revisões sistemáticas, cinco casos-controle, doze estudos epidemiológicos, cinco estudos transversais e três revisões de literatura, além da declaração
da Organização Mundial da Saúde A seleção baseou-se no objetivo de descrever os
indi-cadores de qualidade de vida, e na metodologia utilizada nos estudos Conclusões: o uso
de indicadores de qualidade de vida na pesquisa odontológica e na clắnica ortodôntica é de grande importância e auxắlio no diagnóstico e planejamento; todavia, esses não substituem
os ắndices normativos, devendo ser usados em caráter complementar.
Resumo
Palavras-chave: Qualidade de vida Ortodontia Más oclusões.
* Especialista e Mestre em Ortodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Doutoranda em Ortodontia pela UERJ
** Mestre e Doutora em Ortodontia pela UFRJ Professora Adjunta da Disciplina de Ortodontia da FO/UERJ-RJ e da FO/UFJF-MG
*** Mestre em Odontologia pela UERJ Doutor em Clắnica Odontológica pela UFRJ Professor adjunto da Disciplina de Ortodontia da FO/UERJ-RJ
inTRODUđấO
A qualidade de vida é caracterizada como a
Ềsensação de bem-estar proveniente da satisfação
ou insatisfação com áreas da vida consideradas
importantes para si mesmoỂ25,30 O enfoque dos
estudos clắnicos tem sido mensurar a qualidade
de vida dos pacientes com a proposta de avaliar
os cuidados com a saúde Essas medições estão
ganhando mais importância, já que os
pesquisa-dores compreenderam que os estudos
tradicio-nais possuắam pouca ou nenhuma relevância para
o paciente25 Portanto, para avaliar inteiramente
qualquer intervenção na área da saúde, incluindo
os serviços de atenção à saúde bucal, como a todontia, são necessárias medidas de importância para o paciente, além das tradicionais medidas informativas para o clắnico19,23
Or-Tradicionalmente, as medidas de alterações pré
e pós-tratamento ortodôntico são baseadas em didas clắnicas tradicionais, ou normativas, como da- dos cefalométricos e a medida de ắndices oclusais Mais recentemente, alguns indicadores subjetivos vêm sendo desenvolvidos e adaptados, como novos métodos de medição da necessidade de tratamen-
me-to e comparação de seus resultados Nesse caso, a percepção do indivắduo é o elo central de toda a