Controle da hipnose na administração de propofol com base na estratégia de controle não linear ARTICLE IN PRESS+Model BJAN 728; No of Pages 9 Rev Bras Anestesiol 2016;xxx(xx) xxx xxx REVISTA BRASILEIR[.]
Trang 1ANESTESIOLOGIA Publicação Oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiologia
www.sba.com.br
Recebidoem28demaiode2015;aceitoem17deagostode2015
PALAVRAS-CHAVE
Anestesiadecircuito
fechado;
Controlemoderno;
Biocontrole;
Farmacodinâmica;
Farmacocinética
Resumo Oajustecontínuodepropofolnaadministrac¸ãomanualdeanestesiaparaum
silicoindicamque,para todosospacientes,com0%deexcessoobservado,oerrodeestado
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:jamshed.iqbal@nu.edu.pk (J Iqbal).
http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2016.12.005
Trang 2Closed-loop
anesthesia;
Moderncontrol;
Biocontrol;
Pharmacodynamics;
Pharmacokinetics
Regulation of hypnosis in Propofol anesthesia administration based on non-linear control strategy
Abstract Continuousadjustment ofPropofol inmanual delivery ofanesthesia for
ofthisin silicostudyindicatethatforallthepatients,with0%overshootobserved,thesteady stateerrorliesinbetween±5.Clinically,thisimpliesthatinallthecases,withoutanyoverdose,
Introduc ¸ão
Grac¸as aos avanc¸os tecnológicos, os benefícios
ofereci-dos pela medicina moderna transformaram totalmente o
conceito de cirurgia clínica Atualmente, os
procedimen-toscirúrgicospodemserfeitoscommuitomaisfacilidadee
conforto.Essemarcoincrívelfoialcanc¸adoapenasatravés
dosresultados depesquisas em anestesia moderna.Antes
dadescobertadaanestesia,ascirurgiasprecisavamser
fei-tascomextremarapidez.Historicamente,técnicastriviais
como aplicac¸ão defrio, compressão do nervo oureduc¸ão
daperfusãocerebralforamusadasparamanteropaciente
inconsciente.1 Sem dúvida, a invenc¸ão de gases
inalató-riosem 1840porHickmanfoiumpassofundamentalrumo
àdescoberta daanestesia parafinalmente permitir
cirur-giasinvasivas.O primeiro procedimentodeanestesiacom
base em éter dietílico foi feito em 1842 por C.W Long
Essenovoconceitorevolucionáriofoiposteriormente
deno-minado‘‘anestesia’’,quesignificaausênciadeestesia,isto
é,deconsciência
Aanestesiaéamplamenteusada emmuitasaplicac¸ões,
especialmente na esfera médica para procedimentos
cirúrgicos com incisão, cirurgia dentária e tratamentos
intensivos.2 O principal objetivo da anestesia é oferecer
dessensibilizac¸ãoaospacientescirúrgicosaoconduzi-losa
umestadodeinconsciênciasemmemória.Ocenário
funcio-nalglobaldaanestesiapodesercategorizadoemtrêsfases
temporais sequenciais: induc¸ão, manutenc¸ão e despertar
Duranteaprimeirafase,oobjetivoélevaropacienteauma
determinada profundidade de hipnose (PDH) Para tanto,
é necessário administrar o anestésico para manter uma
PDHadequada.Paraainduc¸ãoemanutenc¸ãodaanestesia,
o agente anestésico comumente administrado por via
intravenosaé o propofol.3 Durante a fase de emergência
em procedimentospós-cirurgia, osvaporizadores eoutros
dispositivosdeinfusãosãodesligadosparapermitirorápido
despertardospacientes
Durante a anestesia geral, propofol é geralmente usado em conjunto com opioides de ac¸ão rápida (p ex., remifentanil), que têm efeito sinérgico.4 A subdosa-gemdemedicamentosanestésicospodelevaràinsuficiência
deanalgesiaouàconsciência.Poroutrolado,oexcessode medicamentoéperigosoparaospacientes.Logo,omanejo cuidadosodos medicamentosintravenosos é ofator-chave paraosucessodapráticaanestésica.Odesejáveléacessara profundidadedaanestesiaemconjuntocomaadministrac¸ão automática e interativa do medicamento, com pouca intervenc¸ãohumana,paraoajusteadequadodadosagemdo medicamentoparaequilibraroestadoanestésico,afunc¸ão autonômicaearespostaaosestímulosnocivos
Os procedimentos de administrac¸ão de medicamentos intravenosos evoluíram da simples administrac¸ão manual paraaautomatizadavia‘‘infusãoalvo-controlada’’(Target Controlled Infusion -TCI) e para a administrac¸ão mais sofisticada de anestesia com circuito fechado (Closed Loop ANesthesia - CLAN) Tradicionalmente, as taxasde administrac¸ão deagentes hipnóticosem anestesia venosa sãocontroladas manualmente por umanestesiologista.As doses são decididas principalmente com base nos dados demográficosdopacienteenossinaismedidos qualitativa-mente (p.ex.,presenc¸adecertos reflexos,movimento)e quantitativamente (p.ex.,saturac¸ãodeoxigênio, pressão arterial, frequência cardíaca) O regime de dosagem é então equilibrado por tentativa e êxito para aprimorar a anestesia eevitar atoxicidade.ATCI,tambémconhecida por ‘‘infusão contínua assistida por computador’’ (Com-puter Assisted Continuous Infusion - CACI),5 depende de modelos farmacodinâmicos e farmacocinéticos com base populacional6paracalcularumperfildeinfusãoadequado paraatingir aconcentrac¸ãodomedicamentoestabelecida pelo anestesiologista De acordo com as taxas de infu-são passadas e presentes, esses modelos podem prever
a evoluc¸ão temporal da concentrac¸ão plasmática Essa previsão é então usada para controlar a concentrac¸ão de
Trang 3de vigília
(100-90)
Estado hipnótico leve
Estado hipnótico moderado
Início
do estado hipnótico profundo Linha plana do EEG
Aumento
do padrão de alternância (burst suppression)
0 20
40 60
Faixa de procedimento cirúrgico
80
100
Figura 1 FaixadaescaladoBISparaindicaroníveldePDH
referência,forneceassimumparadigmadecontrolede
cir-cuito aberto Em vez de ajustar a taxa de infusão, o
anestesiologista manipula a concentrac¸ão de referência,
de forma tanto reativa quanto proativa, usa bombas de
infusão comercialmente disponíveis Os sistemas de TCI
têmasdesvantagensdesensibilidadeparamodelar asnão
linearidadeseperturbac¸õesporquenãoháfeedbacksobre
a mensurac¸ão do efeito do fármaco Essas desvantagens
podemsertratadaspormeiodofechamentodocircuitode
controleatravésdamensurac¸ãodaPDH,queéfornecidapor
monitoresdeEEG;porexemplo,oíndicebispectral(BIS).7
OvalordoBISémapeadoparaoníveldaPDHdopaciente
combasenafaixaescalonadamostrada(fig.1).Ovalorde
100-90corresponde aoestadodetotalvigíliaenquanto os
valoresde90-60e 60-40indicam níveis dehipnoselevee
moderada,respectivamente.8Onívelmoderadorepresenta
afaixadeprocedimentocirúrgicona qualacirurgiageral
éfeitaporprofissionaisclínicos.Umnívelacimadoestado
hipnóticoprofundo(40-20)émuitoperigoso.9
EmumsistemaCLAN,oefeitodofármacoémedidoem
tempo real e comparado com a PDH de referência para
obterumsinaldeerro.Embasadonesse,osistema
posterior-menteajustaataxadeinfusãodomedicamento.Umsistema
CLANofereceváriosbenefíciosemcomparac¸ãocomum
sis-temaTCI,inclusiveocontroleautomáticodeperturbac¸ões
eocontrole precisodataxadeinfusão,minimizao efeito
da variabilidade do paciente e reduz a necessidade de
intervenc¸ãopeloanestesiologista
AtendênciaparaconceberumsistemaCLANfoibaseada
emabordagensdecontroletrivialoulinear.10Dong2propôs
um sistema CLAN para anestesia venosa total com base
em um ‘‘controlador proporcional, integral, derivativo’’
(Proportional, Integral, Derivative - PID) Com BIS como
feedbacksensorialeumsistemadesupervisãocombaseem
‘‘processamentodesinaldigital’’(Digital Signal Processing
-DSP),osistemaconcebidofoitestadoem21voluntários
saudáveise15pacientessubmetidosàcirurgia.Excetopor
doispacientes,resultadosclínicossatisfatóriosforam
obti-dos.Outroestudo11combasenocontroladorPIDinvestigou
o desempenho docontrole em 10pacientes submetidos à
cirurgia eletiva de quadril e joelho A mediana do
abso-luto de desempenho foi de 8% A estratégia de controle
foi capaz de fornecer anestesia adequada em nove
paci-entes, com resposta oscilatóriaregistrada em valores BIS
paratrêspacientes.Outrosestudosimportantesrelataramo
controlePIDdaanestesia.12,13Acomparac¸ãodoPID
conven-cionalcomo‘‘modelolineardecontrolepreditivo’’(Linear
Model Predictive Control -LMPC)foifeita14erelatou-seque
oLMPCfoisuperioremtermosderobustezparaadinâmica
intraeinterpacienteenocontroledosdistúrbios,limitac¸ões
e mensurac¸ão de ruído Estudos recentes15-18 objetivam
melhorarasabordagenslineareseajustarcorretamenteos controladoresparaobtermargensdeconsistência suficien-tesparaasincertezasidentificáveis.Contudo,paraasleis
decontrolebaseadasemabordagenslineares,omodelode
umpacienteque apresentaumcomportamentonãolinear
élinearizado.Talaproximac¸ãoobtémumbomdesempenho
docontrole somente sea diferenc¸a prevista e real entre
ossistemasdecircuitofechadoforpequenaparao contro-ladorprojetado.19 Ocontrolador PID tradicionalnão pode controlar perturbac¸ões como alterac¸ões da pressão arte-rial,bloqueioneuromuscularevariabilidadedafrequência cardíaca10 e pode resultar em comportamento oscilató-rio durante ensaios clínicos Além disso, para a ampla aceitac¸ãode umsistemaCLAN porprofissionais clínicos e órgãosreguladores,garantias consistentesde estabilidade
edesempenho sãorequisitos Aadoc¸ãodeumaestratégia
decontrolenãolineareconsistenteé,portanto,orequisito
domomentoemanestesiaclínica
Estapesquisatemcomoobjetivorevelaropotencialde uma estratégia de controle sofisticada, o ‘‘controle por modos deslizantes’’ (Sliding Mode Control - SMC), para controlar a taxa de infusão de propofol O trabalho está organizadodaseguinteforma: aSec¸ão II tratado modelo derivadodopaciente;aSec¸ãoIIIexplicaosdetalhesdo pro-jetodeSMC;aSec¸ãoIVapresentaosresultadoscombasenos parâmetrosclínicosdepacientesreaiseaSec¸ãoVapresenta comentáriossobreasconclusões
Adinâmicadofármacohipnóticoécategorizadadeacordo com seus parâmetros farmacocinético (PK) e farmacodi-nâmico (PD) O parâmetro PK é usado para controlar
o comportamento do fármaco infundido no corpo ao longo do tempo, inclusive distribuic¸ão, metabolismo, absorc¸ão e depurac¸ão,20 enquanto o parâmetro PD repre-sentaa concentrac¸ão sanguínea do fármaco e o impacto correspondentecausadonolocaldeefeito.21
Combasenofluxosanguíneoemdiferentesórgãos,a lite-raturamédicadivideocorpohumanoemcompartimentos.22
Omodelocompartimentalrepresentaumaabordagem ciné-tica básica para descrever a absorc¸ão, distribuic¸ão e eliminac¸ão dofármaco.23 Por relacionar osníveis plasmá-ticos do medicamento aos parâmetros PD, esse modelo
é intensamente usado em várias aplicac¸ões biomédicas e biotecnológicas devidoa sua inerente flexibilidade e sim-plicidade.AestruturaintegradaPKPDsegue amodelagem compartimental No presente estudo, um modelo PK de três compartimentos foi adotado com um compartimento
deefeito adicional devidoa suaprecisão adequada e efi-ciênciacomputacional.24 Centrado em umcompartimento primário(sangueintravascular)comvolumeV1,um compar-timentoperiférico rápido (músculo) e um compartimento periféricolento(gordura),comvolumesV2 eV3, respecti-vamente,estãoligadosaocompartimentoprimário.Assim,
a distribuic¸ão e eliminac¸ão da droga entre os comparti-mentosprimárioeperiféricoacontecemcomconstantesde velocidadeponderadask12,k21,k13,k31,comoilustradona figura2.Aqualquermomento,aalterac¸ãonaconcentrac¸ão
do fármaco no compartimento primário está relacionada
ao movimento do fármaco de e para os compartimentos
Trang 4Compartimento
periférico rápido
(V2)
X2
Músculo
Gordura
Sangue intravascular Cérebro Compartimento
periférico lento
(V3)
X3
Compartimento primário (V1)
X1
Compartimento local de efeito
Ce
k1e
k 10
k
21
k
12
k 31
k 13
ke0
3
1
Figura 2 DiagramadeblocosdosmodelosPKePD
periféricos rápido e lento A induc¸ão e depurac¸ão do
fármacoacontecematravésdocompartimentoprimário.A
eliminac¸ão dofármaco desse compartimento acontecede
formaexponencial.17Nolocaldeatuac¸ãodofármaco
(cére-bro),a concentrac¸ão é medida pela atividade cortical no
cérebroqueémedidaatravésdaformamodificadadosinal
doEEG.25Ainformac¸ãoextraídapode,então,sermapeada
para a profundidade de hipnose (PDH) para a análise da
adequac¸ãodopacienteparaosprocedimentoscirúrgicos
Atabela1mostraanomenclaturaparaomodeloderivado
dopaciente
ParaomodeloderivadodaPK,asequac¸õesdoestadoque
correspondemaostrêscompartimentospodemserescritas
como(1) -(3)
˙
x1(t)=−k10x1(t)−k12x1(t)−k13x1(t)+k21x2(t)
˙
x2(t)=−k12x1(t)−k21x2(t) (2)
˙
x3(t)=−k13x1(t)−k31x3(t) (3)
AstransformadasdeLaplacedasfunc¸ões(1) -(3)resultam
nasfunc¸ões(4) -(6)
sX1(s)=−(k10+K12+K13)X1(s)+k21X2(s)+k31X13(s)+(t)
(4)
sX2(s)=k12X1(s)−k21X2(s) (5)
sX23(s)=k13X1(s)−k31X3(s) (6)
Resolvendo (4) -(6), a relac¸ão entrada-saída pode ser
escritacomo(7)
Dp(s)= X1(s)
U(s) =
(s2+s(k21+k31)+k21k31) (s3+s2(k10+k12+k21+k13+k31)+s(k10k21+k10k31+k13k21+k31k21)+(k10k21k31)) (7) ondeD p (s) é ataxa deabsorc¸ão/metabolismo dofármaco
dentrodocorpo,definidacomoataxadedisposic¸ão
Rees-crevendo(7),aformageraldomodeloPKéobtidacomo:
Dp(s)= X1(s)
U(s) =
b2s2+b1s+b0
a3s3+a2s2+a1s+a0
(8) onde b2=1, b1=21+31, b0=2131, a3=1,
a2=(10+12+13+31), a1=1021+1031+1231+1321+
3121,a0=102131
Tabela 1 Nomenclatura
eliminac¸ão
eliminac¸ãonolocaldeefeito
sigmoide
OmodeloPDindicaoníveldeconsciênciaerelacionaa concentrac¸ãodofármaconoplasmaàconcentrac¸ãonolocal
deefeitoepodeserderivadocombasenoestadoEq.(9)
˙
xe(t)=k1ex1(t)−ke0xe(t) (9) AplicandoastransformadasdeLaplace(9)
sXe(s)=k1eX1(s)−ke0Xe(s) (10) Considerando que k 1e e k e0 são iguais devido ao seu volume desprezível nocompartimento do localde efeito,
ataxadedisposic¸ãonolocaldeefeitoédadapor(11)
De(s)= XXe(s)
CombasenanaturezaemcascatadosmodelosPKePD,
o modelo global do paciente pode ser finalmente escrito como:
Hp(s)= ke0 (s+Xe0)∗ b2s2+b1s+b0
a3s3+a2s2+a1s+a0
(12)
OBISestárelacionado comaconcentrac¸ãonolocalde efeitodoanestésicoC e (t) y atravésdeummodelosigmoide nãolinear,ouseja
BIS(t)=E0−Emax∗ Ce(t)
ondeC e (t)podesercalculadopelaintegrac¸ão(14)
˙
Ce(t)=−0.1068x1+0.456Ce (14)
Trang 5Modelo do paciente
Sigmoide PD
PK
BIS
S M C
b2s2 + b1s + b0 k e0 X e (s)
s + k e0
a3s3 + a2s2 + a1s+a0 R(s)
Figura 3 Diagramadeblocosdosistemaglobaldeciclofechado
Osistemadecircuitofechadoglobalnopresenteestudo
con-sisteprincipalmentedoSMCedomodeloPK-PDemcascata
Asaídadessemodeloéalimentadaparaafunc¸ãosigmoide,
tambémconhecidacomofunc¸ãodeHill,quemapeiaasaída
em escalado BIS.O valor doBIS é usadocomo um
feed-backparaocontrolador.Afigura3apresentaodiagramade
blocosdosistemadecontroledofeedbackglobalusadopara
atingiraPDHdesejadaduranteosprocedimentoscirúrgicos
Oobjetivoglobaldoprojetodecontroleéminimizaroerro
emestadoestacionárioparamanteroníveldaPDHdentro
davariac¸ãoaceitávelparaacirurgia
A lei decontrole é baseada noSMC, umadas técnicas
de controle maisconsistentes e eficazes paraos sistemas
altamente não lineares que operam em ambientes
incer-tossujeitosaperturbac¸ões.OSMCenvolve adefinic¸ão de
umasuperfíciedeslizante,tipicamenteumasuperfície
alta-mente linear.Oconceitofundamental26 doSMCédirigir a
dinâmicadosistemaapartirdequalquerestadoinicialpara
asuperfíciedeslizante(i.é,fasedealcance).Osistemaé
entãomantidonessasuperfícieparatodososvaloresfuturos
detempo(fasededeslizamento).Aprincipalvantagem
ofe-recidapeloSMCéasuabaixasensibilidadeparaimplantar
distúrbioseincertezas.27
ParaconceberoSMC,considera-seasuperfíciedeslizante
dadapor(15)
=a1x1+a2x2+a3x3+a4xe (15)
Ou
˙
=a1x˙1+a2˙x2+a3˙x3+a4˙xe (16)
ondea1,a2,a3,a4sãoparâmetrosdeajustedocontrolador
Coma1=1,osvaloresdeoutrosparâmetrossãoescolhidos
demaneiraque0setorneopolinômiomônicodeHurwitz
Essacondic¸ãogaranteareduc¸ãonaordemdosistema,que
pode ser representada com os estados n−1 Tal sistema
demonstra insensibilidade às incertezas correspondentes
Substituindoasequac¸õesdeestado,afunc¸ão(16)podeser reescritacomo:
˙
=a1[(−k10−k12−k13)x1(t)+k21x2(t)+k31x3(t)+u(t)] +a2[k12x1(t)−k21x2(t)]+a3[k13x1(t)−k31x3(t)] +a4[k1ex1(t)−ke0xe(t)] (17)
Aleidecontroleglobal(u)consistenocontrole equiva-lente(ueq)econtroledescontínuo(udisc),ouseja
Ocontroleequivalenteobrigaadinâmicadosistemaase moverparaa superfíciedeslizanteedependedos estados tantodosistemaquantodosparâmetros.Tornaoderivado dosmúltiplosdeslizamentosigualazeroepodeser calcu-ladocolocando=0juntocomadinâmicadosistema(17) Logo,
ueq=−[(−k10−k12−k13)x1(t)+k21x2(t)+k31x3(t)]
−a2[k12x1(t)−k21x2(t)]−a3[k13x1(t)−k31x3(t)]
−a4[k1e1(t)−ke0xe(t)] (19)
A presenc¸a de perturbac¸ões ou incertezas pode resul-tar em /= 0 O controle descontínuo lida com tais perturbac¸õesedependedoganhodafunc¸ãosinal,queexibe mudanc¸adecomportamento.Logo,
ondek∈R n ×néamatrizdoganhodedescontinuidade Mate-maticamente,
sign()=
1for>0
−1for<0
(21) Para investigar e caracterizar o desempenho do con-troladorproposto,osdadosclínicos, inclusiveasvariáveis características dos oito pacientes, são apresentados na tabela2.8
Tabela 2 Conjuntodedadosclínicosquemostraascaracterísticasdospacientes
Trang 6b
0 50 100 150 200 250 –0,5
0 0,5 1
Tempo (s) Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
0 50 100 150 200 250 85
90 95 100
Tempo (s)
Figura 4 Administrac¸ãosemcontroladordeagenteanestésiconopaciente6:(a)concentrac¸ãodofármacoemvários comparti-mentose(b)perfildesaída
Combasenosatributosdopaciente,osparâmetros
clíni-coscalculadoscomousodomodelodetrêscompartimentos
deSchniderparapropofolsãoapresentadosabaixo:
V1=4.27[l]
AV2=18.9−0.391(Age−53)[l]
AV3=238[l]
Cl1=1.89+0.0456(W−77)−0.0681(LBM−59)
+0.0264(H−177)
Cl2=1.29−0.24(Age−53)
Cl3=0.836
ondeamassacorporalmagra(LBM)éumafunc¸ãodesexo, pesoeestaturadopaciente.Parahomensemulheres,aLBM
érespectivamentedescritacomo:
LBM=1.1∗W−128∗WH22
LBM=1.07∗W−148∗W2
H2r2
Asconstantesdevelocidadek10,k12,k13,k21,k31 depen-dem depeso, estatura,idade e gênerodopaciente e são descritascomo:
k10= Cl1
V1
k12= Cl2
V1
b a
c
0 50 10 0 15 0 20 0 25 0
1,4
1,6
1,8
2
Tempo (s)
Taxa de infusão da droga (mg/s)
0 50 10 0 15 0 20 0 25 0 –0,5
0 0,5 1 1,5 2
Tempo (s) Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
0 50 100 150 200 25 0 40
50 60 70 80 90 100
Tempo (s)
Figura 5 Controle de circuito fechado baseado em SMC do agente anestésico no paciente 6: (a) controle de entrada, (b)concentrac¸ãoplasmáticadadrogaemvárioscompartimentos,(c)perfildesaída
Trang 7b
c
d
–0,5 0 0,5 1 1,5 2
Tempo (s)
Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
–0,5 0 0,5 1 1,5 2
Tempo (s) Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
–0,5 0 0,5 1 1,5 2
Tempo (s)
Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
–1 0 1 2
Tempo (s)
Conc plasmática da droga (mg/L)
Compartimento primário Compartimento periférico rápido Compartimento periférico lento Compartimento local de efeito
Figura 6 Concentrac¸ãoplasmáticadadroganopaciente4(a),paciente8(b),paciente2(c),paciente7(d)
0 50 10 0 15 0 20 0 25 0 40
50 60 70 80 90 100
Tempo (s)
Paciente 1 Paciente 2 Paciente 3 Paciente 4 Paciente 5 Paciente 6 Paciente 7 Paciente 8
Fase de manutenção Fase de indução
Figura 7 Resultadosdasimulac¸ãoparaovalordoBISparaváriospacientes,demonstraquenãoháoverdose
Trang 8k13= Cl3
V1
k21= CVl2
2
k31= CVl3
3
Oesquemahabitualdeadministrac¸ãodoagenteanestésico
simplesmenteconsisteem umparadigmasemcontrolador
Comtalesquema,afigura4Amostra aconcentrac¸ão
plas-máticadofármacoemvárioscompartimentos,enquantoa
figura4BmostraoperfildesaídanaformadesinaldoBIS
OsvaloresdoBISaindaestãolongedoníveldesejadodePDH
necessárioparaacirurgiageral.Observa-seapartirdesses
resultadosqueo manejodaanestesiasemumcontrolador
dedicadonocircuitopodeserbastantearriscadoe,em
mui-tassituac¸õescirúrgicas,podenãoseradequado.Comouso
desseesquema,aprecisãodaadministrac¸ãode
medicamen-tosaumpaciente durante acirurgia dependetotalmente
daexperiênciadoanestesiologista.Arespostacríticadesse
controladortorna-semaisproblemáticaecrucial,
especial-mentenoscasosdecrianc¸asepacientescardíacos
Ousodeumcontroladorconsistenteemformadecircuito
fechado muda totalmente a resposta A figura 5A mostra
onívelcontroladodeinfusão demedicamentoscomouso
datécnicadeSMCparaopaciente6.Aconcentrac¸ão
plas-máticadofármaco noscompartimentosdaestruturaPKPD
é ilustrada na figura 5B, na qual a taxa de variac¸ão da
concentrac¸ãodofármacoemrelac¸ãoaotempoemtodosos
quatrocompartimentosdocorpoapósainfusãoé
apresen-tada.Inicialmente, a concentrac¸ão dofármaco é máxima
nocompartimento primário,masàmedida queo fármaco
semoveentreoscompartimentosprimárioeperiférico,seu
níveldiminuiexponencialmentenocompartimentoprimário
eaumentanoperiférico.Essefluxodofármaconos
compar-timentosé representado através douso deconstantesde
velocidade.AsaídadoindicadordoBISestá representada
nafigura 5C.Ográficomostra claramente queapresenc¸a
docontrolador com um sistemade realimentac¸ão de
cir-cuito fechadomelhora dramaticamente o desempenho do
–10 0 10 20 30 40 50 60
8 7 6 5 4 3 2 1
N.º do paciente
Referência Atual Erro em estado estacionário
Figura 8 ErroemestadoestacionáriomostraqueaPDHestá
navariac¸ãodesejada
processodeanestesia.Dentrodesegundos,asaídaconverge para o nível do BIS necessário para cirurgia O controla-dor então mantém essenívelde PDH, demodo a auxiliar
oanestesiologistaagarantirumaregiãomaisseguraparaa operac¸ão
Aconcentrac¸ãoplasmática dofármaco em vários com-partimentoséumafunc¸ãodosfatoresqueincluemaidade
do paciente Quanto menor for a idade de umpaciente, maisrápidoseráometabolismo/eliminac¸ãodadroga.Como exemplo,compareaconcentrac¸ãodofármaconos pacien-tes 4 e 8 ilustrada na figuras 6A e 6B, respectivamente
É evidente que o paciente 4, por ser comparativamente mais jovem, tem um metabolismo mais rápido do medi-camentonocompartimentoprimáriodoqueopaciente 8
A comparac¸ão de pacientes jovens e velhos revela que a concentrac¸ãonocompartimentoperiféricorápidoaumenta substancialmentedevidoaofluxorápidodepropofola par-tirdocompartimentoprimário.Omesmoefeitoérefletido
nocompartimentoperiféricolentoenocompartimentodo localdeefeito
Emcontrastecom aidade,o peso deumpacientenão interfere de modo significativo no perfil de concentrac¸ão plasmática do fármaco Para investigar esse efeito,
as concentrac¸ões nos pacientes 2 e 7 (peso=30kg) foram comparadas (figs 6C e 6D) Podemos notar que a concentrac¸ão de propofol no compartimento primário do paciente 2diminuiaumataxarelativamenteigual àquela
dopaciente7.Apequena diferenc¸anasrespostasdeve-se
à diferenc¸a entre as idades dos pacientes O mesmo é observadoemrelac¸ãoaofluxodomedicamentoparaoutros compartimentos
0 50 100 15 0 200 25 0 1,2
1,3 1,4 1,5 1,6 1,7 1,8 1,9
Tempo (s)
Paciente 1 Paciente 2 Paciente 3 Paciente 4 Paciente 5 Paciente 6 Paciente 7 Paciente 8
Figura 9 Taxadeinfusãodepropofolparaváriospacientes
Trang 9paci-enteéentãosimuladodeacordocomoconjuntodedados
(tabela 2) Os resultados da simulac¸ão apresentados na
figura 7 apresentam o nível de hipnose deoito pacientes
apósainfusão dofármaco paraacirurgia.Essasrespostas
indicamasfasestantodeinduc¸ãoquantodemanutenc¸ãoda
anestesia.Inicialmente,duranteafasedeinduc¸ão,o
paci-enteestáemestadodevigília(níveldePDHpróximoa100)
e,emseguida,opacienteentraemestadohipnótico
mode-rado(níveldePDHde40-60).Esse nívelémantido paraa
execuc¸ãoseguradeprocedimentoscirúrgicos.Nesteestudo,
todosos pacientesatingiramo nível idealdehipnose No
entanto,por razõesde quantificac¸ão, a figura 8mostra o
erro em estado estacionárioconsiderando o nívelde PDH
de50comoreferência.Odelimitadoentre±5aindaestá
dentrodavariac¸ãoaceitávelparaoperac¸õescirúrgicas
O SMC projetado fornece diferentes taxas de infusão
depropofolcorrespondentesadiferentespacientes(fig.9)
devido àsdiferenc¸as nos parâmetrosdos pacientes,como
idade,peso,estatura,sexoeLBMparamanteronível
dese-jadodePDH.Ocontroladorinicialmentepermiteainjec¸ão
degrandesquantidades dadrogaparalevaropacienteao
estado deinconsciência na fase deinduc¸ão daanestesia
Quandooníveldesejadodehipnoseéobtido,ocontrolador
então mantémrigorosamente a taxaespecíficadeinfusão
duranteafasedemanutenc¸ãodaanestesiaparacada
paci-ente
Conclusão
Este artigo propõe uma lei baseada em SMC para a
administrac¸ãoadequadaeseguradaanestesiacompropofol
paraaobtenc¸ãodeníveisideaisdehipnose.Osresultadosda
simulac¸ãocombasenoconjuntodedadosrespectivosaoito
pacientesreais,com diferentesparâmetrosclínicos,
com-provamclaramente aeficácia daabordagem apresentada
ComaajudadosprofissionaismédicosdoNational Institute
of Health(NIH)doPaquistão,vamostestaroCLANproposto
em cenáriocirúrgicorealapóso cumprimentodasnormas
deseguranc¸amédica.Éimperativodemonstrarosbenefícios
práticosdoCLAN paraconvencerosprofissionais médicos
Atécnica deanestesia comcircuito fechado(Closed-Loop
ANesthesia - CLAN),embora seja potencialmenteo
obje-tivofinaldainfusãodeagentesanestésicos,aindaestános
estágios iniciaisdepesquisa Aprevisãoé quetal sistema
deCLAN combase em umcontrole consistentenãolinear
substituiráaadministrac¸ãomanual,bemcomoosistemade
TCIemumfuturomuitopróximo
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse
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