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Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 11-12 /2010

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THÔNG TIN TÀI LIỆU

Thông tin cơ bản

Tiêu đề Dental Press Journal of Orthodontics
Người hướng dẫn Jorge Faber
Trường học Universidade de Brasília
Chuyên ngành Orthodontics
Thể loại journal
Năm xuất bản 2010
Thành phố Brasília
Định dạng
Số trang 57
Dung lượng 5,21 MB

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Nội dung

Tạp chí nha khoa dental press journal of orthodontics tháng 11-12 /2010

Trang 1

Volume 15, Number 6, November / December 2010

Trang 2

ISSN 2176-9451 Dental Press J Orthod 2010 Nov-Dec;15(6):1-164

Trang 3

(Odontologia baseada em evidências)

EDITORA ADJUNTA

(revisão língua inglesa)

PUBLISHER

CONSELHO EDITORIAL CIENTÍFICO

Jesús Fernández Sánchez

Univ de Madrid / Madri - Espanha

José Antônio Bósio

Marquette Univ / Milwaukee - EUA

Júlia Harfin

Univ de Maimonides / Buenos Aires - Argentina

Larry White

AAO / Dallas - EUA

Marcos Augusto Lenza

Univ de Nebraska - EUA

Maristela Sayuri Inoue Arai

Tokyo Medical and Dental University

Roberto Justus

Univ Tecn do México / Cid do Méx - México

CONSULTORES NACIONAIS

Ortodontia

Adriana de Alcântara Cury-Saramago UFF - RJ

Adriano de Castro UCB - DF

Aldrieli Regina Ambrósio SOEPAR - PR

Alexandre Trindade Motta UFF - RJ

Ana Carla R Nahás Scocate UNICID - SP

Ana Maria Bolognese UFRJ - RJ

Andre Wilson Machado UFBA - BA

Antônio C O Ruellas UFRJ - RJ

Armando Yukio Saga ABO - PRArno Locks UFSC - SCAry dos Santos-Pinto FOAR/UNESP - SPBruno D'Aurea Furquim CLÍN PARTIC - PRCamila Alessandra Pazzini UFMG - MGCamilo Aquino Melgaço UFMG - MGCarla D'Agostini Derech UFSC - SCCarla Karina S Carvalho ABO - DFCarlos A Estevanel Tavares ABO - RSCarlos H Guimarães Jr ABO - DFCarlos Martins Coelho UFMA - MACélia Regina Maio Pinzan Vercelino FOB-USP - SPCristiane Canavarro UERJ - RJEduardo C Almada Santos FOA/UNESP - SPEduardo Franzotti Sant'Anna UFRJ - RJEduardo Silveira Ferreira UFRGS - RSEnio Tonani Mazzieiro PUC-MG - MGFernando César Torres UMESP - SPGiovana Rembowski Casaccia CLÍN PARTIC - RSGisele Moraes Abrahão UERJ - RJGlaucio Serra Guimarães UFF - RJGuilherme Janson FOB-USP - SPGuilherme Pessôa Cerveira ULBRA-Torres - RSGustavo Hauber Gameiro UFRGS - RSHaroldo R Albuquerque Jr UNIFOR - CEHenri Menezes Kobayashi UNICID - SPHiroshi Maruo PUC-PR - PRHugo Cesar P M Caracas UNB - DFJonas Capelli Junior UERJ - RJJosé Augusto Mendes Miguel UERJ - RJJosé F Castanha Henriques FOB-USP - SPJosé Nelson Mucha UFF - RJJosé Renato Prietsch UFRGS - RSJosé Vinicius B Maciel PUC-PR - PRJulia Cristina de Andrade Vitral CLÍN PARTIC - SPJúlio de Araújo Gurgel FOB-USP - SPJulio Pedra e Cal Neto UFF - RJKarina Maria S de Freitas UNINGÁ - PRLeandro Silva Marques UNINCOR - MGLeniana Santos Neves UFVJM - MGLeopoldino Capelozza Filho HRAC/USP - SPLiliana Ávila Maltagliati USC - SPLívia Barbosa Loriato PUC-MG - MGLuciana Abrão Malta CLÍN PARTIC - SPLuciana Baptista Pereira Abi-Ramia UERJ - RJLuciana Rougemont Squeff UFRJ - RJLuciane M de Menezes PUC-RS - RSLuís Antônio de Arruda Aidar UNISANTA - SPLuiz Filiphe Canuto FOB-USP - SPLuiz G Gandini Jr FOAR-UNESP - SPLuiz Sérgio Carreiro UEL - PRMarcelo Bichat P de Arruda UFMS - MSMarcelo Reis Fraga UFJF - MGMárcio R de Almeida UNIMEP - SPMarco Antônio de O Almeida UERJ - RJMarcos Alan V Bittencourt UFBA - BAMaria C Thomé Pacheco UFES - ESMaria Carolina Bandeira Macena FOP-UPE - PB

Trang 4

O Dental Press Journal of Orthodontics (ISSN

2176-9451) é uma publicação bimestral da Dental Press

International Av Euclides da Cunha, 1.718 - Zona 5 - CEP

87.015-180 - Maringá / PR - Fone/Fax: (0xx44) 3031-9818

- www.dentalpress.com.br - artigos@dentalpress.com.br

ISSN 2176-9451

Dental Press Journal of Orthodontics

O Dental Press Journal of Orthodontics

(ISSN 2176-9451) é continuação da

Revista Dental Press de Ortodontia e

Ortopedia Facial (ISSN 1415-5419).

DIRETORA: Teresa R D'Aurea Furquim - ANALISTA

DA INFORMAđấO: Carlos Alexandre Venancio

- P R O D U T O R E D I T O R I A L: J ú n i o r B i a n c h i -

DIAGRAMAđấO: Diego Ricardo Pinaffo - Fernando

Truculo Evangelista - Gildásio Oliveira Reis Júnior

- Tatiane Comochena - REVISấO/COPYDESK: Ronis

Furquim Siqueira - TRATAMENTO DE IMAGENS:

Andrés Sebastián JORNALISMO: Renata Mastromauro

- BIBLIOTECA: Marisa Helena Brito - NORMALIZAđấO:

Marlene G Curty - BANCO DE DADOS: Adriana

Azevedo Vasconcelos - E-COMMERCE: Soraia Pelloi

- SUBMISSấO DE ARTIGOS: Roberta Baltazar de

Oliveira - CURSOS E EVENTOS: Ana Claudia da Silva -

Rachel Furquim Scattolin - INTERNET: Edmar Baladeli

- FINANCEIRO: Márcia Cristina Plonkóski Nogueira

Maranha - Roseli Martins - GERENTE COMERCIAL:

Rodrigo Baldassarre - COMERCIAL: Roseneide Martins

Garcia - EXPEDIđấO: Diego Moraes - SECRETARIA:

Rosane Aparecida Albino

Orlando M Tanaka PUC-PR - PR

Oswaldo V Vilella UFF - RJ

Patrắcia Medeiros Berto CLễN PARTIC - DF

Patricia Valeria Milanezi Alves CLễN PARTIC - RS

Pedro Paulo Gondim UFPE - PE

Renata C F R de Castro UMESP - SP

Ricardo Machado Cruz UNIP - DF

Ricardo Moresca UFPR - PR

Robert W Farinazzo Vitral UFJF - MG

Roberto Rocha UFSC - SC

Rodrigo César Santiago UFJF - MG

Rodrigo Hermont Cançado UNINGÁ - PR

Rolf M Faltin CLễN PARTIC - SP

Sávio R Lemos Prado UFPA - PA

Sérgio Estelita FOB-USP - SP

Tarcila TriviĐo UMESP - SP

Weber José da Silva Ursi FOSJC/UNESP - SP

Wellington Pacheco PUC-MG - MG

Biologia e Patologia Bucal

Alberto Consolaro FOB-USP - SP

Edvaldo Antonio R Rosa PUC - PR

Victor Elias Arana-Chavez USP - SP

Bioquắmica e Cariologia

Marắlia Afonso Rabelo Buzalaf FOB-USP - SP

Cirurgia Ortognática

Eduardo Sant’Ana FOB/USP - SP

Laudimar Alves de Oliveira UNIP - DF

Liogi Iwaki Filho UEM - PR

Rogério Zambonato CLễN PARTIC - DF

Waldemar Daudt Polido ABO - RS

Trang 5

Dental Press International

14 O que há de novo na Odontologia / What’s new in Dentistry

18 Insight Ortodôntico / Orthodontic Insight

25 Entrevista com Leopoldino Capelozza Filho / Interview

Su m á r i o

Artigos Online / Online Articles

uma revisão sistemática

Orthodontics as risk factor for temporomandibular disorders: a systematic review

Eduardo Machado, Patricia Machado, Paulo Afonso Cunali, Renésio Armindo Grehs

atuação do ortodontista

Evaluation of level of satisfaction in orthodontic patients considering professional performance

Claudia Beleski Carneiro, Ricardo Moresca, Nicolau Eros Petrelli

Bone density assessment for mini-implants position

Marlon Sampaio Borges, José Nelson Mucha

Artigos Inéditos / Original Articles

Quality of life instruments and their role in orthodontics

Daniela Feu, Cátia Cardoso Abdo Quintão, José Augusto Mendes Miguel

rinomanometria anterior ativa: descrição da técnica e relato de caso

Evaluation of the effect of rapid maxillary expansion on the respiratory pattern using active anterior rhinomanometry: Case report and description of the technique

Edmilsson Pedro Jorge, Luiz Gonzaga Gandini Júnior, Ary dos Santos-Pinto, Odilon Guariza Filho, Anibal Benedito Batista Arrais Torres de Castro

sob tratamento ortodôntico

Non-neoplastic proliferative gingival processes in patients undergoing orthodontic treatment

Irineu Gregnanin Pedron, Estevam Rubens Utumi, Ângelo Rafael Calábria Tancredi, Flávio Eduardo Guillin Perez, Gilberto Marcucci

Ilustração capa: Andrés Sebastián

4

1 1

12

Estudos longitudinais prospectivos não randomizados

Delineamento dos Estudos

Revisões sistemáticas Estudo clínico randomizado Meta-análise

tabela 4 - Resultado do teste aplicado na comparação dos grupos em relação

ao tratamento ortodôntico.

QUeStÕeS ReSUltaDO DO teSte ValOR tabelaDO

Custo do tratamento 4,631 p>0,5

ambiente do consultório 1,795 p>0,5

Como você se sente durante as consultas 31,750 p<0,005

Quantos pacientes são atendidos 9,343 p<0,05

Quem faz o atendimento clínico 2,583 p>0,1

Trang 6

88 Características oclusais de pacientes com Classe II, divisão 1, tratados sem e com extrações de dois pré-molares superiores

Occlusal characteristics of Class II division 1 patients treated with and without extraction of two upper premolars

João Tadeu Amin Graciano, Guilherme Janson, Marcos Roberto de Freitas, José Fernando Castanha Henriques

The expression of TGFβ1 mRNA in the early stage of the midpalatal suture cartilage expansion

Emilia Teruko Kobayashi, Yasuaki Shibata, Vanessa Cristina Veltrini, Rosely Suguino, Fabricio Monteiro de Castro Machado, Maria Gisette Arias Provenzano,

Tatiane Ferronato, Yuzo Kato

dentofacial – um estudo cefalométrico

The influence of bilateral lower first permanent molar loss on dentofacial morfology – a cephalometric study

David Normando, Cristina Cavacami

computadorizada Cone-Beam

Analysis of rapid maxillary expansion using Cone-Beam Computed Tomography

Gerson Luiz Ulema Ribeiro, Arno Locks, Juliana Pereira, Maurício Brunetto

An overview of the prevalence of malocclusion in 6 to 10-year-old children in Brazil

Marcos Alan Vieira Bittencourt, André Wilson Machado

programa Dolphin Imaging em telerradiografias laterais

Comparative study between manual and digital cephalometric tracing using Dolphin Imaging software with lateral radiographs

Mariane Bastos Paixão, Márcio Costa Sobral, Carlos Jorge Vogel, Telma Martins de Araujo

131 Caso Clínico BBO / BBO Case Report

Má oclusão Classe III de Angle, subdivisão direita, tratada sem exodontias e com controle de crescimento

Angle Class III malocclusion, subdivision right, treated without extractions and with growth control

Sérgio Henrique Casarim Fernandes

143 Tópico Especial / Special Article

Extração de incisivo inferior: uma opção de tratamento ortodôntico

Lower incisor extraction: An orthodontic treatment option

Mírian Aiko Nakane Matsumoto, Fábio Lourenço Romano, José Tarcísio Lima Ferreira, Silvia Tanaka, Elizabeth Norie Morizono

162 Normas para publicação / Information for authors

tabela 3 - Resultados do teste t de Student da comparação entre o

Grupo 1 e o Grupo 2 para as medidas obtidas nos modelos de estudo.

( * ) diferença estatisticamente significativa (p<0,05).

Trang 7

Os impactos da Ortodontia na sociedade

Ed i t o r i a l

Quais os impactos da Ortodontia na sociedade? Essa

pergunta é frequentemente apontada para

especiali-dades que têm como parte do seu alvo a estética Nós,

ortodontistas, sabemos — até intuitivamente — que o

tratamento ortodôntico transgride os limites da beleza, e

muitos pacientes compreendem claramente a relevância

e a abrangência das correções porque gozam de seus

benefícios a cada dia de suas vidas

Os pacientes fissurados encontram-se entre essas

pessoas E é curioso notar que o Brasil contribuiu muito

para o desenvolvimento das técnicas e conceitos

utiliza-dos no tratamento dessa patologia, pois um utiliza-dos maiores

e mais respeitados centros do mundo para tratamento

de fissurados é o Centrinho de Bauru (HRAC-USP)

Lá, na década de 1970, um grupo de pesquisadores foi

forçado a expandir os conhecimentos ortodônticos em

busca de soluções para as pessoas que os procuravam

com graves comprometimentos faciais estéticos e

fun-cionais Talvez como fruto dessa pressão de seleção, num

clássico caso de darwinismo profissional, surgiram vários

grandes profissionais Destaco um deles, até porque é o

entrevistado desse número, o Dr Leopoldino ("Dino")

Capelozza Filho Ele foi forjado em um ambiente que

lhe deu “condições inexoráveis para ter espírito crítico

e confiança para ignorar dogmas e quebrar conceitos”,

virtudes que marcaram sua vida profissional clínica e

como professor E foi essa última atuação, como mestre,

o seu maior legado Ele pertence ao pequeno grupo

de professores que fizeram a transição da Ortodontia

brasileira de uma mera repetidora de conhecimentos

para uma posição de liderança mundial Isso sempre

reconhecendo o paciente como "objetivo principal”.

Eu me referi à nossa intuição para compreender

os benefícios que a Ortodontia traz para a população,

que podem ser aferidos com obviedade em pacientes

fissurados Entretanto, a leitura do artigo de Feu e

colaboradores, sobre indicadores de qualidade de vida

e sua importância na Ortodontia, adensa essa

compre-ensão Ao descrever e exemplificar vários indicadores

de qualidade de vida relacionados à Odontologia, os autores conseguiram concentrar, de forma excelente, o conhecimento sobre os diferentes impactos que nossa especialidade tem sobre a vida das pessoas E são muitas

as que necessitam de tratamento ortodôntico Para se ter uma ideia disso, basta ler o artigo de Bittencourt e Machado, os quais avaliaram 4.776 crianças brasileiras durante a campanha “Prevenir é melhor que tratar”, conduzida, em 18 estados brasileiros, pela Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial.

Por fim, a abrangência da Ortodontia pode ser vada de forma simples e direta no gráfico gerado com

obser-as palavrobser-as contidobser-as nesse número do jornal (Fig 1) O tamanho de cada palavra representa a frequência de sua aparição nos artigos É incrível notar a quantidade

de desdobramentos que o Tratamento realizado pela Ortodontia tem nos Pacientes

Boa leitura.

Jorge Faber Editor-chefe faber@dentalpress.com.br

FIGURa 1 - Gráfico onde o tamanho de cada palavra representa a frequência

de sua aparição nos artigos desse número do jornal É incrível notar a tidade de desdobramentos que o tratamento realizado pela Ortodontia tem nos Pacientes

Trang 12

quan-IV International Meeting of The Peruvian Society of Orthodontics

Data: 17 a 19 de março de 2011 Local: JW Marriott Hotel Lima; Malecon de la Reserva 615, Miraflores, Peru Informações: www.ortodoncia.org.pe

ivcongreso-sp-orto@hotmail.com fernandoser@speedy.com.pe

Mega Curso de em São Paulo Ortodontia em Adultos

Data: 30 e 31 de março de 2011 Local: Hotel Quality Suítes - Congonhas / SP Informações: www.megacurso.tumblr.com

Curso Mini-implantes 2011 - Hands on

Data: 25 e 26 de março de 2011 Local: Rio de Janeiro - Flamengo Informações: (21) 3325-5621

www.marassiortodontia.com.br

Ca l e n d á r i o d e ev e n t o s

Ca r t a a o ed i t o r

Prezado editor,

Houve uma falha de comunicação durante a

redação do artigo intitulado Termo do 1º

Con-senso em Disfunção Temporomandibular e Dor

Orofacial, publicado na edição 2010

May-Ju-ne;15(3):114-20: equivocadamente, foi incluído

o nome do Dr José Tadeu Tesseroli de Siqueira

como endossador Assim, nós autores queremos esclarecer que o referido doutor não foi um dos endossadores do trabalho.

Atenciosamente, Simone Vieira Carrara,

Pau-lo César Rodrigues Conti e Juliana Stuginski Barbosa.

POWER2Reason - Evidence Based Seminars

Data: 18 e 19 de março de 2011 Local: São Paulo - Hotel Blue Tree Premium Informações: ksmolje@americanortho.com

(11) 6976-8533 0800-711.60.10

Curso de Capacitação Biomecânica Interativa Auto Ligante

Data: 1 e 2 de abril de 2011 Local: São José dos Campos / SP Informações: (12) 3923-2626

celestino@nyu.edu

VI Jornada de Medicina Dentária UCP-Viseu

Data: 19 a 21 de maio de 2011 Local: Universidade Católica Portuguesa (Viseu/Portugal) Informações: www.vijornadasmd.pt.vu

vijornadasmducp@gmail.com

Trang 13

SPO 2010

Lançamento

O “Ser” Professor

Ac o n t e c i m e n t o s

Na cidade de São Paulo, no Palácio das Convenções do Anhembi, foi realizado o 17º Congresso

da SPO, com o tema “Ortodontia Contemporânea: Tecnologia e Bem-estar”, com a presença dos principais nomes da Ortodontia nacional e internacional

Para celebrar o lançamento da 5ª edição do

livro “O ‘Ser’ Professor – Arte e Ciência no

En-sinar e Aprender”, o professor Alberto

Conso-laro, com o apoio da Editora Dental Press,

re-cebeu amigos, alunos, professores e autoridades

para uma noite de autógrafos em Bauru/SP

Professor Alberto Consolaro, Professora Maria Arminda do Nascimento ruda, Pró-Reitora de Cultura e Extensão Universitária da USP, e José Jobson

Ar-de AndraAr-de Arruda, Pró-Reitor Ar-de Pesquisa e Pós-Graduação da USC

Alberto Consolaro e Jorge Faber

Laurindo Furquim, Vanda Domingos, Nerio

Pan-taleoni, Vera T C Terra e Ertty Silva Alisson Hernandes, Amanda Oliveira, Renata Romero, Maria Cláudia, Márcio Almeida e

Ma-nuela Morisco

Laura, Carlos e Marise Cabrera com Hugo José

Trevisi Fabrizio Panti, Alessandro Rampello, Vanda, Leo-poldino Capelozza e Enrico Massarotti Renato Almeida e David Normando.

Trang 14

Movimentação dentária mais rápida, melhor

e indolor: será possível?

As tentativas de correção de dentes apinhados ou

projetados remontam a 3000 anos de história

Fo-ram encontradas múmias egípcias com anéis

metáli-cos rudimentares envoltos em alguns dentes

Apare-lhos ortodônticos toscos, mas surpreendentemente

bem elaborados, também foram encontrados entre

artefatos gregos e etruscos1

Começando com Pierre Fauchard, passando por

Ben Kingsley, Calvin Case e, finalmente, Edward H

Angle, somos testemunhas de uma imensa evolução

tecnológica A era moderna da Ortodontia iniciou

sua trajetória histórica em torno do ano 1900,

evo-luindo desde as bandas de metal ajustadas aos dentes

até aparelhos colados nas superfícies vestibular e

lin-gual, além dos aparelhos invisíveis, mini-implantes e

miniplacas, braquetes autoligados, modelos digitais,

laser etc Portanto, a busca contínua pelo

aperfei-çoamento dos materiais e técnicas suscita em nós o

desejo de tratar os pacientes mais rapidamente, com

melhores técnicas e de forma totalmente indolor

Hoje em dia, muitas pessoas submetem-se ao

tra-tamento ortodôntico, o que lhes proporciona uma

melhor oclusão, com efeitos benéficos nas funções

orais e uma aparência facial mais harmoniosa No

en-tanto, dois desconcertantes desafios ainda não foram

resolvidos pela Ortodontia clínica, ou seja: o tempo

de tratamento prolongado (2-3 anos, em média) e a

reabsorção radicular iatrogênica A superação desses

desafios certamente irá melhorar drasticamente a

qualidade do tratamento ortodôntico.

Por natureza, o movimento dentário ortodôntico (MDO) é um processo de modelação óssea induzi-

da mecanicamente, onde o osso formado no lado da tensão é reabsorvido no lado da compressão do liga- mento periodontal (LP) Historicamente, verificou-

se que, quando forças são aplicadas, as seguintes três fases distintas da movimentação dentária podem ser observadas: a primeira fase, de tensão, em que o LP é comprimido (menos de 5 segundos); a segunda fase,

de latência, durante a qual o movimento dentário sofre uma pausa devido à hialinização que ocorre no

LP (7-14 dias); e a terceira fase, de movimento, em que o dente se move com facilidade, provocando um processo de reabsorção que debilita intensamente

o osso alveolar adjacente2 Portanto, é lógico supor que, se a 2ª fase (hialinização no LP) puder ser evi- tada ou minimizada, o dente poderá mover-se com maior suavidade e rapidez

Do ponto de vista clínico, a aplicação de forças possui características de magnitude, frequência e duração Há anos que os estudos vêm privilegiando

a magnitude e a duração das forças, o que resultou

na maioria dos incontestáveis achados científicos descritos na literatura atual Em resumo, sempre que são aplicadas forças leves, parece que a segunda fase não está presente e o dente se move com mui-

to menos trauma (sem hialinização) através do osso alveolar — o que seria, sem dúvida, a situação ideal

O problema da aplicação de forças pesadas reside

no fato de que, embora o dente se mova, em última

o q u E h á d E n o v o n a od o n t o l o g i a

Jose A Bosio*, Dawei Liu**

* Professor Assistente e Diretor da Clínica de Pós-Graduação do Departamento de Ciências do Desenvolvimento/Ortodontia da Faculdade de Odontologia

da Universidade Marquette, Milwaukee, WI, EUA

** Professor Assistente, Diretor do Curso de Graduação e Diretor de Pesquisa do Departamento de Ciências do Desenvolvimento/Ortodontia da Faculdade

de Odontologia da Universidade Marquette, Milwaukee, WI, EUA

Ambos os autores contribuíram igualmente para este trabalho

Trang 15

B

bosio Ja, liu D

realização de estudos imparciais e bem embasados,

comprovando que os dentes podem realmente ser

movimentados com maior rapidez, segurança e

efici-ência empregando-se a tecnologia SureSmile.

São as seguintes as dificuldades encontradas

no sistema SureSmile: 1) o tempo de varredura é

ainda bastante longo, levando cerca de 25 minutos

para digitalizar uma boca completa, 2) o tempo

FIGURa 2 - A) Scanner intrabucal; B) modelo individualizado em 3D; C) dobras no fio, realizadas por robô e D) dobras no fio, individualizadas para cada dente.

de cadeira é reduzido, mas o tempo necessário ao planejamento e alteração do posicionamento den- tário no programa de computador aumenta signi- ficativamente, 3) os custos iniciais com a monta- gem do equipamento e manutenção do programa ainda são muito elevados Em breve, essa tecnolo- gia arrojada deverá demonstrar sua eficácia diante

da comunidade ortodôntica.

1 Wahl N Orthodontics in 3 millennia Chapter 2: entering

the modern era Am J Orthod Dentofacial Orthop 2005

4 Cattaneo PM, Dalstra M, Melsen B Moment-to-force ratio, center

of rotation, and force level: a finite element study predicting their

interdependency for simulated orthodontic loading regimens Am J

Orthod Dentofacial Orthop 2008 May;133(5):681-9

5 Rubin C, Turner AS, Bain S, Mallinckrodt C, McLeod K Anabolism

Low mechanical signals strengthen long bones Nature 2001 Aug

9;412(6847):603-4

6 Xie L, Rubin C, Judex S Enhancement of the adolescent

murine musculoskeletal system using low-level mechanical

vibrations J Appl Physiol 2008 Apr;104(4):1056-62

7 Kusano H, Tomofuji T, Azuma T, Sakamoto T, Yamamoto T,

Watanabe T Proliferative response of gingival cells to ultrasonic

and/or vibration toothbrushes Am J Dent 2006 Feb;19(1):7-10

8 Nishimura M, Chiba M, Ohashi T, Sato M, Shimizu Y, Igarashi K, et

al Periodontal tissue activation by vibration: intermittent stimulation

by resonance vibration accelerates experimental tooth movement

in rats Am J Orthod Dentofacial Orthop 2008 Apr;133(4):572-83

RefeRências

9 Marie SS, Powers M, Sheridan JJ Vibratory stimulation as a method of reducing pain after orthodontic appliance adjustment

J Clin Orthod 2003 Apr;37(4):205-8

10 Liu D Acceleration of orthodontic tooth movement by mechanical vibration Access: 2009 Jan 12 Available from: http://iadr.confex.com/iadr/2010dc/webprogram/Paper129765.html

11 Kau CH, Jennifer TN, Jeryl D The clinical evaluation of a novel cyclical-force generating device in orthodontics Orthodontic Practice US 2010;1(1):43-4

12 Mandall N, Lowe C, Worthington H, Sandler J, Derwent S, Abdi-Oskouei M, et al Which orthodontic archwire sequence? A randomized clinical trial Eur J Orthod 2006 Dec;28(6):561-6

13 Mah J, Sachdeva R Computer assisted orthodontic treatment: The SureSmile process Am J Orthod Dentofacial Orthop 2001 Jul;120(1):85-7

14 Scholz RP, Sachdeva RCL Interview with an innovator: SureSmile Chief Clinical Officer Rohit C L Sachdeva Am J Orthod Dentofacial Orthop 2010 Aug;138(2):231-8

endereço para correspondênciaJose A Bosio (jose.bosio@marquette.edu)Dawei Liu (dawei.liu@marquette.edu)

Trang 16

In s I g h t Or t O d ô n t I c O

Tracionamento ortodôntico: possíveis

consequências nos caninos superiores e

O tracionamento dos caninos representa um

dos procedimentos passíveis de serem utilizados

no tratamento ortodôntico para colocá-los na

ar-cada dentária em condições estéticas e funcionais

normais O tracionamento dos caninos deve ser

caracterizado como um movimento ortodôntico

Infelizmente, nas discussões clínicas sobre a

prática ortodôntica, alguns profissionais

ofere-cem resistência quanto a indicar o tracionamento

ortodôntico, especialmente dos caninos

superio-res Esses profissionais acreditam que o

traciona-mento ortodôntico promove muitos problemas

clínicos trans e pós-operatórios Entre os

proble-mas mais citados para restringirem a indicação

do tracionamento ortodôntico estão:

1) Reabsorção Radicular Lateral nos incisivos

laterais e nos pré-molares.

2) Reabsorção Cervical Externa nos caninos

da polpa e necrose pulpar asséptica relacionados direta ou indiretamente com o tracionamento ortodôntico de caninos

Diferenciando o tracionamento ortodôntico

de outros procedimentos Existem outras formas, a partir de procedi- mentos cirúrgicos, de colocar na arcada dentária caninos não irrompidos ou irrompidos mas mal posicionados Os deslocamentos cirúrgicos dos caninos para a arcada dentária recebem nomes como “tracionamento rápido” do canino ou ex- trusão rápida do canino, mas na realidade repre- sentam um transplante autógeno intra-alveolar10

e não se utilizam movimentos dentários dos e realizados pelos tecidos periodontais Não existe a possibilidade de “tracionamento” cirúr- gico de caninos, pois o próprio nome refere-se

induzi-* Professor Titular em Patologia da FOB-USP e da Pós-Graduação da FORP-USP

** Professora Substituta de Patologia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba da UNESP

*** Professora Doutora da Graduação e Pós-Graduação em Biologia Oral da USC-Bauru

Trang 17

tracionamento ortodôntico: possíveis consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes (Parte 3)

consideração final

O tracionamento ortodôntico deve ser

consi-derado um movimento dentário induzido, como

qualquer outro movimento ortodôntico As suas

forças e direção são de extrusão dentária e criam

aspectos específicos para esse procedimento

orto-dôntico No planejamento e execução do

traciona-mento ortodôntico de caninos, devem ser

conside-radas as características anatômicas e funcionais do

ligamento periodontal

As consequências indesejadas mais citadas

para restringir a indicação do tracionamento são

de ordem técnica, de execução, e podem ser

es-clarecidas biologicamente São elas: a)

Reabsor-ção radicular lateral nos incisivos laterais e nos

pré-molares; b) Reabsorção cervical externa nos

caninos tracionados; c) Anquilose alveolodentária

do canino envolvido; d) Metamorfose cálcica da

polpa e necrose pulpar asséptica.

Essas consequências não decorrem primária

e especificamente do tracionamento ortodôntico Elas podem ser evitadas se determinados cuidados técnicos forem adotados, especialmente “os qua- tro pontos cardeais da prevenção de problemas durante o tracionamento ortodôntico” 6 a saber:

1 Avaliar o folículo pericoronário e suas relações com os dentes vizinhos.

2 Valorizar a região cervical do dente não pido, para evitar exposição e manipulação cirúr- gica da junção amelocementária.

irrom-3 Cuidar para não transformar a luxação antes do tracionamento em severo traumatismo dentário,

em procedimentos cirúrgicos desnecessários.

4 Preservar o feixe vasculonervoso apical que adentra no canal radicular durante o procedi- mento de conferir a obtenção da luxação ou pelo aumento da velocidade do tracionamento dentário em sentido oclusal.

1 Cahill DR, Marks SC Jr Tooth eruption: evidence for the

central role of the dental follicle J Oral Pathol 1980

Jul;9(4):189-200

2 Consolaro A Caracterização microscópica de folículos

pericoronários de dentes não irrompidos e parcialmente

irrompidos Sua relação com a idade [tese] Bauru (SP):

Faculdade de Odontologia de Bauru; 1987

3 Consolaro A Reabsorções dentárias nas especialidades

clínicas 2ª ed Maringá: Dental Press; 2005

4 Consolaro A Metamorfose cálcica da polpa versus

“calcificações distróficas da polpa" Rev Dental Press Estét

2008 abr-jun;5(2):130-5

5 Consolaro A O folículo pericoronário e suas implicações

clínicas nos tracionamentos dos caninos Rev Clín Ortod

Dental Press 2010 jun-jul;9(3):105-10

6 Consolaro A O tracionamento ortodôntico representa

um movimento dentário induzido! Os 4 pontos cardeais

da prevenção de problemas durante o tracionamento

ortodôntico Rev Clín Ortod Dental Press 2010 ago-set;

9(4):109-14

7 Consolaro A Tracionamento ortodôntico: possíveis

consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes

Parte 1: reabsorção radicular nos incisivos laterais e

pré-molares Dental Press J Orthod 2010 jul-ago;15(4):19-27

8 Consolaro A Tracionamento ortodôntico: possíveis

consequências nos caninos superiores e dentes adjacentes

Parte 2: reabsorção cervical externa nos caninos tracionados

Dental Press J Orthod 2010 set-out;15(5):11-8

10 Consolaro A, Pinheiro TN, Intra JBG, Masioli MA, Roldi A

Os transplantes dentários autógenos: as razões biológicas

do sucesso clínico Rev Dental Press Estét 2008 set;5(3):124-34

jul-11 Damante JH Estudo dos folículos pericoronários de dentes não irrompidos e parcialmente irrompidos Inter-relação clínica, radiográfica e microscópica [tese] Bauru (SP): Universidade de São Paulo; 1987

Trang 18

En t r E v i S t a

Uma entrevista com

Leopoldino Capelozza Filho

particular, desenvolvendo extensa experiência em tratamentos ortodônticos de crianças e adultos,

com deformidades dentárias e/ou esqueléticas, e em Odontologia de acompanhamento

É professor-assistente doutor aposentado da Universidade de São Paulo, professor do Curso de Pós-Graduação (mestrado) em Fissuras Orofaciais do HRAC-USP, professor visitante da Universidade

Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, ortodontista do HRAC-USP, assessor da Fundação de

Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo Com inúmeras publicações em revistas nacionais e

internacionais, e expressiva participação em congressos da especialidade, atualmente mantém a

coordenação do Curso de Especialização em Ortodontia da Profis e dos Cursos de Especialização

e Mestrado em Ortodontia da Universidade do Sagrado Coração (USC), e colabora com vários

cursos de pós-graduação em Ortodontia.

Numa especial circunstância, fui convidado a apresentar a entrevista do Prof Leopoldino Capelozza Filho, diante do fato de que um dos seus maiores amigos e parceiros científicos, o Prof Omar Gabriel da Silva Filho, estava por fazê-lo, mas infelizmente, logo após o envio de suas perguntas, um problema de saúde não lhe permitiu continuar mais esse trabalho Mas, com a graça de Deus, em breve ele poderá voltar ao trabalho e curtir esta histórica participação.

Sobre a apresentação do ilustre entrevistado desta edição, tenho a certeza de que, se fossem fazê-la, muitos dos seus amigos (e são muitos) sentiriam o mesmo peso da responsabilidade em apresentar o “Dr Dino”, como carinhosamente seria citado E também todos se perguntariam: precisa de apresentação?

Estima-se que mais de 3000 exemplares de seu livro já foram vendidos, tornando-o um best-seller da editora Dental Press E esse incansável mestre está por lançar um novo livro com mais inovações, focando uma Ortodontia individualizada, realista e minimalista (onde, parafraseando-

o, o mínimo pode ser o máximo).

Tive o privilégio de, no início de minha formação, ter o Prof Capelozza como um dos principais mentores de Ortodontia e, por essa razão, posso testemunhar o seu caráter, honestidade pessoal e científica, e o bom senso desse incomparável mestre Tive condições de aprender e despertar para uma Ortodontia de olhos mais abertos, diante de sua vasta experiência e critério científico Conteúdo esse que justifica, há muito, sua diretriz morfológica de diagnosticar e tratar

Durante os anos de residência odontológica no Setor de Ortodontia do Centrinho (HRAC-USP, Bauru), pude também acompanhar a fluência de sua lucidez na luta diária em prol dos melhores resultados para os pacientes fissurados, juntamente com toda a equipe do Centrinho Muitas linhas seriam necessárias para relacionar o impacto de suas atitudes sobre as condutas atuais dos ortodontistas brasileiros, construídas

in-em mais de 30 anos de Ortodontia Desde os seus ex-alunos, como eu, que hoje passaram para o “lado de cá” e continuam a transmitir seus ceitos na formação de novos profissionais, até os novos ortodontistas, que podem ter a feliz oportunidade de iniciar a carreira a um passo adiante Aos que o conhecem bem, sabem que poderíamos dizer muito mais desse genial amigo.

con-Nesta entrevista, pode-se subtrair um pouco do raciocínio claro do Prof Leopoldino Capelozza Filho, que “passeia” sobre o tratamento em fissurados e pacientes da clínica ortodôntica, pontuando sua visão nos tratamentos compensatórios nos três planos (vertical, anteroposterior e transversal) Contamos com a participação, como entrevistadores, dos ilustres colegas Prof Omar Gabriel da Silva Filho e Profa Terumi Okada,

do Prof Laurindo Furquim, Profa Susana Rizzato e Profa Dione do Vale.

Como era de se esperar, o leitor vai se entregar sem pausas a este rico e imperdível bate-papo, tendo a sensação de que estava conversando pessoalmente com este ícone ímpar da Ortodontia.

Boa leitura.

Adilson Luiz Ramos

Trang 19

1 Aelbers CMF, Dermaut LR Orthopedics in orthodontics:

part I, fiction or reality – a review of the literature Am J

Orthod Dentofacial Orthop 1996 Nov;110(5):513-9

2 Andrews LF Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop

Facial 1997 set-out;2(5):6-8

3 Cabrera CAG, Freitas MR, Janson G, Henriques JFC

Estudo da correlação do posicionamento dos incisivos

superiores e inferiores com a relação antero-posterior das

bases ósseas Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2005

nov-dez;10(6):59-74

4 Capelozza Filho L Diagnóstico em Ortodontia Maringá:

Dental Press; 2004

5 Capelozza Filho L Expansão rápida da maxila em adultos

sem assistência cirúrgica Rev Dental Press Ortod Ortop

Facial 1999 nov-dez;4(6):76-83

6 Capelozza Filho L Entrevista Reinaldo Mazzottini Rev Clín

Ortod Dental Press 2008 jan-mar;7(3):48-56

7 Capelozza Filho L, Mazzotini R Um recurso clínico:

substituição do parafuso expansor em meio à expansão

ortopédica da maxila Ortodontia 1981;14(3):211-20

REFERêNCIAS

8 Capelozza Filho L, Almeida AM, Ursi WJ Rapid maxillary expansion in cleft lip and palate patients J Clin Orthod 1994;28(1):34-9

9 Capelozza Filho L, Reis SAB, Cardoso Neto J Uma variação

no desenho do aparelho expansor rápido da maxila no tratamento da dentadura decídua ou mista precoce Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 1999 jul-ago;4(1):69-74

10 Capelozza Filho L, Fattori L, Cordeiro A, Maltagliati LA Avaliação da inclinação do incisivo inferior através da tomografia computadorizada Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2008 nov-dez;13(6):108-17

11 Capelozza Filho L, Machado FMC, Ozawa TO, Cavassan

AO Folga braquete/fio – o que esperar da prescrição para inclinação nos aparelhos pré-ajustados Rev Dental Press Ortod Ortop Facial No prelo 2010

12 Capelozza Filho L, Silva Filho OG, Ozawa TO, Cavassan

AO Individualização de braquetes na técnica de Wire: revisão de conceitos e sugestão de indicações para uso Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 1999 jul-ago;4(4):87-106

Straight-Revistas de qualidade, com esforços para publicações

controladas e, inclusive em língua inglesa, como a

Dental Press Firmas competindo pelo mercado

brasileiro, inclusive com investimentos em

fábri-cas, como os da 3M na Abzil Uma sociedade que

melhora seu poder de compra e que,

reconhecida-mente, valoriza a estética Um completo e positivo

panorama, que deve refletir um ensino qualificado

e uma prestação de serviços de excelência Nesse

ponto, o mais importante na minha perspectiva, a

evolução mais consistente e o melhor futuro De

uma especialidade destinada à elite, na década de

70; a uma especialidade acessível a uma parcela

muito significativa da população, desde o final do

século passado Em um futuro próximo, disponível

no serviço de saúde pública Sim, junto com os

es-forços para o controle da cárie, permitido por uma

Odontologia de alto nível, preocupações com as más

oclusões, repetindo o passado recente das sociedades mais avançadas do mundo Como não ser otimista com um passado recente e um presente como esses? Muitos profissionais, cursos que não prezam o nível necessário de formação, tratamentos que não obe- decem parâmetros rígidos de qualidade? Claro que existem, efeitos colaterais desse movimento, positivo

em essência, que devem e precisam ser controlados Não confundir esses desvios passíveis de críticas, com mudanças que significam evolução A Ortodontia tende a ser ortodoxa Não há evolução sem mudança

de conceitos Novos conceitos necessitam de novas perspectivas Informações que, derivadas de pesqui- sas, devem gerar conhecimento Ações terapêuticas que considerem o indivíduo, diagnosticado pelo que ele realmente é, e não pela relação dos seus molares Mudar o olhar para mudar o fazer Fazer o melhor

em um futuro que pode ser brilhante.

Trang 20

Capelozza Filho L

13 Capelozza Filho L, Cardoso Neto J, Silva Filho OG, Ursi WJ

Non-surgically assisted rapid maxillary expansion in adults Int

J Adult Orthodon Orthognath Surg 1996;11(1):57-66

14 Caricati JAP, Fuziy A, Tukasan P, Silva Filho OG, Menezes MHO

Confecção do contensor removível Osamu Rev Clín Ortod

Dental Press 2005 abr-maio;4(2):22-8

15 Cavassan AO, Albuquerque MD, Capelozza Filho L Rapid

maxillary expansion after secondary alveolar bone graft in a

patient with bilateral cleft lip and palate Cleft Palate Craniofac

J 2004 May;41(3):332-9

16 Cozza P, Baccetti T, Franchi L, Toffo L, McNamara Jr JA

Mandibular changes produced by functional appliances

in Class II malocclusion: a systematic review Am J Orthod

Dentofacial Orthop 2006 May;129(5):599.e1-12

17 Faber J Anticipated benefit: a new protocol for orthognathic

surgery treatment that eliminates the need for conventional

orthodontic preparation Dental Press J Orthod 2010 Jan-Feb;

15(1):144-57

18 Fattori L Avaliação das inclinações dentárias obtidas pela

técnica Straight-Wire – prescrição Capelozza Classe II

[dissertação] São Bernardo do Campo (SP): Universidade

Metodista de São Paulo; 2006

19 Haas AJ Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2001

jan-fev;6(1):1-10

20 Hägg U, Taranger J Maturation indicators and pubertal growth

spurt Am J Orthod 1982 Oct;82(4):299-309

21 Koudstaal MJ, Van der Wal KG, Wolvius EB, Schulten AJ The

Rotterdam palatal distractor: introduction of the new

bone-borne device and report of the pilot study Int J Oral Maxillofac

Surg 2006 Jan;35(1):31-5

Dione do Vale

- Mestre e Doutora em Ortodontia pela Faculdade de

Odontologia de Bauru/USP.

- Responsável pelo Setor de Ortodontia do Centro de

Aten-cão aos Defeitos de Face (CADEFI) do Instituto de Medicina

Integral Prof Fernando Figueira (IMIP, Recife / PE).

- Atualmente é professor de Ortodontia na Universidade

Estadual de Maringá (UEM)

Susana Maria Deon Rizzatto

- Mestre e Especialista em Ortodontia pela UFRGS e PUC-RS.

- Diplomada pelo Board Brasileiro de Ortodontia (BBO).

- Professora de Ortodontia da PUC-RS.

Omar Gabriel da Silva Filho

- Coordenador do Curso de Atualização em Ortodontia

Preventiva e Interceptiva, promovido pela PROFIS

(Sociedade de Promoção Social do Fissurado

Lábio-Palatal).

- Professor do Curso de Especialização em Ortodontia

promovido pela PROFIS.

- Ortodontista do HRAC-USP (Hospital de Pesquisa e

Reabilitação de Lesões Lábio-Palatais, Universidade de

São Paulo), em Bauru.

Terumi Okada Ozawa

- Doutora em Ortodontia pela FO Araraquara-UNESP

- Ortodontista e Diretora de Divisão de Odontologia do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC) - USP / Bauru.

Endereço para correspondência

Leopoldino Capelozza FilhoE-mail: lcapelozza@yahoo.com.br

22 Liou EJ Effective maxillary orthopedic protraction for growing Class III patients: a clinical application simulates distraction osteogenesis Prog Orthod 2005;6(2):154-71

23 Liou E Entrevista Rev Dental Press Ortod Ortop Facial 2009 set-out;14(5):27-37

24 Pancherz H, Hansen K Mandibular anchorage in Herbst treatment Eur J Orthod 1988 May;10(2):149-64

25 Pancherz H The effects, limitations, and long-term dentofacial adaptation to treatment with the Herbst appliance Semin Orthod 1997 Dec;3(4):232-43

26 Pruzansky S Pre-surgical orthopedics and bone grafting for infants with cleft lip and palate: a dissent Cleft Palate J 1964;1:164-87

27 Siqueira DF Estudo comparativo, por meio de análise cefalométrica em norma lateral, dos efeitos dentoesqueléticos

e tegumentares produzidos pelo aparelho extrabucal cervical e pelo aparelho de protração mandibular, associados ao aparelho fixo, no tratamento da Classe II, 1ª divisão de Angle [tese] Bauru (SP): Faculdade de Universidade de São Paulo; 2004

28 Sugawara J, Mitani H Facial growth of skeletal Class III malocclusion and the effects, limitations and long-term dentofacial adaptation to chincap therapy Semin Orthod 1997 Dec;3(4):244-54

29 Trindade IEK, Silva Filho OG Fissuras labiopalatinas: uma abordagem interdisciplinar São Paulo: Ed Santos; 2007

30 Warren DW, Hershey HG, Turvey TA, Hinton VA, Hairfield WM The nasal airway following maxillary expansion Am J Orthod Dentofacial Orthop 1987 Feb;91(2):111-6

Trang 21

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Ortodontia como fator de risco para disfunções temporomandibulares: uma revisão sistemática

Eduardo Machado**, Patricia Machado***, Paulo Afonso Cunali****, renésio Armindo grehs*****

Objetivo: nos últimos anos, a inter-relação entre Ortodontia e disfunções

temporomandi-bulares (DTM) tem despertado interesse crescente na classe odontológica, sendo tema de discussões e controvérsias Em um passado recente, a oclusão era considerada como principal fator etiológico das DTM, sendo o tratamento ortodôntico uma medida terapêutica primária para um restabelecimento fisiológico do sistema estomatognático Assim, o papel da Ortodon-

tia na prevenção, desencadeamento e tratamento das DTM passou a ser investigado Com a realização de estudos científicos com metodologias mais rigorosas e precisas, a relação entre

o tratamento ortodôntico e as DTM pôde ser avaliada e questionada dentro de um contexto baseado em evidências científicas Este trabalho, através de uma revisão sistemática da litera-

tura, teve como objetivo analisar a inter-relação entre a Ortodontia e as DTM, verificando se

o tratamento ortodôntico é fator contribuinte para o desenvolvimento de DTM Métodos:

levantamento em bases de pesquisa — MEDLINE, Cochrane, EMBASE, Pubmed, Lilacs e BBO — entre os anos de 1966 e 2009, com enfoque em estudos clínicos randomizados, estu-

dos longitudinais prospectivos não randomizados, revisões sistemáticas e meta-análises

Resul-tados: após a aplicação dos critérios de inclusão, chegou-se a 18 artigos, sendo que 12 eram estudos longitudinais prospectivos não randomizados, 4 revisões sistemáticas, 1 estudo clínico randomizado e 1 meta-análise, que avaliaram a relação entre tratamento ortodôntico e DTM

Conclusões: pela análise da literatura, conclui-se que o tratamento ortodôntico não pode ser considerado fator contribuinte para o desenvolvimento de disfunções temporomandibulares.

Resumo

Palavras-chave: Síndrome da disfunção da articulação temporomandibular Transtornos da

articula-ção temporomandibular Transtornos craniomandibulares Articulaarticula-ção temporomandibular

Ortodon-tia Oclusão dentária.

** Especialista em Disfunções Temporomandibulares (DTM) e Dor Orofacial pela UFPR Graduado em Odontologia pela UFSM

*** Aluna do Curso de Especialização em Prótese Dentária da PUC-RS Graduada em Odontologia pela UFSM

**** Doutor em Ciências pela UNIFESP Professor dos cursos de graduação e pós-graduação em Odontologia da UFPR Coordenador do Curso

de Especialização em DTM e Dor Orofacial da UFPR

***** Doutor em Ortodontia e Ortopedia Facial pela UNESP/Araraquara Professor Adjunto dos cursos de graduação e pós-graduação em

Odontologia da UFSM

Resumo do editor

A disfunção temporomandibular (DTM)

chamou a atenção dos ortodontistas mediante o

conhecimento de processos judiciais que

apon-tavam o tratamento ortodôntico como o fator

desencadeante das dores na região da ção temporomandibular Além disso, a literatura tem investigado detalhadamente a influência das irregularidades oclusais na etiologia das DTM Estudos atuais, com critérios metodológicos

Trang 22

articula-Machado e, articula-Machado P, Cunali Pa, Grehs Ra

Questões aos autores

1) existe relação entre a má oclusão e as

dis-funções temporomandibulares?

Cada vez mais inserido dentro de um contexto de

uma Odontologia baseada em evidências, a oclusão

não pode ser considerada como um fator etiológico

primário no desencadeamento de DTM Admite-se

que determinadas condições oclusais podem atuar

como cofatores na etiologia das DTM, porém o seu

papel não pode ser superestimado Assim,

tratamen-tos que alterem o padrão oclusal de forma

irrever-sível, tais como o ajuste oclusal e a Ortodontia, não

encontram sustentação científica como protocolos

iniciais de tratamento para DTM.

2) Qual a conduta que devemos estabelecer

antes de iniciar o tratamento ortodôntico de

um paciente com DTM?

O exame clínico pré-ortodôntico do paciente

deve englobar uma avaliação completa acerca de

sinais e sintomas de DTM, lançando-se mão de

exames complementares, quando necessário, para

o correto diagnóstico Quando na presença desses,

a opção terapêutica recai sobre tratamentos

con-servadores e reversíveis, para, depois de

controla-dos os sinais e sintomas de DTM, se proceder a

re-alização do tratamento ortodôntico e reabilitações

bucais É necessária a conscientização do paciente

estudos longitudinais, randomizados e nistas, com critérios diagnósticos padronizados, para que se determinem associações causais mais precisas Durante a fase de diagnóstico do paciente pré- ortodôntico, é importante a realização de uma ava- liação completa da presença de sinais e sintomas de DTM Para tanto, torna-se necessária uma integra- ção da Ortodontia com a especialidade da Disfun- ção Temporomandibular e Dor Orofacial, para uma adequada decisão terapêutica quando da presença dessas, visto a grande prevalência das DTM na po- pulação de um modo geral.

intervencio-rigorosos e desenhos adequados, apresentam

evidências mais precisas da inter-relação entre a

Ortodontia e as DTM.

O presente estudo realizou uma revisão

sistemá-tica de evidências sobre a associação do tratamento

ortodôntico e as disfunções temporomandibulares

A amostra foi composta por 18 artigos que

satis-faziam os critérios de inclusão adotados A revisão

literária demonstrou que não há um aumento na

prevalência de DTM devido ao tratamento

ortodôn-tico tradicional, seja com protocolos de exodontias

ou não Porém, é necessária a realização de novos

sobre essa condição, bem como sobre a cia da sua natureza etiológica multifatorial, para o adequado manejo e controle das disfunções tem- poromandibulares.

importân-3) O tratamento ortodôntico não deve ser dicado com vistas a amenizar os sintomas de DTM Qual a sua percepção quanto à difusão dessas evidências dentre os clínicos gerais e ortodontistas?

in-O protocolo inicial de tratamento para DTM deve ser conservador, reversível, pouco invasivo

e pautado em evidências científicas significativas Atualmente, com a utilização de métodos baseados

em evidências, os estudos clínicos demonstram que

a Ortodontia não consiste em uma forma de mento e prevenção para DTM; bem como, quando realizada de forma adequada, não acarreta desen- cadeamento de DTM Esse conhecimento deve ser discutido e repassado para a classe odontológica em geral e a ortodôntica, de forma que permita elucidar essa inter-relação tanto para os profissionais quanto para os pacientes, visto que, em algumas publicações, nota-se ainda que essa interface não está totalmente clara para os profissionais.

trata-Endereço para correspondência

Eduardo Machadorua francisco Trevisan, nº 20, Bairro Nossa Sra de Lourdes CEP: 97.050-230 – Santa Maria / rS

E-mail: machado.rs@bol.com.br

Trang 23

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Resumo do editor

Com o aumento do número de profissionais

no mercado de trabalho, a busca pela satisfação

do paciente ortodôntico ganhou atenção

Entre-tanto, há dificuldade em quantificar tais questões,

pela necessidade de consultar a opinião dos

pa-cientes e pela natureza prolongada do tratamento

ortodôntico Quais seriam, então, as percepções

do paciente que influenciariam a satisfação com o tratamento ortodôntico e também com a atuação do profissional? Essa é uma questão im- portante para desvendar o universo psicológico

do paciente, responsável pela sua integração ou não ao ambiente clínico

Avaliação do nível de satisfação de pacientes em tratamento ortodôntico em relação à atuação do ortodontista

Claudia Beleski Carneiro**, ricardo Moresca***, Nicolau Eros Petrelli****

Objetivo: devido à crescente preocupação dos profissionais em adquirir novos pacientes

e mantê-los satisfeitos com o tratamento, este estudo tem por objetivo avaliar o nível de satisfação de pacientes em tratamento ortodôntico com relação à atuação do ortodontista

Métodos: 60 questionários foram preenchidos por pacientes em tratamento ortodôntico com profissionais especialistas em Ortodontia, da cidade de Curitiba/PR Os pacientes fo- ram divididos em dois grupos: o grupo 1 compreendia 30 pacientes que se consideravam insatisfeitos e foram transferidos de profissional nos últimos 12 meses; os 30 pacientes parti- cipantes do grupo 2 consideravam-se satisfeitos e estavam em tratamento ortodôntico com

o mesmo profissional há pelo menos 12 meses Resultados e Conclusões: após a realização

da análise estatística pelo teste qui-quadrado, foi possível concluir que os fatores mente relacionados com o nível de satisfação dos pacientes avaliados, considerando a atua- ção do ortodontista, foram: titulação, recomendação do profissional, motivação, classificação técnica, interação profissional/paciente e relacionamento pessoal com o paciente Na ava- liação do tratamento ortodôntico, os fatores que determinaram diferenças estatisticamente significativas no nível de satisfação dos pacientes foram: quantidade de pacientes atendidos simultaneamente e integração do paciente durante as consultas.

estatistica-Resumo

Palavras-chave: Satisfação do paciente Relações profissional-paciente Ortodontia.

** Mestre em Farmacologia - UFPR Aluna do Curso de Especialização da Universidade Federal do Paraná

*** Professor de Ortodontia da UFPR, graduação e especialização Professor do Curso de Mestrado em Odontologia Clínica da Universidade Positivo **** Professor Coordenador do Curso de Pós-Graduação em Ortodontia, UFPR

Trang 24

Carneiro Cb, Moresca R, Petrelli Ne

Questões aos autores

1) Qual a importância de estudos como esse?

Estudos como esse permitem o entendimento do

relacionamento profissional/paciente, além do

apri-moramento do profissional, não apenas no aspecto

técnico, mas no sentido de garantir o bem-estar do

paciente A partir do momento em que o

profissio-nal conquista o paciente, garante sua permanência

no consultório, assim como a indicação de outros

pa-cientes novos por esse paciente satisfeito

2) com vistas a otimizar o grau de satisfação

dos pacientes ortodônticos, qual o

aconselha-mento que os autores dariam aos

ortodontis-tas clínicos?

Os ortodontistas clínicos deveriam prezar mais

pelo bom relacionamento pessoal com seus

pacien-tes Essa atitude garante a integração do paciente no

ambiente clínico, melhora o diálogo entre a equipe

técnica e o paciente, além de garantir a indicação do

profissional a parentes e amigos do paciente

recebido informações educativas pelo nal Apesar da ausência de diferença significativa,

profissio-a prevprofissio-alênciprofissio-a de pprofissio-acientes que relprofissio-atprofissio-arprofissio-am que o profissional não os reconhecia pelo nome cons- tituiu um terço dos pacientes insatisfeitos Com relação à aceitação de críticas e sugestões pelo profissional, foram encontradas diferenças esta- tisticamente significativas entre os grupos estu- dados Dentre os pacientes que se consideravam insatisfeitos, 60% não tinham liberdade de ex- pressar críticas e sugestões Isso sugere a falha de comunicação que existiu em mais da metade dos profissionais que tiveram pacientes transferidos

No estudo realizado, quase 90% dos pacientes que se consideravam insatisfeitos não apresenta- vam uma relação pessoal boa com o profissional Esses dados sugerem que a satisfação do paciente está fortemente relacionada à boa relação pessoal com o profissional

Participaram deste estudo 320 pacientes de 10

consultórios particulares de profissionais

especia-listas em Ortodontia Agruparam-se os pacientes

declaradamente insatisfeitos com o tratamento

ortodôntico e que mudaram de profissional, e um

segundo grupo foi composto por pacientes

satis-feitos com o tratamento ortodôntico Tais

pacien-tes responderam a um questionário escrito de 17

questões objetivas com apenas três alternativas,

nas salas de espera das clínicas ortodônticas

Uti-lizou-se o teste do “Qui-quadrado” para avaliar as

diferenças entre os grupos (p<0,05).

O currículo do profissional pareceu não

in-fluenciar no grau de satisfação dos pacientes

Com relação à natureza das informações

trans-mitidas ao paciente, não foram encontradas

di-ferenças estatisticamente significativas entre os

grupos estudados A maioria dos pesquisados do

presente estudo, em ambos os grupos, afirmou ter

3) Haveria uma recomendação distinta

quan-do quan-do atendimento de pacientes cos no âmbito acadêmico-universitário?

ortodônti-No âmbito universitário, seria interessante rar mais esta capacidade de integração entre paciente

explo-e profissional, já quexplo-e sexplo-e trata dexplo-e um ambiexplo-entexplo-e dexplo-e explo- sino, onde os profissionais envolvidos podem treinar essa habilidade continuamente, durante as sucessivas consultas clínicas Deveria ser mais explorado o as- pecto psicológico do tratamento ortodôntico, já que não apenas de técnica e rapidez vive o ortodontista

en-— ele necessita aprender um contexto psicológico para melhorar seu relacionamento com os pacientes, garantindo, assim, a satisfação para ambos os lados

Endereço para correspondência

Claudia Beleski Carneirorua rio grande do Sul, 381CEP: 84.015-020 – Ponta grossa / PrE-mail: cbeleskic@hotmail.com

Trang 25

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Resumo do editor

Os mini-implantes têm se sobressaído na

prefe-rência dos profissionais, pela facilidade de inserção

e remoção, possibilidade de carga imediata,

tama-nho pequeno e baixo custo A escolha do local de

inserção do mini-implante deve ser feita com base

em regiões adequadas de tecidos moles, quantidade

de osso cortical adequada, inclinação da

implanta-ção, tamanho do mini-implante e, principalmente,

Avaliação da densidade óssea para

instalação de mini-implantes

Marlon Sampaio Borges**, José Nelson Mucha***

Introdução: além da espessura da cortical óssea e a largura dos espaços interradiculares, a

den-sidade óssea é fator primordial para a eficiência dos mini-implantes como recursos de

ancora-gem Pretendeu-se avaliar a densidade óssea alveolar e basal maxilar e mandibular, em

unida-des Hounsfield (HU) Métodos: em onze arquivos de imagens tomográficas computadorizadas

Cone-Beam, de indivíduos adultos, foram obtidas 660 medidas da densidade óssea alveolar

(cor-ticais vestibular e lingual), osso medular e basal (maxilar e mandibular) Valores foram obtidos através do software Mimics versão 10.01 (Materialise, Bélgica) Resultados: maxila — a densi-

dade da cortical vestibular na faixa de osso alveolar variou de 438 a 948 HU, e a lingual de 680 a

950 HU; já o osso medular variou de 207 a 488 HU A densidade da cortical vestibular na faixa

de osso basal apresentou uma variação de 672 a 1380 HU e o osso medular de 186 a 420 HU Mandíbula — a variação do osso na cortical vestibular na faixa de osso alveolar foi de 782 a 1610

HU, na cortical lingual alveolar de 610 a 1301 HU, e na medular de 224 a 538 HU A densidade

na área basal foi de 1145 a 1363 HU na cortical vestibular e de 184 a 485 HU na medular

Con-clusões: a maior densidade óssea na maxila foi observada entre pré-molares na cortical alveolar vestibular A tuberosidade maxilar foi a região com menor densidade óssea A densidade óssea

na mandíbula foi maior do que na maxila e observou-se um acréscimo progressivo de anterior para posterior e de alveolar para basal.

Resumo

Palavras-chave: Densidade óssea Procedimentos de ancoragem ortodôntica Ortodontia.

** Especialista em Ortodontia pela UFF Cirurgião-dentista pela UFRJ Especialista em Ortodontia pela UFF

*** Doutor e mestre em Ortodontia pela UFRJ – Professor Titular de Ortodontia da FO-UFF

no tipo de movimento dentário A tomografia putadorizada Cone-Beam permite a avaliação da densidade óssea dos tecidos mineralizados O ob- jetivo deste estudo foi avaliar a densidade óssea nas regiões dos septos ósseos interdentários.

com-A amostra do estudo consistiu de 11 arquivos

de tomografia computadorizada volumétrica em formato DICOM, onde foram avaliadas, na re- gião do osso alveolar, as densidades das corticais

Trang 26

borges MS, Mucha JN

vestibulares, linguais e do osso medular; e, na região

do osso basal, as densidades das corticais

vestibu-lares e do osso medular, tanto na maxila como na

mandíbula As densidades ósseas foram calculadas

através do software Mimics versão 10.01 e

medi-das em unidades Hounsfield (HU) Foram

realiza-dos cortes no osso alveolar na faixa de altura de 3

a 5mm da crista óssea alveolar e, para o osso basal,

na faixa de altura de 5 a 7mm do ápice radicular

dos dentes (Fig 1) Nas áreas determinadas de osso

alveolar e osso basal, os locais avaliados entre os

dentes foram: entre os incisivos centrais e laterais,

entre caninos e primeiros pré-molares, entre os

pri-meiros e segundos pré-molares, entre os segundos

pré-molares e primeiro molares, entre primeiros e

segundos molares e na região distal aos segundos

molares, tanto para a maxila quanto para a

mandí-bula Nos locais entre os dentes, mediu-se,

portan-to: nas faixas de osso alveolar, a densidade óssea da

cortical vestibular, da cortical lingual e do osso

me-dular Na faixa de osso basal, mediu-se a densidade

da cortical vestibular e do osso medular (Fig 2)

Na maxila, a área com menor densidade foi a

tu-berosidade maxilar, e a área com maior densidade

óssea alveolar, na cortical vestibular, foi a região tre os pré-molares Na maxila, a cortical vestibular apresentou-se mais densa na faixa de osso basal do que na faixa de osso alveolar em todas as regiões analisadas A densidade da cortical alveolar lingual maxilar apresentou valores ligeiramente superiores aos da cortical vestibular Na mandíbula, de modo geral, há um progressivo aumento de densidade óssea da região anterior (menor densidade) para a região posterior (maior densidade) A cortical basal vestibular apresenta maior densidade óssea do que

en-a corticen-al en-alveolen-ar vestibulen-ar, exceto nen-a região molar A densidade óssea na mandíbula foi maior

retro-do que na maxila em praticamente todas as áreas avaliadas, exceto nas regiões entre incisivo central e lateral e entre segundo pré-molar e primeiro molar Foi verificado nesse estudo que os valores da densi- dade óssea das áreas corticais são maiores do que a densidade da área medular Essa observação reforça

a necessidade de inserir os mini-implantes com uma angulação de 10 a 20 graus em relação ao longo eixo dos dentes, para aproveitar ao máximo a pouca es- pessura e a maior densidade dessa cortical, tanto por lingual como por vestibular

FIGURa 1 - Imagem transversal de corte tomográfico computadorizado,

ilustrando a localização da crista óssea e dos ápices radiculares, bem

como a determinação das áreas medidas, correspondentes ao osso

al-veolar (3 a 5mm da crista óssea), bem como do osso basal (5 a 7mm dos

ápices radiculares)

FIGURa 2 - Vista ampliada de corte de tC na região entre 1 e 2 (incisivo central e lateral) na mandíbula com a ilustração da medição da densidade óssea na faixa de osso basal, tanto da cortical vestibular como da área medular a faixa ilustra a área representada do osso alveolar

Crista óssea

Osso alveolar

Osso alveolarOsso basal

Osso basal5-7mm do ápice

3-5mm da cristaÁpice radicular

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avaliação da densidade óssea para instalação de mini-implantes

Questões aos autores

1) Quais as implicações clínicas deste tipo de

investigação?

Com o advento da interpretação de imagens

através de softwares para avaliação de tomografias

computadorizadas de feixe cônico (Cone-Beam),

houve um avanço nas pesquisas relacionadas a

esse campo Clinicamente, os resultados do

estu-do da densidade óssea a partir estu-do mapeamento

de regiões em maxila e mandíbula permitirão ao

ortodontista um maior entendimento sobre as

di-ferenças entre as densidades ósseas, facilitando a

seleção, a partir de critérios científicos, de uma ou

mais regiões, em maxila e mandíbula, adequadas

para a instalação de mini-implantes ortodônticos

em pacientes adultos

2) Houve dificuldades metodológicas na

realiza-ção deste estudo?

As maiores dificuldades estiveram relacionadas

à grande quantidade de regiões analisadas nas

ima-gens tomográficas e, em alguns poucos casos, aos

artefatos de imagens produzidos por restaurações

metálicas extensas em alguns dentes Entretanto,

como as regiões mensuradas no estudo

localiza-vam-se, respectivamente, próximas à crista óssea

(área alveolar) e à região apical (área basal), os

artefatos não prejudicaram a leitura da densidade

óssea no estudo.

3) a espessura da cortical óssea e a densidade óssea costumam coincidir ou divergir para cada região em particular?

De acordo com a análise de tabelas e demais guras presentes no artigo, pode-se perceber na ma- xila que a cortical vestibular apresentou-se mais densa na faixa de osso basal do que na faixa de osso alveolar, em todas as regiões analisadas Também foi verificado um progressivo aumen-

fi-to de densidade óssea na mandíbula da região terior (menor densidade) para a região posterior (maior densidade) Na mandíbula, a cortical ba- sal vestibular, quando comparada com a cortical alveolar vestibular, apresentou densidade maior, com significância estatística, na maioria das áreas avaliadas, com exceção da região retromolar.

an-A densidade do osso alveolar da região cal vestibular da mandíbula foi estatisticamente maior do que da maxila, exceto nas regiões entre incisivo central e lateral e entre segundo pré-mo- lar e primeiro molar

corti-Comparando o osso medular da região alveolar,

os locais entre canino e primeiro pré-molar e entre primeiro e segundo pré-molares foram mais densos

na mandíbula quando comparados à maxila, com significância estatística.

No osso alveolar, os valores obtidos para a tical lingual foram muito semelhantes aos valores médios obtidos para a cortical vestibular, tanto para

cor-a mcor-axilcor-a como pcor-arcor-a cor-a mcor-andíbulcor-a.

Endereço para correspondência

Marlon Sampaio Borgesrua Conde de Bonfim 255 – sala 612CEP: 20.520-051 – Tijuca / rJ E-mail: borges.marlon@gmail.com

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ar t i g o in é d i t o

Indicadores de qualidade de vida e sua

importância na Ortodontia

Daniela feu*, Cátia Cardoso Abdo Quintão**, José Augusto Mendes Miguel***

Objetivos: o objetivo desse estudo foi buscar na literatura informações consistentes sobre

a qualidade de vida relacionada à saúde bucal, permitindo aos clắnicos acessar e

compre-ender sua influência no processo de busca e tratamento de seus pacientes Métodos: foram

pesquisadas as bases de dados eletrônicas MEDLINE, LILACS, BBO e Cochrane led Trials, entre 1980 e 2010 Foram encontrados 158 estudos que discutiam a qualidade

Control-de vida relacionada à saúControl-de bucal Resultados: foram selecionados 30 estudos, sendo dois

prospectivos longitudinais, duas revisões sistemáticas, cinco casos-controle, doze estudos epidemiológicos, cinco estudos transversais e três revisões de literatura, além da declaração

da Organização Mundial da Saúde A seleção baseou-se no objetivo de descrever os

indi-cadores de qualidade de vida, e na metodologia utilizada nos estudos Conclusões: o uso

de indicadores de qualidade de vida na pesquisa odontológica e na clắnica ortodôntica é de grande importância e auxắlio no diagnóstico e planejamento; todavia, esses não substituem

os ắndices normativos, devendo ser usados em caráter complementar.

Resumo

Palavras-chave: Qualidade de vida Ortodontia Más oclusões.

* Especialista e Mestre em Ortodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) Doutoranda em Ortodontia pela UERJ

** Mestre e Doutora em Ortodontia pela UFRJ Professora Adjunta da Disciplina de Ortodontia da FO/UERJ-RJ e da FO/UFJF-MG

*** Mestre em Odontologia pela UERJ Doutor em Clắnica Odontológica pela UFRJ Professor adjunto da Disciplina de Ortodontia da FO/UERJ-RJ

inTRODUđấO

A qualidade de vida é caracterizada como a

Ềsensação de bem-estar proveniente da satisfação

ou insatisfação com áreas da vida consideradas

importantes para si mesmoỂ25,30 O enfoque dos

estudos clắnicos tem sido mensurar a qualidade

de vida dos pacientes com a proposta de avaliar

os cuidados com a saúde Essas medições estão

ganhando mais importância, já que os

pesquisa-dores compreenderam que os estudos

tradicio-nais possuắam pouca ou nenhuma relevância para

o paciente25 Portanto, para avaliar inteiramente

qualquer intervenção na área da saúde, incluindo

os serviços de atenção à saúde bucal, como a todontia, são necessárias medidas de importância para o paciente, além das tradicionais medidas informativas para o clắnico19,23

Or-Tradicionalmente, as medidas de alterações pré

e pós-tratamento ortodôntico são baseadas em didas clắnicas tradicionais, ou normativas, como da- dos cefalométricos e a medida de ắndices oclusais Mais recentemente, alguns indicadores subjetivos vêm sendo desenvolvidos e adaptados, como novos métodos de medição da necessidade de tratamen-

me-to e comparação de seus resultados Nesse caso, a percepção do indivắduo é o elo central de toda a

Ngày đăng: 20/12/2013, 12:12

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