ANESTESIOLOGIA Official Publication of the Brazilian Society of Anesthesiology www.sba.com.br ARTIGO CIENTÍFICO Conhecimento dos anestesiologistas da cidade do Recife com relac ¸ão aos ri
Trang 1ANESTESIOLOGIA Official Publication of the Brazilian Society of Anesthesiology
www.sba.com.br
ARTIGO CIENTÍFICO
Conhecimento dos anestesiologistas da cidade do Recife
com relac ¸ão aos riscos potenciais no centro cirúrgico - estudo transversal
Rafaela de Melo Simões Limaa, Giselle Lauritzen Duarteb,
Tânia Cursino de Menezes Couceiroa , ∗,
Marcela Kelly Silva do Nascimentoa e Luciana Cavalcanti Limaa , b
aInstituto de Medicina Integral Prof Fernando Figueira (Imip), Recife, PE, Brasil
bFaculdade Pernambucana de Saúde (FPS), Recife, PE, Brasil
PALAVRAS-CHAVE
Anestesiologista;
Conhecimento;
Riscoprofissional;
Centrocirúrgico
Resumo
Objetivos: ocuidadocomasaúdedeveserumatoseguroelivredeeventosadversos.Todavia,
napráticadiáriaseobservaexposic¸ãoexcessivaafatoresquepõememriscoasaúdedo pro-fissional.Ocentrocirúrgicosobressaicomoumdoslocaisemqueoprofissionalenvolvidoestá maisvulnerável.Oanestesiologistafazdesseambienteoseulocaldetrabalhoeconvivecom seusagravantespotenciais.Esteestudoobjetivouavaliaroconhecimentodosanestesiologistas
dacidadedoRecifeacercadasdiversassituac¸õesderiscodoseuambientedetrabalho
Método: estudotipocorte transversal, noqual foram aplicadosquestionários estruturados, preenchidospelopróprioanestesiologistadeformavoluntáriaeanônima,paraavaliaro conhe-cimento acercadosriscos potenciaisnocentro cirúrgico Osdadosforamanalisados como programasoftwareEpiInfoversão7
Resultados: responderamaoquestionário162anestesiologistas,38,02%doscadastradosna Coo-perativade AnestesiologistasdePernambuco.Desses,3,7%leramo manualdaComissão de ControledeInfecc¸ãoHospitalar(CCIH)dasuainstituic¸ãodetrabalhoe40,74%optaram acerta-damentepelaopc¸ãodiretortécnicocomooresponsávelporassegurarcondic¸õesadequadasde trabalho.Dototal,5,56%afirmaramexistirmonitorac¸ãodoíndicedepoluic¸ãoanestésicanos centroscirúrgicos.Apenas1,85%daamostrafoisubmetidoàtriagemperiódicapara tubercu-lose.Aoanalisarasituac¸ãohipotéticadecontaminac¸ãocompacienteportadordehepatiteC, apenas43,83%sabiamnãohaverprofilaxiaefetivaapósexposic¸ão
Conclusão:campanhaseducativasdevemserfeitasparamelhoraroconhecimentodos profis-sionaisdesaúdeeesclarecerdireitosedeveresdasinstituic¸õesedosprofissionais
©2014SociedadeBrasileiradeAnestesiologia.PublicadoporElsevierEditoraLtda.Todosos direitosreservados
∗Autorparacorrespondência.
E-mail:taniacouceiro@yahoo.com.br (T.C.M Couceiro).
http://dx.doi.org/10.1016/j.bjan.2013.06.019
Trang 2Introduc ¸ão
Ocuidado comasaúdedeveserumatoseguroe livrede
eventosadversos.Todavia,oqueseobservanapráticadiária
éumaexposic¸ãoexcessiva afatoresquepõemem risco a
integridadefísicaementaldoprofissionaldesaúde
Dentre osdiversoscenários deprestac¸ão deservic¸os a
que o médico está exposto, o centro cirúrgico sobressai
como umdos principaisnos quais o profissionalestá mais
vulnerávela riscos potenciais Esse cenário é único entre
os locais detrabalho, com exposic¸ão contínua a poluic¸ão
sonora,vaporesquímicos,radiac¸ãoionizante,agentes
infec-ciososeníveisaumentadosdeestressepsicológico.1
O anestesiologista faz desse ambiente o seu local de
trabalho,conviveintimamentecomseusagravantes
poten-ciais e passa nele a maior parte de seus dias.1 Diante
dessarealidade,é deessencial importânciaque os
profis-sionaisenvolvidosnessaatividadeconhec¸amtodososseus
riscosetodasassuasconsequências,bemcomoodeverda
instituic¸ãohospitalardefornecercondic¸õesdignaseseguras
deexercíciodaprofissão
Após revisão na literatura, foram encontrados estudos
quedelineiamoperfildomédicoanestesiologistaeavaliam
a sua qualidade de vida,2,3 além de pesquisas que
inves-tigamasconsequênciasfísicas epsicológicasdaexposic¸ão
emlongoprazoaoambienteinsalubredocentrocirúrgico.1
No entanto, há uma carência de estudos que pesquisem
o conhecimento do anestesiologista sobre os riscos que
rodeiam o exercício da profissão, apesar da existência
de extensa bibliografia que descreve esses agravantes O
objetivodesteestudofoiavaliaroconhecimentodos
aneste-siologistasdacidadedoRecifeacercadasdiversassituac¸ões
deriscoemseuambientedetrabalho
Método
Apósaprovac¸ãopeloComitêdeÉticaemPesquisaemSeres
Humanos doInstituto deMedicinaIntegral Prof Fernando
Figueira (CEP/Imip), foi feito entre outubro de 2011 e
maio de2012umestudo descritivotransversal que
envol-veuanestesiologistasdacidadedoRecife(PE)credenciados
naCooperativadeMédicosAnestesiologistasdePernambuco
(Coopanest/PE)
Foramselecionadosparaparticipac¸ãonapesquisa
anes-tesiologistasematividadenoshospitaisdacidadedoRecife
queassinaramotermodeconsentimentolivreeesclarecido
Oscritériosdeexclusãoforamquestionáriospreenchidosde
maneiraincompletaeanestesiologistasquenãoparticipam
rotineiramentedocuidadoclínicocomosprocedimentosno
centrocirúrgico
Ametodologiaconsistiunaelaborac¸ãodeum
questioná-rioqueabrangeuosriscospotenciasnasaladeoperac¸ões,
comitenssobreriscosfísicos,deinfecc¸ãoedeincêndioeuso
deeletrocautério.Informava-seao médicoafinalidadeda
pesquisaesolicitava-sesuacolaborac¸ão.Oquestionárioera
entãoentregueaosparticipantes em seuslocais de
traba-lho.Orientava-secomoresponderasquestões,explicava-se
que somente uma assertiva era correta e colocava-se à
disposic¸ão para eventuais esclarecimentos sobre o
ins-trumento A identidade dos participantes foi preservada
Apesquisaobedeceuaosprincípioséticospreconizadospela
Tabela 1 Característicasgeraisdaamostra
Anos de prática de anestesiologia
Resoluc¸ão196/96doConselhoNacionaldeSaúde(CNS)efoi aprovadapeloCEP/Imipsobonúmero2459
Asvariáveispesquisadasforamriscosfísicos(gases anes-tésicos, radiac¸ão, reac¸ões alérgicas, poluic¸ão sonora), de infecc¸ão (vírus respiratórios, vírus de herpes, hepatites, vírus da imunodeficiência aguda, tuberculose, vírus em névoadelaser)edeincêndioeusodoeletrocautério (espe-cialidades cirúrgicas envolvidas, agentes comburentes na saladecirurgia)
ParaanálisedosdadosfoiusadooprogramasoftwareEpi Infoversão7 Osresultados foramapresentadosna forma
dedistribuic¸ãodefrequências
Resultados
Dentre os 426 anestesiologistas credenciados e que se encontravamem atividadena rede hospitalar,162 aceita-ramparticipardapesquisa,oquecorrespondeu a38%dos cadastradosnaCooperativa.Dosentrevistados,46,9% prati-camaespecialidadehámaisde15anos,12,3%têmotítulo superiordeanestesiologiae5,5%,mestrado(tabela1)
Aoquestionamentosobreoresponsávelporasseguraras condic¸õesadequadase dignas detrabalhoao anestesiolo-gista, apenas 40,7% optaram pela opc¸ão correta, diretor técnico(tabela2)
No tocante à monitorac¸ão doíndice depoluic¸ão anes-tésicado centro cirúrgico,apenas 5,5% dos entrevistados
Tabela 2 Conhecimento doanestesiologistacomrelac¸ão aosriscosfísicos
Responsávelporassegurarcondic¸ões adequadasdetrabalho(Diretortécnico)
Trabalhameminstituic¸õesquemonitoram índicedepoluic¸ãoanestésica
Setordemaiorconcentrac¸ãodegases anestésicos(SaladeRecuperac¸ão Pós-Anestésica)
Consequênciascausadasporruídos excessivos
Formadeapresentac¸ãomaiscomum
dasensibilidadeaolátex(Dermatite
decontatoporirritac¸ão)
Trang 3Tabela 3 Conhecimento do anestesiologista quanto ao
riscodeinfecc¸ão
Classificac¸ãodocentrocirúrgico(área
crítica)
Setorresponsávelpeloacompanhamentodo
profissionalapósexposic¸ãopercutânea
(comissãodeinfecc¸ãolocal)
Perfildepacientecommaiorprevalênciade
doenc¸asinfectocontagiosas(pacientes
atendidosemhospitaisdetrauma)
Triagemperiódicaquantoàinfecc¸ão
peloM tuberculosis
Anestesiologistapreviamentevacinadoe
responsivo,apósexposic¸ãoapaciente
portadordehepatiteB(nãoénecessária
profilaxia)
Profissionalnãoresponsivoaesquema
vacinalcompletocontrahepatiteB
(repetiresquemacompleto)
Exposic¸ãoapacienteportadordehepatite
C(nãoexisteprofilaxiadisponível)
Líquidosbiológicosisentosderisco
detransmissãodoHIV
CirurgiaeletivaempacienteportadordeTB 72 44,4
afirmaram que existe essa mensurac¸ão na sua instituic¸ão
de trabalho Do total, 54,9% apontaram corretamente a
sala de recuperac¸ão pós-anestésica como setor de maior
concentrac¸ãodeanestésicosinalatórios(tabela2)
No que serefere àsconsequênciascausadas pelos
ruí-dos excessivos, 95,6% responderam satisfatoriamente e
identificaram como eventos possíveisperda de atenc¸ão e
irritabilidade,aumentodosníveistensionaiseliberac¸ãode
catecolaminas.Dermatitedecontatoporirritac¸ãofoi
apon-tadaacertadamentepor62,3%como aformamaiscomum
deapresentac¸ãodesensibilidadeaolátex(tabela2)
Em relac¸ão aos riscos de infecc¸ão, somente 3,7% dos
anestesiologistas têm acesso/leram o manual de controle
deinfecc¸ãohospitalardasuainstituic¸ãodetrabalho,58%
classificaramcorretamenteocentrocirúrgicocomoárea
crí-ticae90,1%procurariamacomissãodeinfecc¸ãolocalapós
exposic¸ão percutânea Ao se tratar do perfil de paciente
queapresentamaiorprevalênciadedoenc¸as
infectoconta-giosas,72,2% acertaramao optar porpacientes atendidos
emhospitaisdetrauma(tabela3)
Apenas 1,8% dos anestesiologistas incluídos já foi
sub-metido à triagem periódica quanto à infecc¸ão pelo M.
tuberculosise58,6%testaramasoroprevalênciaaoanti-HBs
apóscompletaroesquemavacinaldahepatiteB(tabela3)
Acercadacondutacorretaapósumanestesiologista
pre-viamente vacinado e responsivo entrar em contato com
pacienteAgHBspositivo,63,9%optaramacertadamentepela
nãonecessidadedeprofilaxiapós-exposic¸ão.Emcasodenão
responsividadeaoesquemavacinalcompletocontra
hepa-titeB,62,3%acertaram emindicar repetic¸ãodoesquema
Tabela 4 Uso do eletrocautério, prevenc¸ão e riscos de incêndio
Orientac¸õessobreincêndionasala
decirurgia
Medidamaisimportanteparaevitar queimadurasporeletrocautério (aplicac¸ãocorretadaplacaderetorno)
Especialidadecirúrgicacommaiorrisco paracombustão(cabec¸aepescoc¸o)
completodetrêsdoses.Aoanalisarasituac¸ãohipotéticade contaminac¸ãocompacienteportadordehepatiteC,apenas 43,8%sabiam quenãosedispõedeprofilaxia efetiva após exposic¸ão(tabela3)
Sobreatransmissãoocupacionalpelovírusda imunodefi-ciênciahumana,80,2%dosanestesiologistasreconheceram
oslíquidosbiológicosisentosderiscosdeinfecc¸ão.À abor-dagem da conduta correta ao fazer cirurgia eletiva em paciente com tuberculose, menos da metadeda amostra (44,4%)optouacertadamenteporadiaroprocessoatéque
opacientenãofossemaisinfeccioso(tabela3)
A respeito das orientac¸ões sobre incêndio na sala de cirurgia, apenas 4,9% afirmaram ter recebido algum tipo
deesclarecimentonasinstituic¸õesemqueprestamservic¸o (tabela4) No tocante à prevenc¸ão de queimaduras cau-sadas por eletrocautério, a maioria dos entrevistados (95%)reconheceu aaplicac¸ãocorretadaplaca deretorno como conduta maisrelevante Quando abordadossobre a especialidadecirúrgicacommaiorprobabilidadedereac¸ões combustivas, 55,5% optaram acertadamente pela opc¸ão cabec¸aepescoc¸o(tabela4)
Discussão
Oestudosobreosriscospotenciaisnocentrocirúrgicofaz partedaformac¸ãoprofissionaldoanestesiologista.O conhe-cimentoeaprevenc¸ãosãoospilaresbásicosparadiminuira exposic¸ãoesuaseventuaisconsequências.Dessemodo,toda instituic¸ão deve ter programas educacionais sobre riscos profissionais, bem como desenvolver técnicasapropriadas paraprevenirexposic¸ãoocupacional,jáqueonão cumpri-mentodasnormasdeprotec¸ãoouasubmissãoacondic¸ões nãosegurasdetrabalhopodeacarretarconsequências drás-ticasàsaúdeeàqualidadedevida
Oprincipalresponsávelporassegurarcondic¸ões adequa-dasdetrabalhoeosmeiosimprescindíveisaumaboaprática médica,aosupervisionarecoordenartodososservic¸os téc-nicosdoestabelecimentodesaúde,éo diretortécnicoda instituic¸ão.4 Foi observado na nossa pesquisa que menos
dametadedos anestesiologistasabordados(40,7%) conhe-cia o responsável por essa func¸ão, fator esse que pode dificultar a resoluc¸ão das insalubridades no ambiente de trabalho
Apoluic¸ãoambientaldocentrocirúrgicoporgases anes-tésicoséoutrofatoragravanteaobem-estardoprofissional
de saúde e mantém com o anestesiologista estreito grau
Trang 4de relac¸ão Mesmoem salascom ventilac¸ão apropriada e
limpeza de máquinas,altas concentrac¸õesde gases
anes-tésicos foramdetectadas.1 Apenas5,5% dos entrevistados
afirmaramqueexistemonitorac¸ãodograudepoluic¸ãopor
gasesanestésicos nocentrocirúrgicoem quetrabalhame
54,9% especificaram corretamente a sala de recuperac¸ão
pós-anestésicacomosetordemaiorpoluic¸ão
A incerteza em relac¸ão aos verdadeiros riscos dessa
exposic¸ãocontínua deixa muitasvezes oprofissional
inse-guro, principalmente anestesiologistas do sexo feminino
e em período reprodutivo, já que não existem estudos
que estabelec¸am definitivamente relac¸ões diretas dessa
exposic¸ão com abortamento espontâneo e anormalidades
congênitas.1Medidasdevemsertomadasparaminimizara
exposic¸ão ocupacionala agentes químicos com conhecido
ouprovável potencial tóxico A reivindicac¸ão por centros
cirúrgicosmaisbemequipados,comsistemasdeventilac¸ão
eexaustãoadequados,bemcomosuamanutenc¸ão,deveser
seguida
Osníveisderuídosdasaladeoperac¸õestambémpodem
ter influênciaadversa sobre a capacidade do
anestesiolo-gista de efetuar suas tarefas A poluic¸ão sonoradeve ser
quantificada e sua intensidade e seu númerode horas de
exposic¸ão devem ser determinados.1 As complexas
ativi-dadespsicomotorasassociadascomaanestesiologia,como
monitorac¸ão evigilância,sãoparticularmentesensíveisàs
influências adversasdapoluic¸ão sonora Noque serefere
às consequênciascausadas pelos ruídosexcessivos, 95,6%
responderam satisfatoriamente e identificaram perda de
atenc¸ão e irritabilidade, aumento dos níveis tensionais e
liberac¸ãodecatecolaminascomoeventospossíveis
ACCIHsurgiucomapreocupac¸ãodeconhecerosíndices
deinfecc¸õesnoshospitaisetemcomoprincipal
responsa-bilidade a implantac¸ão de ac¸ões de biosseguranc¸a.5 Toda
instituic¸ãodesaúdeofereceummanualparaesclarecimento
dosprofissionaisquenelaprestamservic¸o.Somente3,7%dos
anestesiologistasentrevistadostiveramacessoaomanualda
CCIHda sua instituic¸ão de trabalhoou o leram.Como os
anestesiologistasconvivemintimamentecomosagravantes
potenciaisdocentrocirúrgico,fazem-senecessários
proje-toseducacionaisquefacilitemoacessoaesseinstrumento
deprevenc¸ão
Oconceitodeáreacrítica,noqualocentrocirúrgicoé
englobado,refere-seao setornoqual existerisco
aumen-tado para desenvolvimento de infecc¸ões relacionadas à
assistência,sejapelaexecuc¸ãodeprocessosqueenvolvam
artigoscríticos oumaterial biológico,pelafeitura de
pro-cedimentos invasivos ou pela presenc¸a de pacientes com
suscetibilidadeaumentadaaosagentesinfecciososou
por-tadoresdemicrorganismosdeimportânciaepidemiológica.6
Classificaramcorretamenteocentrocirúrgicocomoárea
crí-tica 58% dos especialistas entrevistados Acerca do perfil
de paciente que apresenta maiorprevalência de doenc¸as
infectocontagiosas,72,2%acertaramaooptarporpacientes
atendidosemhospitaisdetrauma.Medidasdevemser
imple-mentadasafimdequetodososanestesiologistasconhec¸am
aclassificac¸ãodasuaáreadetrabalho
Aexposic¸ãoamateriaisbiológicospotencialmente
conta-minadoséumimportanteriscoparaoprofissionaldesaúde
Estudosdesenvolvidosnessaáreamostramqueosacidentes
queenvolvemsangueeoutrosfluidosorgânicos
correspon-demàsexposic¸õesmaisfrequentementerelatadas.7
Osferimentoscomagulhase materialperfurocortante,
emgeral,sãoconsideradosextremamenteperigososporser potencialmentecapazes detransmitirmaisde20tiposde patógenos diferentes Os agentes infecciosos mais comu-menteenvolvidos sãoovírus daimunodeficiência humana (HIV),odahepatiteBeodahepatiteC.7Naamostra ava-liadapeloestudo,apenas43,8%sabiamquenãosedispõe
deprofilaxiaefetivaapósexposic¸ãoaovírusdahepatiteC
Ac¸õeseducativasdevemserincentivadaspelosgestores hos-pitalarescomvistasaoconhecimentoplenodosriscospelos profissionaisenvolvidos
A vacina para hepatite B é altamente efetiva Dessa forma,todososprofissionaisdesaúdedevemteracessoao método.Outro ponto primordialé testar a soroconversão paraprecisaraefetividadedométodo.Nanossapesquisa, somente58,6%dosentrevistadostestaramasoroconversão Combasenesseresultado,enfatiza-sequecampanhassejam intensificadasafimdequeoesquemavacinalsejarepetido nosprofissionaisquenãoresponderamsatisfatoriamenteao método
Sãorelatadaselevadas prevalências deinfecc¸ão tuber-culosaeincidênciasdadoenc¸aem profissionaisde saúde, bemcomo maioresprevalências e incidênciasem profissi-onaisqueexercematividades que oscolocamem contato compacientescomsuspeitaoudiagnósticodetuberculose
noambientedetrabalho.8OMinistériodaSaúderecomenda vacinarosprofissionaisdeservic¸osdesaúdeenovos profissi-onaisadmitidosnessesservic¸os,desdequesejamnegativos
àtuberculina.9 Emnossapesquisa,apenas1,8%dos entre-vistadosfoisubmetidoàtriagemquantoàinfecc¸ãopeloM tuberculosis.ComooBrasil éumpaísendêmico paraessa patologia,orastreamentodatuberculosedeveserestendido
atodososprofissionaisdesaúde
O anestesiologista desempenha papel fundamental na prevenc¸ãodeincêndiona saladecirurgia,reconhece pos-síveis fontes deignic¸ão e administra de forma racional o oxigênio,principalmentecomsistemasabertos.Oprimeiro passoparaaprevenc¸ãodeveseralembranc¸aconstanteda possibilidade de incêndio, que, apesar de ser um evento raro,setratadeumacomplicac¸ãopotencialmentegrave.10
Somenteumapequenaparceladaamostraavaliada(4,9%) afirmouterrecebidoorientac¸õessobreotemae55,5% iden-tificaramcorretamente a especialidade cabec¸a e pescoc¸o comoademaiorriscoparaessacomplicac¸ão
Diante dasgraves consequênciasprovocadas pela com-bustão na sala de cirurgia, oficinas devem ser montadas paraesclarecer prevenc¸ão, especialidades cirúrgicas mais envolvidasequais ospassosaseremseguidosem casode ocorrência
Conclusão
Orisco a que osanestesiologistas estão expostosé variá-vele ignorado pela própriaclasse Isso pode resultar em doenc¸as profissionais com prejuízos pessoais Observou-se nesse estudo que em alguns questionamentos menos da metadedaamostraavaliadarespondeuacertadamenteeum percentualmuitopequenodosprofissionaisavaliadosleuo manualdaCCIHdasuainstituic¸ãodetrabalho.Esses resul-tadosreforc¸amaimportânciadecampanhaseducativasno intuitodemelhoraro conhecimentoe tambémesclarecer quaisosdireitosedeveresdasinstituic¸õesdetrabalho
Trang 5Conflitos de interesse
Osautoresdeclaramnãohaverconflitosdeinteresse
Agradecimentos
Nossos sinceros agradecimentos aos anestesiologistas da
CooperativadeMédicosAnestesiologistasdePernambucoe
daSociedadedeAnestesiologiadoEstadodePernambuco
Referências
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