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A administração de anestesia por residentes não altera a incidência de memória da extubação traqueal: uma análise de pontuação de propensão baseada no ensino hospitalar: uma análise de pontuação de propensão com base em hospital de ensino

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A administração de anestesia por residentes não altera a incidência de memória da extubação traqueal uma análise de pontuação de propensão baseada no ensino hospitalar uma análise de pontuação de prop[.]

Trang 1

ANESTESIOLOGIA Publicação Oficial da Sociedade Brasileira de Anestesiologia

www.sba.com.br

ARTIGO CIENTÍFICO

Satoki Inoue, Ryuichi Abe, Yuu Tanaka e Masahiko Kawaguchi

Nara Medical University, Department of Anesthesiology and Division of Intensive Care, Shijo-cho Kashihara, Nara, Japão

Recebidoem15dedezembrode2015;aceitoem23defevereirode2016

PALAVRAS-CHAVE

Consciência;

acadêmicos

Resumo

Justificativa e objetivos: A recordac¸ão daemergênciadaanestesia éreconhecida como um dostiposdememóriadaanestesia.Excluindoaextubac¸ãoplanejadacomopacienteacordado, acredita-sequeamemórianãointencionalduranteaextubac¸ãotraquealsejaoresultadode manejoinadequadodaanestesia;portanto,aincidênciapodeestarrelacionadacoma experiên-ciadosanestesistas.Paraavaliarseaincidênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraquealestá relacionadacomaexperiênciadosanestesistas,comparamosaincidênciadememóriadurante

aextubac¸ãotraquealentrepacientestratadosporresidentesdeanestesiaouporanestesistas experientes

Métodos: Estudoretrospectivoderevisãodeumregistoinstitucionalcom21.606casosde anes-tesia geral, conduzidocomaaprovac¸ãodoComitêdeÉtica Todasasextubac¸õestraqueais foramfeitasporresidentessobasupervisãodeanestesistas.Paraevitaroviésdecanalizac¸ão,

aanálisedoíndicedepropensão foiusada paragerarumgrupo decasospareados(manejo porresidentes)edecontroles(manejoporanestesistas),obtiveram-se3.475parescombinados

depacientes.A incidênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraquealfoicomparadacomos desfechosprimários

Resultados: Napopulac¸ãonãopareada,nãohouvediferenc¸anaincidênciadememóriadurante

a extubac¸ão traqueal entre o manejo feito por residentes e anestesistas (6,5% vs. 7,1%,

p=0,275).Mesmoapósparearosescoresdepropensão,nãoobservamosdiferenc¸anaincidência

dememóriaduranteaextubac¸ãotraqueal(7,1%vs.7,0%,p=0,853)

∗Autorparacorrespondência.

E-mail:seninoue@naramed-u.ac.jp (S Inoue).

http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2016.02.016

0034-7094/© 2016 Sociedade Brasileira de Anestesiologia Publicado por Elsevier Editora Ltda Este ´ e um artigo Open Access sob uma licenc ¸a

CC BY-NC-ND ( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/ ).

Trang 2

Conclusão:Emconclusão,quandosupervisionadasporumanestesista,asextubac¸õesfeitaspor residentesnãosãomaispropensasaresultaremmemóriadoqueasextubac¸õesfeitaspor anes-tesistas

©2016SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Este ´eum artigoOpen Accesssobumalicenc¸aCCBY-NC-ND( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)

KEYWORDS

Awareness;

centers

Abstract

Background and objectives: Thememoryofemergencefromanesthesiaisrecognizedasone typeofanesthesiaawareness.Apartfromplanedawakeextubation,unintentionalrecallof tra-chealextubationisthoughttobetheresultsofinadequateanesthesiamanagement;therefore, theincidencecanberelatedwiththeexperienceofanesthetists.Toassesswhetherthe inci-denceofrecalloftrachealextubationisrelatedtoanesthetists’experience,wecomparedthe incidenceofrecalloftrachealextubationbetweenpatientsmanagedbyanesthesiaresidents

orbyexperiencedanesthetists

Methods:Thisisaretrospectivereviewofaninstitutionalregistrycontaining21,606general anesthesiacasesandwasconducted withtheboardofethicalreviewapproval.Allresident trachealextubationswereperformedunderanesthetists’supervision.Toavoidchannelingbias, propensityscoreanalysiswasusedtogenerateasetofmatchedcases(residentmanagements) andcontrols(anesthetistmanagements),yielding3,475matchedpatientpairs.Theincidence

ofrecalloftrachealextubationwascomparedasprimaryoutcomes

Results:Intheunmatchedpopulation,therewasnodifferenceintheincidencesofrecallof trachealextubationbetweenresidentmanagementandanesthetistmanagement(6.5%vs.7.1%,

p=0.275).Afterpropensityscorematching,therewasstillnodifferenceinincidencesofrecall

oftrachealextubation(7.1%vs.7.0%,p=0.853)

Conclusion:Inconclusion,whensupervisedbyananesthetist,residentextubationsarenomore likelytoresultinrecallthananesthetistextubations

©2016SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublishedbyElsevierEditoraLtda.Thisisan openaccessarticleundertheCCBY-NC-NDlicense( http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/)

Introduc ¸ão

Amemóriaaodespertardaanestesiaéreconhecidacomoum

dostiposdeconsciênciaduranteaanestesia.1,2Excetonos

casosdeviaaéreadifícil,aextubac¸ãotraquealcomo

paci-ente acordado é desnecessária.3 Embora como resultado

de mudanc¸as práticas na anestesia, inclusive o

desenvol-vimento de medicamentos de ac¸ão curta, o reforc¸o na

recuperac¸ãodopacienteearotatividadedassalasde

cirur-gia, ainda é razoável prever que, com mais frequência,

os pacientes acordem durante o despertar da anestesia

geral.Àsvezes,ospacientespodeminvoluntariamenteestar

totalmentedespertosdurantearecuperac¸ão.Ospacientes

que relataram consciência acidental durante a

emergên-cia raramente mencionaram sentir o tubo traqueal, em

si, mas sentiram uma paralisia angustiante.1,2 Portanto,

a incidência de memória durante a extubac¸ão traqueal

pode ser negligenciada e acontece com mais

frequên-cia do que o esperado Takahashi et al.4 relataram que

dos 1.993 pacientes cirúrgicos, 202 apresentaram

memó-riadurantea extubac¸ãotraqueal.Osautoresdescobriram

quegênero,idadee manutenc¸ão daanestesia com

propo-folestavamrelacionadoscommemóriaduranteaextubac¸ão

traqueal.4Alémdisso,consideraramqueamemóriadurante

aextubac¸ãotraquealcontribuiparaainsatisfac¸ãodo paci-ente com a anestesia.4 Portanto, sentir o tubo traqueal deve ser desagradável no momento; logo, pode ser uma experiênciatambémdesagradávelduranteaanestesiasea memóriaforexplícitaouconsciente.Érazoávelpensarque

o estadodevigília acidentaldurantea emergênciaesteja relacionadoàfaltadepreparoeconhecimentosobrea vari-abilidadedadurac¸ãodobloqueioneuromuscularearapidez

dacessac¸ãodosagentesvoláteismaisrecentesede propo-fol,oquepoderesultarem incompatibilidadeinvoluntária entreo tempoderetorno daconsciência e deretornoda capacidade motorae o momentodaextubac¸ão traqueal.2

Portanto, acredita-se que a memória não intencional duranteaextubac¸ãotraquealsejaoresultadodeummanejo inadequadodaanestesia;logo,aincidênciapodeestar rela-cionada com a experiência dos anestesistas Porém, não estáclaroseaexperiênciadosanestesistaséumfatorque afetaounãoaincidênciadememóriaduranteaextubac¸ão traqueal e não há estudo que tenha investigado esse fator

Em nossainstituic¸ão, ospacientescirúrgicos atendidos

nodepartamento deanestesia passamporumaentrevista

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naclínicadeconsultaanestésicapós-operatória,naquala

ocorrênciadeeventosadversosnoperioperatórioéavaliada

eospacientespodemcriticarotratamento perioperatório

combasenoformuláriodeentrevistapreenchido.Mediante

os dados dessas entrevistas, investigamos

retrospecti-vamente a incidência de memória durante a extubac¸ão

traqueale,posteriormente,avaliamosoimpactodomanejo

daanestesiaporresidentesdeanestesiologiasobrea

memó-ria durante a extubac¸ão traqueal Para reduzir o efeito

doviés deselec¸ão, comparamosaincidência de memória

durante a extubac¸ão traqueal em pares equiparados por

propensãocomomanejodaanestesiaporresidentesoupor

anestesistasexperientes

Métodos

Obtivemos a aprovac¸ão do Comitê Institucional de

Revi-sãoparaarevisãodosprontuáriosmédicos,paraoacesso

ao registro de dados de anestesia e para a apresentac¸ão

dos resultados A exigência de assinatura em

consenti-mentoinformadofoidispensadapeloComitê

Tratamento do paciente no perioperatório

Não houve padronizac¸ão dos métodos de induc¸ão e

manutenc¸ão da anestesia, mas os métodos não foram

muito diferentes porque este estudo foi conduzido em

umúnico hospital.Pré-medicac¸ão nãofoiadministrada A

anestesia geral foi geralmente induzidacom propofol por

viaintravenosa(1-2,5mg.kg-1)+fentanil(0,1-0,2␮g.kg-1)ou

remifentanil(0,2-0,3␮g.kg-1.min-1)eobloqueio

neuromus-cularfoiobtidocomrocurônio(0,6-0,9mg.kg-1).Namaioria

doscasos,amonitorac¸ãodoíndicebispectral(BIS)foiusada,

masadecisãosobreousoficouacritériodoatendente.A

intubac¸ão traqueal foi feitacom laringoscópio Macintosh

As intubac¸ões traqueais foram feitas por residentes, sob

a orientac¸ão do anestesista experiente, ou pelo

aneste-sista experiente O residente foi definido como graduado

em medicina, com qualificac¸ão médica, em umprograma

de treinamento clínico obrigatório de dois anos,

atual-menteemrotac¸ãonodepartamentodeanestesia(poralguns

meses), ouanestesista residente em treinamento de dois

anosapós aformac¸ão obrigatória.NoJapão,os

anestesis-tas podemrequerero título de anestesista certificadono

MinistériodaSaúde,TrabalhoeBem-estarapósdoisanosde

treinamentocomomembrodaSociedadeJaponesade

Anes-tesiologistas.Todosessesresidentesconcluíramocursode

formac¸ãocombaseemsimulac¸õesdomanejodeviasaéreas

epassaramnoexamepráticodemanejodeviasaéreas A

anestesiafoimantidacomsevoflurano(1,5-2%)emmistura

de 40% oxigênio e ar ou com propofol (6-10mg.kg-1.h-1)

Óxido nitrosonão foi usado Fentanil (0,1-0,2␮g.kg-1.h-1)

ou remifentanil (0,1-0,2␮g.kg-1.min-1) foi usado para

analgesia.Rocurônio(0,2-0,3mg.kg-1.h-1)foiusadopara

blo-queioneuromuscularesugamadex(2-4mg.kg-1)para

rever-são do bloqueio neuromuscular após se avaliar o estado

dobloqueiopormeiodeestimuladordenervos

Imediata-menteapósarecuperac¸ãodaconsciênciapelospacientes,

a extubac¸ão traqueal foi feita Exceto nos casos de via

aérea difícil, a extubac¸ão em estado de vigília não foi

planejada.Extubac¸õestraqueais tambémforamfeitaspor residentes sob a orientac¸ão do anestesista experiente ou peloanestesistaexperiente.Noscasostratadospor residen-tes,osresidentesinformarampreviamenteosanestesistas experientesnofimdacirurgiaatravésdeumsistema indi-vidual de telefonia sem fio antes de o paciente emergir

da anestesia Novamente, os residentes ligaram para os anestesistas experientesparaque viessem observare jul-garapossibilidadedeextubac¸ãodocaso.Omomentopara

a ligac¸ão dependeu de cada situac¸ão Ocasionalmente, a analgesia noperíodo pós-operatório foi fornecida por via intravenosa com fentanil ou por via peridural com ropi-vacaína combinada com fentanil mediante dispositivo de analgesia controlada pelo paciente Após a conclusão da anestesia,oatendenteresponsávelpreencheuoformulário paraoregistroinstitucionaldaanestesia,queincluinomedo atendente,nomedapessoaque fezaintubac¸ão,variáveis demográficasdopaciente,informac¸õessobreodiagnóstico finaleprocedimentos cirúrgicos(posteriormente categori-zadosem três classescom base na estratificac¸ãode risco cirúrgico modificado),5 doenc¸as subjacentes (hipertensão arterial, diabete melito, doenc¸a coronariana, história de insuficiênciacardíaca,doenc¸apulmonar),temposde anes-tesia e cirurgia, estado físico ASA, urgência da cirurgia (emergência ou eletiva), técnica de anestesia (inalatória

ou intravenosa com ou sem analgesia regional), posicio-namento do paciente no intraoperatório, avaliac¸ão final dasviasaéreas,necessidadedetransfusão,implantac¸ãode analgesianopós-operatório,necessidadedeterapia inten-sivanopós-operatórioeeventosadversosnointraoperatório (eventoscardíacos,hipotensão,arritmia, hipóxiaetc.) O atendenteencarregadodocasotambémacompanhouo paci-entee registrouqualquercomplicac¸ão,inclusive qualquer experiênciadesagradáveldurante aanestesia aolongode vários dias de pós-operatório Além disso, até o 14◦ dia

depós-operatório, ospacientespreencheramum questio-nárioque incluiitenssobrememóriadurante aextubac¸ão traqueal A incidência de memória durante a extubac¸ão traquealfoi determinadacom base norelatodo paciente

e no registro da fase pós-anestesia As intensidades das recordac¸ões(memóriaimplícitaouexplícita)nãoforam dis-tinguidas,masforamagrupadasetratadascomorespostas finais

Coleta de dados

Osdadosforamcoletadosentrejaneirode2009edezembro

de 2013, período que totalizou 21.606 casos de aneste-sia Os critérios de exclusão para o estudo atual (e as razões para a consequente reduc¸ão de pacientes elegí-veis) foram os seguintes: (1) casos sem anestesia geral

(n=2.588); (2) casos com ausência de respostas no ques-tionáriopós-operatório ouincapazes deresponder devido

adistúrbiodadisfunc¸ãocognitiva(n=2.285);(3)pacientes

<15 anos(n=1.525);(4) usode dispositivossupraglóticos

(n=494); (5) casos com pós-traqueostomia, submetidos à traqueostomia ouadmitidos intubados (n=497); (6) casos consideradoscomodeviaaéreadifícilporqueaextubac¸ão

em estado de vigília foi geralmente feita em tais casos(n=366); (7) casossem dados completos(n=1.037) (fig.1)

Trang 4

Todos os casos de anestesia n = 21.606

Casos sem anestesia geral

n = 2.588

Casos < 15 anos de idade

n = 1.525

Uso de dispositivos supraglóticos n = 494

Casos com falta de dados

n = 1.037

Casos com falta de dados

n = 366

Casos exigindo tratamento intensivo no pós-operatório n = 1.285

Pós-traqueostomia, traqueostomia

ou admissão intubado

n = 497

Casos de questionário incompleto

no pós-operatório

n = 2.285

Casos restantes

n = 19.018

Casos restantes

n =16.733

Casos restantes

n = 15.208

Casos restantes

n = 14.714

Casos restantes

n = 14.217

Casos restantes

n = 12.932

Casos restantes

n = 12.566

Casos restantes

n = 11.529

Figura 1 Fluxogramadeinclusãoeexclusãodospacientes

Análise estatística

As variáveiscontínuasforamexpressasem média±desvio

padrão(DP)quandonormalmentedistribuídasouem

medi-anaeintervalointerquartil(IQR)quandonãoparamétricas

As variáveis categóricas foram expressas em número de

pacientes e frequências (%) Os resultados dos pacientes

tratadospor residentesouanestesistas experientes foram

comparadoscomo uso dos11.529 pacientesiniciais.Para

a taxa global de incidência, o teste exato de Fisher foi

usadopara estimar a razão de chance (OR) e o intervalo

deconfianc¸a(IC)de95%daincidência(tratamentopor

resi-dentesvs.anestesistasexperientes)

Em seguida, paraevitar o viés de canalizac¸ão, usamos

a análise do escore de propensão para gerar um

con-juntodecasos pareados(tratamento porresidentes) ede

controles(tratamentoporanestesistas).Porfim,4.579

paci-entesforamexcluídosdaanálise.Umescoredepropensão

foi gerado para cada paciente a partir deum modelo de

regressão logística multivariada com base nas covariáveis

que incluiu os itens dos dados dos registros

institucio-nais, tais como as variáveis demográficas do paciente,

riscocirúrgico,doenc¸assubjacentes,tempos deanestesia

ecirurgia,estadofísicoASA, urgênciadacirurgia,técnica

deanestesia,posicionamentodopacienteno intraoperató-rio, necessidade de transfusão, implantac¸ão de analgesia

nopós-operatórioe eventosadversosnointraoperatórioe

as variáveis independentes, com tipo de tratamento (por residentes vs. anestesistas experientes) como uma variá-veldependentebinária.Comosugeridoporumarevisãode pesquisas estatísticas sobre o desenvolvimentodo escore

de propensão, usamos uma abordagem iterativa estrutu-rada para refinar esse modelo com o objetivo de atingir

umequilíbriodascovariáveisentreosparesequiparados.6O equilíbriodascovariáveisfoimedidocomadiferenc¸a padro-nizada,naqualumadiferenc¸aabsolutade<0,1foiaceita comoumdesequilíbriosignificativodascovariáveis.7 Equi-paramosospacientescomumalgoritmogananciosode cor-respondência (greedy-matching algorithm) com compasso

de calibre 0,001 do escore de propensão estimado Uma relac¸ãodecorrespondênciade1:1foiusada.Esse procedi-mentoresultouem3.475pacientestratadosporresidentes com propensão pareada de 3.475 pacientes tratados por anestesistas experientes.Para a inferência estatística,os métodosresponsáveispelanaturezapareadadasamostras foramusados.Paraataxaglobal deincidência,otestede

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equipa-rado,foiusadoparaestimararazãodechanceeoICde95%

de incidência (tratamento por residentes vs. anestesistas

experientes).AsanálisesforamcomputadascomR(versão

3.0.3,R Foundation for Statistical Computing,Viena,

Áus-tria).Umvalordep<0,05foiconsideradoestatisticamente

significativo

Cálculo do tamanho da amostra

Porfim,fizemosumcálculodotamanhodaamostra

Assumi-mosumaincidênciade10%dememóriaduranteaextubac¸ão

traqueal com base em relato anterior.4 Estimamos que

973pacientesem cadagrupoeramnecessáriosparaobter

umpoderde95%paradetectarumadiferenc¸ade5%na

inci-dênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraqueal(comuma

incidência globalde10%) entreo tratamentopor

residen-tes epor anestesistas experientes,com umerrotipo Ide

0,05.Portanto,podemos dizerque otamanhodaamostra

foisuficienteparadetectarumadiferenc¸anoresultado

Resultados

Amediana(IQR)dosanosdeexperiênciafoide1,8(1-2,7)

para os residentes e de 13 (9-18) para os anestesistas

experientes Memória durante a extubac¸ão traqueal foi

observada em 773de 11.529 pacientes,o que resultaem

6,7%dataxaglobaldeincidência.Nãohouvepacientecom

memóriaduranteaextubac¸ãotraquealquetenharesultado

em graves sequelas psicológicas As características

clíni-cas dos dois grupos (pacientes tratados por residentes e

pacientestratadosporanestesistasexperientes)combase

nos11.529pacientessãoapresentadasnatabela1.Muitas

dasvariáveiseramsemelhantesentreosgrupos(diferenc¸a

padronizada<0,1) antesdaequiparac¸ão.Porém, as

variá-veisqueincluíram peso,sexo,estadofísicoASA, presenc¸a

dedoenc¸acoexistenteecasosdeemergênciaapresentaram

desequilíbrio,umadasquaisforamfatoresqueinfluenciam

amemóriaduranteaextubac¸ãotraquealrelatados

anteri-ormente Osresultados dos pacientes estão resumidosna

tabela 2 A incidência de memória durante a extubac¸ão

traqueal não diferiu entre extubac¸ão traqueal feita por

residenteseporanestesistasexperientes(6,5%vs.7,1%)

As características clínicas dos dois grupos pareados

(pacientes extubados por residentes e por anestesistas

experientes) extraídas pela análise de propensão são

apresentadas na tabela 3 De acordo com a diferenc¸a

padronizada, o equilíbrio das covariáveis entre os pares

equiparados foi confirmado Os resultados dos pacientes

estão resumidos na tabela 4 A incidência de memória

duranteaextubac¸ãotraquealnãodiferiuentreextubac¸ão

traquealfeitaporresidenteseextubac¸ãotraquealfeitapor

anestesistas experientesapós aequiparac¸ãodapropensão

(7,1%vs.7,0%)

Discussão

Aincidênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraquealnão

diferiuentreoscasosdemanejodaanestesiaporresidentes

e poranestesistas experientes.Este estudosugere que os

pacientes recebematendimento médico igual em relac¸ão

à possível experiência desagradável durante a extubac¸ão traqueale emergência em hospitais universitários porque

osresidentessãodevidamentetreinadosantesdeparticipar

docontroledaanestesiaesãoatentamentesupervisionados por anestesistas experientes durante todo o processo de despertardaanestesia

Como mencionado na sec¸ão Métodos, permitimos que os residentes avaliassem o tempo para a extubac¸ão porque os residentes foram suficientemente treinados e capacitados antesdeparticipar do controle daanestesia Contudo, presumimos que a incompatibilidade de tempo durante o processo de emergência da anestesia poderia aumentardevidoàfaltadeexperiênciaclínica,masnãode conhecimentoouformac¸ão,oqueresultariaemaumentoda incidênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraqueal.Além disso, também esperávamos que a inexperiência afetasse

o processo de extubac¸ão, que poderia levar mais tempo

doquenocasodos anestesistas experientes.Aocontrário

de nossa hipótese, a incidência de memória durante a extubac¸ão traqueal não aumentou nos casos de manejo

daanestesia por residentes A razão para esse resultado podeserporqueosresidentesentraramemcontatocomos anestesistasexperientesantesdoesperadoe asupervisão apropriadadoprocessodeemergênciaedaextubac¸ãonão resultouem procedimentos muitocomplexos Nesse caso, precisamos declarar de antemão que, infelizmente, tal desacordo não pode ser avaliado retrospectivamente em nosso banco de dados de registro de anestesia porque o bancodedadosnãoincluitaisinformac¸ões

Ocasionalmente, a memória durante a extubac¸ão tra-quealeemergênciadaanestesiapodeserreconhecidacomo umaespécie deconsciência acidentaldurante aanestesia geral.1,2 A maioria dos pacientesque relataram consciên-ciaacidental durantea emergênciararamente mencionou sentirotubotraquealemsi,masrelatousentiruma parali-siaangustiante.1,2Nãopudemosdistinguirospacientesque relatarammemóriaduranteaextubac¸ãotraquealdaqueles comparalisiaangustianteoudaquelessemparalisia angus-tiantepormeiodosdadosdasentrevistasapósaanestesia Tambémnãopudemosdistinguirospacientesquerelataram memóriaduranteaextubac¸ãotraquealdaquelesquea sen-tiramcomoumaexperiênciadesagradávelounão.Levando

emconsiderac¸ãoquenossoprotocolodepráticafacilitouo usodeumestimuladordenervosequenãohouvepaciente commemóriaduranteaextubac¸ãotraquealquetenha resul-tadoem problemapsicológico grave, pelo menosdurante esse período de acompanhamento, pode parecer que a chamada ‘‘extubac¸ão acordado’’ foi feita de forma não intencionalemnossoscasos,emboraaverdadepermanec¸a desconhecida devido à falta de fontes de dados De qualquer forma, relatou-se que a memória durante a extubac¸ão traqueal contribui para a insatisfac¸ão do pacientecomaanestesia.4Alémdisso,háumrelatodecaso

noqualamemóriadeeventosduranteaemergênciada anes-tesiaresultouemgravessequelaspsicológicas.8Portanto,é importanteinformarospacientessobreapossibilidadede memóriadotubonasviasaéreasoudificuldadeem mover seourespirarnessemomento antesdaadministrac¸ão da anestesiageral.2

Háváriaslimitac¸õesnesteestudoquemerecem discus-são.Háuminteressecrescentesobreousodemétodos base-ados em escore de propensão em estudos observacionais

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Tabela 1 Característicasclínicasdosdoisgruposdeestudonãopareados

Extubac¸ão/residente

(n=8.016)

Extubac¸ão/anestesista

(n=3.513)

Diferenc¸apadronizada

Estratificac¸ãoderiscocirúrgico[IQR],I-III 2[1-2] 2[2-2] 0,074

Cirurgiadotratogastrointestinal(Sim/Não) 4.911/3.105 1.964/1.549 0,084

Cardíaca-torácica-ginecológica(Não/Sim) 6.451/1.565 2.897/616 0,041

Analgesiapós-operatória(Não/Sim) 4.994/3.022 2.079/1.434 0,049

Valores expressos em média (DP), mediana [IQR] ou número.

Tabela 2 Resultadosdospacientesantesdaequiparac¸ão

Extubac¸ão/

residente

Extubac¸ão/

anestesista

Razãode chance(IC95%)

Tamanhodo efeito

p

Incidênciaderecordac¸ãoda

extubac¸ão(n=Sim/Não)

(0,78-1,08)

Tabela 3 Característicasclínicasdosdoisgruposdeestudoapósequiparac¸ãodoescoredepropensão

Extubac¸ão/residente

(n=3.475)

Extubac¸ão/anestesista

(n=3.475)

Diferenc¸apadronizada

Estratificac¸ãoderiscocirúrgico[IQR],I-III 2[2-2] 2[2-2] 0,005

Cirurgiadotratogastrointestinal(Sim/Não) 1.959/1.516 1.942/1.533 0,01

Cardíaca-torácica-ginecológica(Não/Sim) 2.850/625 2.860/615 0,008

Analgesiapós-operatória(Não/Sim) 2.054/1.421 2.061/1.414 0,004

Valores expressos em média (DP), mediana [IQR] ou número.

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Tabela 4 Resultadosdospacientesapósequiparac¸ãodepropensão

Extubac¸ão/

residente

Extubac¸ão/

anestesista

Razãode chance (IC95%)

Tamanhodo efeito

p-valor

Incidênciaderecordac¸ãoda

extubac¸ão(n=Sim/Não)

(0,85-1,23)

minimizaroefeitodoviésdeselec¸ãonosresultados,usamos

o escoredepropensãocorrespondente paraas

caracterís-ticas clínicasparareduziradistorc¸ãocausada porfatores

de confusão Contudo, este foi um estudo retrospectivo;

portanto,asvariáveisnãomensuradasaindapodem

confun-dirosresultados.Usamosdadosdoregistroinstitucionalde

anestesiaqueincluiapenasainformac¸ãomínimaessencial

sobrecadacaso,enãoosdetalhesprecisos.Portanto,não

obtivemosmuitasdasvariáveisquepoderiamterafetadoa

memóriaduranteaextubac¸ãotraqueal.Porém,nossas

prá-ticasanestésicasforamrelativamenteconstantesduranteo

períododeamostragem,demodoqueosefeitosdas

variá-veisnãomensuradasprovavelmenteforammínimos.Dados

sobre a func¸ão neuromuscular durante a extubac¸ão

tra-queal tambémnãoestavamdisponíveis, umdeterminante

importantedeexperiênciadesagradáveldurantea

emergên-ciadaanestesia.1,2Masosanestesistasexperientesdevem

ter supervisionado atentamente o processo de

emergên-cia Assim, supõe-se que a capacidade motora durante a

extubac¸ãotraquealfoiequivalente,tantonotratamentopor

residentesquantonotratamentoporanestesistas

experien-tes.Aincidênciadememóriaduranteaextubac¸ãotraqueal

nesteestudo(773:11.529)foiconsideravelmentemaiorem

comparac¸ão com o relato do 5th National Audit Project

(1:69.200 ou 1:35.000).2 Acreditamos que a razão pode

serporquenãodistinguimosrecordac¸ãodememória

implí-cita ou explícita Um estudo japonês anterior, que usou

o mesmo questionário sobre o tratamento da anestesia,

relatou quase a mesma taxa de incidência (10,1%).4 Não

houveadministrac¸ãodepré-medicac¸ãonesteestudo,oque

podeexplicar aincidênciarelativamenteelevadade

cons-ciência.Finalmente,umnúmeroconsideráveldepacientes

foiexcluídodoestudo.Porém,ospacientesexcluídosnão

podemterafetadoosresultadosporqueaexclusãofoifeita

deacordocomoscritériosobjetivoseosdadosquefaltaram

forampelomenosrandomizados

Conclusão

Quandosupervisionadasporumanestesista,asextubac¸ões

feitasporresidentesnãosãomaispropensasaresultarem

recordac¸ãoqueasextubac¸õesfeitasporanestesista

Conflitos de interesse

Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse

Referências

1 Pandit JJ, Andrade J, Bogod DG, et al The 5 th National Audit Project (NAP5) on accidental awareness during general anaesthesia: summary of main findings and risk factors Ana-esthesia 2014;69:1089 -101.

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9 D’Agostino RB Jr Propensity score methods for bias reduction

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Ngày đăng: 19/11/2022, 11:44

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